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Zero a 300

Os carros mais vendidos em fevereiro, o primeiro Jaguar 100% elétrico, Mazda confirma volta do Wankel e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Os carros mais vendidos no Brasil em fevereiro

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O segundo mês de 2018 já ficou para trás e, como sempre, após o encerramento mensal vamos conhecer os carros mais vendidos no período em todo o Brasil. No primeiro lugar (deixe-me copiar o texto de todos os meses) está o Chevrolet Onix, que viu suas vendas diminuírem (Carnaval, 28 dias no mês…), mas não o bastante para deixar seus rivais se aproximarem: foram 12.797 unidades vendidas em fevereiro ante 16.058 de janeiro. Nos dois meses o campeão de vendas dos três últimos anos já acumulou 28.855 unidades, pouco menos que a soma de Hyundai HB20 e Ford Ka.

Os dois, aliás, continuam disputando a segunda colocação trocando tinta: neste mês de fevereiro o Ka vendeu 1.000 unidades a menos e ficou com a terceira posição com 6.570 unidades. O Hyundai HB20, que em janeiro fechou na terceira posição (atrás do Ka) agora ocupa a segunda posição com 7.364 unidades. No total do ano apenas 573 unidades separam os dois, com vantagem para o coreano, que já vendeu 14.799 unidades, enquanto o Ford está com 14.226. Vai ser uma briga boa quando o Ka for atualizado.

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Na quarta posição vem o Volkswagen Polo, que estacionou nesta vaga em janeiro e não parece disposto a sair dela. Foram 4.942 unidades em fevereiro que, somadas às 6.632 de janeiro o colocam também na quarta posição do bimestre. Vamos ver se ele continua assim nos próximos meses ou se é a empolgação do público com o lançamento.

Na quinta posição está o Renault Kwid, que volta ao top 10 roubando a posição do Chevrolet Prisma com 4.506 unidades vendidas em fevereiro depois de um janeiro fraco, com apenas 2.729 unidades vendidas. Em sexto vem o Volkswagen Gol, que também estacionou por ali e gostou da vaga. Foram 4.491 unidades em fevereiro, 1.300 a menos que em janeiro.

Em sétimo vem a picape mais vendida do Brasil, a Fiat Strada, que completa 20 anos neste ano, e continua desejada pelas empresas e transportadores, como mostram suas 4.137 unidades vendidas no mês. Somando os dois meses completos de 2018, a Strada já vendeu 9.509 unidades.

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Na oitava posição vem o Corolla esquentar a briga dos sedãs. Neste mês de festas ele superou o Chevrolet Onix e se tornou o sedã mais vendido no país em fevereiro com 3.869 unidades ante as 3.841 do Prisma, que ficou em nono, despencando da quinta posição de janeiro. Foram apenas 28 unidades de vantagem para o japonês. No acumulado do bimestre, contudo, a vantagem é do Prisma, com 9.767 unidades versus 8.354 do Corolla.

Fechando a lista dos mais vendidos em fevereiro está o Jeep Compass, que mantém a liderança do mercado depois de fechar 2017 e o mês de janeiro na frente dos rivais, com 3.786 unidades vendidas, totalizando 8.332 unidades em janeiro e fevereiro.

 

Mazda confirma retorno do motor Wankel para o ano que vem

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Depois de muito suspense e vai-não vai a Mazda finalmente tomou uma decisão sobre seus motores Wankel: a fabricante japonesa anunciou que voltará a adotar um motor rotativo Wankel em seus futuros modelos. O anúncio foi feito pelo vice-presidente de vendas da Mazda na Europa, Martjin ten Brink ao site holandês ZerAuto.nl. Só que… ele não será exatamente como todos esperávamos.

O motor faz parte do plano Zoom-Zoom 2030, que inclui o desenvolvimento e produção de um carro 100% elétrico previsto para 2019. Quer dizer, 100% elétrico se você não optar pelo extensor de autonomia (range extender), que será um motor Wankel. A opção se deve às dimensões compactas do motor Wankel, que neste caso usará apenas um rotor e terá indução atmosférica — e será do tamanho de uma caixa de sapato, segundo a Mazda. Isso permitirá que ele seja instalado em uma posição mais baixa para manter o centro de gravidade em uma altura adequada. Ele não terá ligação com a transmissão, e servirá somente como gerador de eletricidade para “afastar as preocupações dos clientes quanto à autonomia das baterias”.

O executivo holandês ainda disse que apesar da guinada em direção à eletrificação que estamos observando, os motores a combustão terão muito potencial nos próximos anos. A própria Mazda pretende chegar a 56% de eficiência térmica (um número impressionante para um motor de rua) e que mesmo daqui a 15 ou 25 anos eles continuarão importantes porque os carros híbridos precisarão deles antes da eletrificação total. Isso se ela realmente acontecer um dia.

 

Jaguar lança seu primeiro modelo elétrico, o I-Pace

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Ele tem nome de baterista do Deep Purple (Ian Paice, caso você não conheça), mas é o primeiro modelo elétrico da Jaguar, apontado diretamente para o Tesla Model X — e pronto para encarar os futuros SUVs elétricos da Audi e da Mercedes, que devem dar as caras em Genebra ao menos como conceitos. O SUV usa dois motores elétricos (um em cada eixo) para mover as quatro rodas com 400 cv, e é capaz de rodar até 480 km com uma recarga.

O tempo de recarga não é dos melhores: em um carregador de 5kW é preciso esperar quase uma hora e meia para recuperar 80% da carga ou meia hora para obter 120 km de autonomia. Isso se você estiver na Inglaterra. Com carregadores de mais de 100kW, já oferecidos nos EUA, é possível recuperar 80% da carga em 45 minutos. Agora… se você usa uma tomada na garagem de casa, é melhor ter um segundo carro: a recarga de 80% das baterias leva 10 horas.

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A Jaguar não revelou o peso do carro, mas disse que seus dois motores pesam apenas 38 kg e que ele é capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 4,5 segundos. Não quer dizer muita coisa, uma vez que o ponto crítico dos carros elétricos é o peso das baterias, e não dos motores, e a aceleração depende do estado das baterias (temperatura, recarga, vida útil etc). Mas considerando que ele usa uma arquitetura de alumínio como praticamente todos os Jaguar lançados nos últimos três anos, é provável que seu peso não seja tão obsceno. Além disso, a Jaguar disse que se dedicou muito à distribuição de peso, que graças à localização das baterias, é 50/50.

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O porte do carro é semelhante ao do Porsche Macan, com 4,68 metros de comprimento (o mesmo do sedã XE), porém o entre-eixos é de quase três metros (2,999 metros), o que se traduz em mais espaço interno, especialmente para o banco traseiro. Essa longa distância entre os eixos se deve unicamente ao posicionamento das baterias e às dimensões compactas dos motores elétricos, que permitiram que os bancos dianteiros fossem trazidos mais para a frente do carro, mantendo o traseiro no lugar. O porta-malas também foi beneficiado, com 656 litros de volume.

Um recurso interessante que otimiza o uso da bateria é o cálculo da autonomia do carro feito por inteligência artificial, que coleta dados de temperatura, clima, relevo, estilo de condução e condições do trânsito, além do número de ocupantes e do controle automático do ar-condicionado. Com isso é possível ajustar os sistemas para a melhor relação desempenho/economia.

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Claro que nada disso será barato. Na Inglaterra o I-Pace sai por 58.995 libras (R$ 270.000) — já com os descontos do subsídio estatal — e pode chegar às 69.995 libras (R$ 320.000 em conversão direta).

 

Pagani já está pensando em hipercarro elétrico e no sucessor para o Huayra

No início da semana noticiamos que a Pagani irá levar dois show cars a Genebra, comemorando o recorde de 40 unidades produzidas em um único ano — um feito e tanto para uma empresa de 140 pessoas. Mas as novidades do fabricante ítalo-argentino não param por aí: Horacio Pagani confirmou que está trabalhando em um modelo elétrico e em um sucessor para o Huayra — que manterá a opção de câmbio manual.

Pagani falou sobre os planos em uma entrevista ao canal de TV argentino El Tres, e revelou que a Pagani continuará fazendo carros com motores térmicos enquanto houver demanda por eles. Ele mencionou que já está trabalhando em um sucessor para o Huayra, que continuará usando um motor biturbo AMG, que foi capaz de passar nos testes de emissões da Califórnia (que são os mais rigorosos atualmente) sem a necessidade de auxílio elétrico.

Outra característica do sucessor motivada pela demanda do público será a opção de câmbio manual, que Pagani faz questão de manter porque está claro que as pessoas ainda querem carros com esse tipo de câmbio, como mostrou a Porsche com seu 911 R (o qual o próprio Pagani comprou para si).

Apesar da intenção de continuar oferecendo um supercarro com motor de combustão, Pagani disse que já tem 20 funcionários trabalhando em um modelo elétrico, que deverá chegar em 2025. Questionado sobre as tecnologias autônomas, o argentino foi direto ao ponto: “meus carros são brinquedos que os proprietários só usam quando querem”.

 

 

Lamborghini Huracán Performante ganhará versão Spyder em Genebra

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O polêmico ex-recordista de Nürburgring irá ganhar uma versão a céu aberto: a Lamborghini anunciou que irá “adicionar uma nova dimensão ao Huracán Performante” no Salão de Genebra. Esta dimensão será a remoção do teto do carro, que ganhará uma versão Spyder no salão suíço. O carro já vem sendo testado há meses, e mais recentemente foi flagrado praticamente sem disfarces.

Mesmo sem o teto, o que afeta sutilmente a aerodinâmica do carro, o Huracán Performante Spyder irá se beneficiar dos mesmos sistemas ativos de seu irmão fechado, como os dutos aerodinâmicos na asa, que se abrem e/ou fecham de acordo com a necessidade. É provável que o conversível acabe pouca coisa mais pesado que o Performante cupê, mas considerando que seu V10 de 5,2 litros e 640 cv será o mesmo, a Lamborghini poderia muito bem transformá-lo no conversível mais rápido de Nürburgring — e sem a necessidade de artimanhas.

Ainda não há confirmação sobre o nome do carro, se ele será mesmo o Huracán Performante Spyder ou terá outro nome é algo que só saberemos na próxima semana, quando os italianos o revelarem em Genebra.

 

Roma irá proibir carros diesel em seis anos

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Depois de Paris e de toda a Alemanha, quem declara guerra ao diesel agora são os romanos. Virginia Raggi, a prefeita da capital italiana anunciou em sua página no Facebook que “Roma decidiu banir o uso de veículos particulares a diesel em seu centro histórico a partir de 2024”.

A decisão se torna ainda mais surpreendente porque a Itália é um dos países que mais utiliza o diesel como combustível de carros particulares. Em 2017 a cada dez carros novos vendidos no País, seis eram movidos a diesel.

Além de visar a melhora na qualidade do ar, a decisão também pretende preservar os monumentos milenares da cidade. Um estudo realizado pelo ministério da cultura local concluiu que mais de 3.600 monumentos de pedra e outras 60 esculturas de bronze correm sério risco de deterioração devido à poluição do ar. Entre elas estão a fachada da Basílica de São Pedro, no Vaticano (que legalmente não fica na Itália), que já foi afetada por manchas resultantes da poluição do ar.

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