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Os games de corrida mais bacanas da era 8 bits e 16 bits – parte 1

O retrô está na moda em tudo, e os games não são exceção: seu celular roda diversos remakes de clássicos do passado (além dos emuladores, sempre muito úteis), a própria Nintendo lançou uma edição clássica do NES lá fora, a TecToy fez o mesmo com o Master System no Brasil… e nós perguntamos aos leitores quais eram seus games de corrida favoritos das eras de 8 bits e 16 bits dos videogames. Agora, temos a primeira parte da lista com as respostas!

Nossas sugestões foram Super Mario KartSuper Monaco GP, dois clássicos do Super Nintendo e do Sega Mega Drive, respectivamente, e games com apelos bem diferentes. O primeiro colocou os personagens da franquia de jogos eletrônicos mais famosa do planeta para disputar corridas de kart, enquanto o outro era uma reprodução quase fiel da Fórmula 1, com equipes e pilotos de verdade (embora seus nomes fossem trocados por questão de copyright).

Hoje nos parece um dia perfeito para revisitar os outros clássicos do passado sugeridos pelos leitores. E desafiamos vocês a não ficar tentados a dar um jeito de jogar tudo novamente depois de ler este post!

Top Gear, 1992

Sugerido por: Julio Cezar Kronbauer

O tema-título inconfundível composto por Barry Leitch está gravado a ferro quente no cérebro de milhões de entusiastas no mundo todo – a geração que cresceu na década de 1990 passou muitas horas na frente da TV jogando Top Gear no Super Nintendo. O clássico de 1992, desenvolvido pela Gremlin Graphics e distribuído pela Kemco, primava por sua simplicidade e por sua estética retrofuturista.

Havia apenas quatro carros, mas todos eles diferiam em desempenho e levavam cada jogador a eleger seu favorito – era preciso escolher o carro que melhor se adaptasse a seu estilo de pilotagem e prestar atenção especialmente ao consumo de combustível. A jogabilidade estava longe de ser precisa, mas isto nem chegou perto de ser o objetivo dos desenvolvedores: o negócio era testar mesmo a habilidade e a paciência dos jogadores. Quantas vezes você não pensou em atirar o controle do Super Nintendo na parede depois da décima tentativa frustrada de vemder aquela corrida? E quantas foram as tardes com os amigos na frente da TV, no esquema “quem perdeu passa o controle”?

 

Rock n’ Roll Racing

Sugerido por: Gregório Lucas

Não dá para levar a sério um jogo de corrida com visão isométrica? Talvez não, se você achar que todo game de carros precisa ser minimamente realista e ter certo compromisso com a realidade. No caso de Rock n’ Roll Racing, estamos falando de um campeonato automobilístico intergaláctico em circuitos off-road, disputado pelos seres humanos contra outras espécies alienígenas – tudo com uma trilha sonora composta por clássicos do rock and roll terráqueo. Faz sentido? Não muito. Mas é divertido demais!

A jogabilidade era bastante simples, e os gráficos já aproveitavam bastante a capacidade do console de 16 bits, mas o grande barato eram mesmo as músicas. Versões sintetizadas muito fiéis de Highway Star, do Deep Purple; Paranoid, do Black Sabbath e Born to be Wild, do Steppenwolf e e Bad to the Bone, de George Thorogood and the Destroyers, davam o tom da jogatina no Super Nintendo, enquanto a versão de Mega Drive ainda tinha Radar Love, do Golden Earring. Rock n’ Roll Racing foi um dos primeiros games de corrida com músicas licenciadas

 

Excitebike, 1984

Sugerido por: Away

Os games de 8 bits são mais simples, vindos da década de 1980, e não têm um apelo tão grande quanto a geração seguinte, que até conseguem ser apreciados pelas gerações mais novas. Por isto, games como Excitebike, desenvolvido pela Hudson Software, são mais lembrados por quem os jogava na época.

O título lançado em 1985 é popularmente conhecido como o “joguinho da moto”, e te colocava no papel de um piloto off road que precisava saltar rampas e desviar de obstáculos ao lado de outras três motos. O desafio era chegar até o final em primeiro lugar sem bater nas outras motos. Como era típico dos games da época, a curva de aprendizado era bastante íngreme a partir de certo ponto – com recursos limitados, esta era a forma de manter o desafio. Além disso, sua moto tinha o motor bastante delicado: se acelerasse demais, você acabava com o desempenho prejudicado por superaquecimento.

 

Nigel Mansell’s World Championship Racing, 1993

Sugerido por: Samuel Rosset

A era 16 bits trouxe diversos títulos de corrida licenciados por pilotos famosos, e Nigel Mansell’s World Championship Racing era um deles. Desenvolvido pela Gremlin Graphics, a mesma de Top Gear, o jogo te colocava na pele de Nigel Mansell na briga pelo título da Fórmula 1 na temporada de 1992 – que o piloto britânico venceu pela Williams. Sua missão era superar 11 outros pilotos, porém Mansell era o único que tinha suas feições e cores de equipe fielmente representadas, incluindo o seu macacão azul, seu boné e seu bigode. Era possível, contudo, mudar a nacionalidade do personagem – para brasileira, inclusive.

Nigel Mansell’s World Championship Racing era um dos grandes rivais de Super Monaco GP, e tinha como diferencial o fato de todos os pilotos e equipes serem licenciados oficialmente, bem como todos os circuitos.

 

Out Run, 1991

Sugerido por: Julio Mayo

O clássico dos fliperamas, que te colocava ao lado de uma bela loira em uma Ferrari Testarossa conversível, também foi lançado para Master System (8 bits) e Mega Drive (16 bits), e reproduzia com muita fidelidade a experiência do arcade – ainda que os gráficos fossem decididamente inferiores, especialmente pela falta de cenários tridimensionais.

O criador de Out Run, o designer de games Yu Suzuki, diz que não se trata de um jogo de corrida, e sim de um jogo de direção. A trilha sonora, o carro escolhido e até mesmo o posicionamento da câmera, bastante próximo do chão, foram pensados para criar uma experiência de cruzar estradas em direção a diferentes destinos e não passar a experiência de pilotar em uma pista de corrida. E foi este apelo diferenciado de Out Run que abriu caminho para outros games do estilo, como a série Cruis’n, da Midway games.

 

Test Drive II: The Duel, 1989

Sugerido por: Fabio Pereira

Ferrari F40, Porsche 959 ou Lamborghini Diablo: a escolha é sua em Test Drive II: The Duel. O nome do jogo deixa clara que a premissa é parecida com Out Run. Você não está em uma corrida em um circuito, e sim em vias públicas, e pode disputar contra um oponente controlado pela máquina ou contra o relógio.

Na tela de seleção, você via uma reprodução detalhada em 2D bastante detalhada do veículo, acompanhada de sua ficha técnica – com dados bastante fiéis aos dos carros de verdade –, e podia escolher o nível de dificuldade e o trecho pelo qual iria dirigir. Detalhe: muito antes de Need for Speed, o jogo já trazia o desafio de fugir da polícia. Você tinha até cinco vidas, e perdia uma delas cada vez que era pego pelos homens da lei. Cinco vezes, e era game over, e era exibida uma animação na qual seu personagem ia preso. Se não fosse pego pela polícia nenhuma vez, ao final do percurso você recebia o sorriso de aprovação de uma policial feminina.

O fato de trazer três carros com características de desempenho diferentes, licenciados por seus devidos fabricantes, também colocava The Duel à frente de seu tempo. O Porsche 959 era um carro com melhor aceleração e menor velocidade final, enquanto a Ferrari F40 e o Lamborghini Diablo eram mais velozes, porém menos rápidos no 0-100 km/h.

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