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Os carros lançados recentemente lá fora que gostaríamos de ver no Brasil

Com o Salão de Paris acontecendo para a imprensa nestes dias, todos estes conceitos que estão sendo apresentados nos lembram que muita coisa que é lançada nos mercados internacionais acaba nos deixando com água na boca e cheios de esparança, mas nunca chegam aqui. Sendo assim, decidimos perguntar: que carros lançados nos últimos anos os leitores gostariam de ver no Brasil? Agora, temos a lista com as respostas!

 

Mazda MX-5 Miata

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Não faz um mês que a Mazda apresentou a nova geração de seu modelo mais entusiasta ao mundo e o colocou novamente sob os holofotes. Acontece que o Miata é sucesso de vendas no mundo todo desde o 1989, quando a primeira geração foi lançada, sempre mantendo a mesma essência: motor dianteiro, tração traseira, baixo peso e diversão ao máximo.

A nova geração só nos fez lembrar do breve período em que o Miata foi vendido oficialmente no Brasil, logo que foram abertas as importações, mas não fez muito sucesso. Ele poderia voltar como um carro de nicho — um nicho que adoraríamos explorar.

 

Renault Twingo

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O Twingo de primeira geração não foi exatamente um sucesso estrondoso quando foi vendido no Brasil, de 1994 a 2002, porém suas qualidades — economia, praticidade e exclusividade — atraíram uma leal base de fãs, que só trocam um Twingo por outro Twingo. Que tal dar a elas o novo Twingo?

O motor traseiro garante que o trem-de-força ocupe menos espaço, e o que sobra vai para a bagagem e os ocupantes. Além disso, motor traseiro significa tração traseira, o que não pode ser ruim para um entusiasta, certo? E mesmo que fosse pela excentricidade (hoje em dia, ao menos) do motor traseiro. E para uma provável futura versão RenaultSport, claro! Potencial, ele tem.

 

Volkswagen Scirocco

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Generalizar é sempre um perigo, mas achamos que é seguro dizer que todo fã brasileiro de Volkswagen gostaria de ver o Scirocco nas nossas ruas. Depois de ser vendido em duas gerações entre 1974 e 1992, o hatch com ares de cupê e apelo esportivo foi trazido de volta na Europa em 2008. Com a plataforma do Golf e do Jetta da geração anterior (PQ35, e não MQB) e motores que vão de um 1.4 turbo de 122 cv ao 2.0 TSI de 265 cv (R), o Scirocco foi reestilizado este ano, o que garante mais alguns anos de vida que poderiam ser passados também em um certo país tropical como opção superior ao Golf GTI.

 

Toyota GT86/Subaru BRZ

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Desde foram lançados, em 2012, os gêmeos Toyobaru  (Toyota GT86 e Subaru BRZ, além do Scion FR-S nos EUA) foram considerados a salvação dos esportivos baratos e bons de curva com seu motor boxer de dois litros e 200 cv, câmbio manual (de preferência) e tração traseira. E desde aquela época ouvimos dizer que ele será trazido para o Brasil, chegando até a ser testado por algumas publicações especializadas no início de 2014, logo depois que correu a notícia de que a Toyota pretendia vendê-lo no Brasil custando até R$ 130 mil.

Caso viesse, ele seria como o Miata — um carro de nicho, sob medida para entusiastas dos esportivos à moda antiga. E, no caso da Toyota, ele teria mais um papel: o de ajudar mais gente a lembrar do lado entusiasta da fabricante, que sempre foi meio deixado de lado por aqui.

 

Lada Niva

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Assim como seu companheiro de estábulo, o Laika, o Lada Niva foi vendido no Brasil entre 1991 e 1995 — quando já era um projeto antigo. E vejam só: nossos leitores gostariam de poder comprar uim Niva 2014 zero-quilômetro (e nós concordamos com eles). Seria interessante vê-lo novamente à venda por aqui, talvez como uma alternativa mais roots no segmento dos SUVs compactos — como Ford Ecosport e Chevrolet Tracker —, ou um rival mais espaçoso do Suzuki Jimny. Os fãs de trilhas agradeceriam.

 

Holden Commodore (Chevrolet Omega)

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O último carro vendido como Omega no Brasil foi o Holden Commodore, que deixou de ser importado em 2012 quando o Omega Fittipaldi, dotado de um V6 de 3,6 litros com injeção direta e 292 cv, saiu de linha. O Holden Commodore está em sua provável última geração — ele deixará de ser produzido na Austrália em 2017 —, e seria legal ver um novo topo-de-linha da Chevrolet baseado no muscle sedan australiano. Se, por um lado, não precisaria nem mesmo ser a versão mais potente, seria ainda mais legal ver a família toda — incluindo a perua (a volta da Suprema!) e até a picape, por que não?

 

Ford Mondeo Wagon (Ford Fusion)

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Nós já temos o novo Ford Mondeo no Brasil desde 2012 — é a segunda geração do Ford Fusion, lançada em 2012 no Brasil e no mundo, que só no mês passado chegou às concessionárias da Europa como Ford Mondeo de quinta geração. Agora, ainda que tenham recebido carro com dois anos de atraso, os Europeus tem um privilégio que não temos: o Mondeo Wagon. Uma perua com este visual e o motor Ecoboost 2.0 turbo de 240 cv seria uma bela concorrente para o Passat Variant, não é mesmo?

 

Nissan 370Z

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É claro que todos nós gostaríamos de ver o Nissan GT-R sendo importado oficialmente para o Brasil — seria um halo car e tanto para a marca. Contudo, talvez a solução mais sensata seja pensar com um pouco menos de ambição. Porque, veja bem, quem realmente quer e pode comprar um Nissan GT-R e desfrutar de todos os 553 cv de seu motor V6 3.8 biturbo, vai atrás de uma importadora independente.

Ficaríamos realmente satisfeitos em poder comprar o cupê 370Z — menos potente e não tão radical, porém ainda dotado de um V6 de 3,7 litros e 337 cv (355 cv na versão Nismo) com grande potencial de preparação, tração traseira, câmbio manual de seis marchas (ou automático de sete) e desenho para lá de bem resolvido.

 

Ford Focus ST

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Até o ano passado o Golf era um dos carros mais defasados do segmento dos hatches médios, mas a VW mudou isso trazendo o Golf de sétima geração — com a versão GTI a tira-colo. Logo o Golf tornou-se um dos modelos favoritos no segmento, tanto o GTI quanto os demais, e a Ford reagiu lançando o Focus de terceira geração. Embora o Ford tenha um apelo menos esportivo e mais voltado ao luxo e ao conforto, a versão ST é um hot hatch de respeito, com motor 2.0 Ecoboost turbo de 250 cv e uma recente reestilização que o deixou mais agressivo e atraente.

Não há planos concretos para o Ford Focus ST no Brasil, mas algumas unidades (acompanhadas do Fiesta ST) vêm sendo flagradas recentemente e o carro deverá aparecer no Salão do Automóvel em São Paulo. Vamos aguardar e confiar.

 

Opel Astra (Chevrolet Astra)

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Nos últimos quatro anos a Chevrolet promoveu uma renovação em massa na sua linha, abandonando, entre outros modelos, o Astra. Vendido em versões hatch e sedã, o Astra durou 13 anos no mercado (1998-2011) e, mesmo defasado, vendia razoavelmente bem. Para seu lugar, a Chevrolet trouxe o Sonic, projetado na Coréia, que jamais conseguiu um bom desempenho nas vendas. Talvez fosse mais sensato trazer o Opel Astra alemão, devidamente rebatizado, de volta — ele seria muito bem recebido pelos órfãos da “era Opel” da Chevrolet no Brasil.

 

Fiat Viaggio

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A Fiat nunca conseguiu emplacar um sedã médio no Brasil — o Tempra tem seus admiradores e uma lendária versão turbinada, mas nunca foi um recordista de mercado. O Marea teve uma passagem problemática por aqui, e o Linea é considerado pequeno demais para ser um sedã médio de fato (ele é derivado do Punto). Isto poderia mudar com a importação do Fiat Viaggio, versão rebatizada do Dodge Dart atual, desenvolvido depois que o Grupo Fiat comprou boa parte da Chrysler em 2009 — hoje as duas empresas se fundiram e formaram o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles).

Não há, porém, planos de importação para do Viaggio para o Brasil, e a justificativa da Fiat é que o carro teria que ser comercializado a um custo alto demais, tornando seu posicionamento no segmento de sedãs médios inviável. Mas boa parte dos leitores gostaria de vê-lo no Brasil.

 

Tesla Model S

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Um carro elétrico pode não ser o mais entusiasta do ponto de vista ortodoxo. Contudo, a empresa vem revolucionando o mercado automotivo e o modo como os americanos enxergam os carros elétricos, seja com seu modelo de vendas diretas (não há concessionárias e a Tesla vende seus produtos diretamente ao consumidor final) ou com o desempenho do motor elétrico. Afinal, são 310 kW (421 cv) entre 5.000 e 8.600 rpm, e 61,2 mkgf de torque disponíveis assim que o motor é ligado — o bastante para chegar aos 100 km/h em 4,2 segundos com autonomia de até 500 km/.

Seria interessante ver o impacto que um modelo como o Tesla Model S causaria não apenas no mercado automotivo brasileiro, mesmo que custasse uma fortuna. Seria necessária toda uma infraestrutura de estações de recarga, como já está acontecendo nos EUA, e isto poderia estimular o surgimento de mais híbridos e elétricos por aqui. E nós temos certeza de que quem faz questão de usar apenas suco de dinossauro em combustão para acelerar continuaria cheio de opções. Não há o que temer!

 

Alfa Romeo 4C

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Já faz alguns anos que a Alfa Romeo vem sinalizando uma volta ao mercado brasileiro, e no início do ano correu a notícia de que a marca começaria a atuar ainda este ano. Até agora não tivemos mais notícias mas, se fôssemos escolher um modelo para começar, por que não o pequeno, leve e estonteante 4C? O pequeno cupê com motor central-traseiro de 1.750 cm³ turbinado de 240 cv seria um retorno triunfal — e uma bela prévia do espírito entusiasta que a Alfa pretende resgatar em seus modelos futuros.

 

Fiat 500 Abarth

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O Fiat 500 já está entre nós desde 2009, quando era importado da Polônia, e em 2011 passou a vir do México, ficando mais acessível e, consequentemente, mais comum nas ruas. À medida que os exemplares usados vão ficando mais comuns, o potencial entusiasta deste hatch leve e bom de curva vem sendo descoberto por cada vez mais entusiastas. Quer hora melhor para que a Fiat resolva, enfim, lançar seu pocket rocket com pedigree Abarth — e motor 1.4 Turbo para esquentar ainda mais o segmento, que acaba de ganhar mais um representante no Suzuki Swift Sport.

 

Opel Insignia

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Em 1996, o Vectra de segunda geração impressionou com seu visual atemporal e “jeito de carro importado”, tornando-se um dos carros mais vendidos e desejados do País. Em 2005 ele foi substituído pelo Astra europeu de terceira geração — o que não agradou seus antigos fãs, ainda mais pela manutenção do nome Vectra. Este, por sua vez, deu lugar ao Cruze em 2011 — novamente, decepcionando àqueles que esperam uma volta da Opel ao Brasil através da marca da gravatinha dourada.

O Insignia é o atual modelo na linha de sucessão do Vectra na Europa, e seu belíssimo visual o torna, na visão dos fãs do Vectra (nossa, também), um sucessor digno ao modelo que reinou por aqui nos anos 1990 e 2000.

 

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