A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Zero a 300

Os preços e versões do Toyota Yaris no Brasil, hipercarros poderão disputar Le Mans, o novo Audi Q8 e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Preços e versões do Toyota Yaris nacional vazam antes do anúncio oficial

toyota-yaris-hatchback

O Toyota Yaris deveria aparecer somente na noite de hoje, que veremos o lançamento do carro em uma transmissão ao vivo pela internet. Mas… finja surpresa: os preços e versões já vazaram nesta manhã de quinta-feira (7), como noticiado pelos amigos do Motor1 Brasil. O modelo terá a mesma plataforma e motores do Etios, e seus preços partem de R$ 59.600, como havíamos mencionado no final de maio.

Diferentemente do que pensávamos, o Yaris será lançado nas versões hatch e sedã simultaneamente, e terá somente os motores 1.3 e 1.5 do Etios — nada de 1.8 do Corolla por aqui. O hatch terá as duas opções de motorização, enquanto o sedã será equipado exclusivamente com o motor 1.5. Felizmente a Toyota foi generosa o bastante para combinar os motores do Etios a um câmbio mais moderno no Yaris; em vez do automático de quatro marchas eles terão um câmbio CVT com simulação de sete marchas, o mesmo já oferecido no Corolla.

Como esperado, o Yaris ganhou uma versão de entrada próxima do Argo e do Polo. Batizada XL, ela parte de R$ 59.600 e vem equipada com o motor 1.3 combinado ao câmbio manual de seis marchas. Com câmbio CVT, o Yaris 1.3 sobe para R$ 64.000 na versão XL CVT e R$ 69.600 na versão XL Plus Tech, com um pacote de itens de série mais recheado (a lista de equipamentos ainda não foi divulgada).

toyota-yaris-sedan

Para ter o motor 1.5 no hatch é preciso partir para a versão XS, oferecida somente com o câmbio CVT por R$ 74.600, ou partir para a versão de topo XLS, que sai por R$ 77.600.

O sedã também tem na XL sua versão de entrada, porém com o motor 1.5. Por R$ 64.000 ela é a única forma de combinar o motor 1.5 ao câmbio manual na linha Yaris. Quem quiser o automático precisará desembolsar mais R$ 5.000 pelo XL CVT, de R$ 68.700, ou optar pelo XL Plus Tech, de R$ 74.000. No topo da gama, o Yaris sedã recebe as mesmas versões do hatch 1.5: XS e XLS, que custam R$ 77.000 e R$ 80.000, respectivamente.

 

Novas regras da FIA podem colocar McLaren Senna e Aston Valkyrie em Le Mans

mclaren-senna-vpdrive-silverstone-18

Lembra que há alguns meses falamos que a McLaren cogitava a possibilidade de voltar a Le Mans com o Senna GTR? Pois o primeiro passo foi dado: a FIA anunciou que a categoria LMP1 ganhará a designação “hipercarro” a partir de 2020. Isso significa exatamente o que você está pensando: os carros da categoria de ponta do Mundial de Endurance (WEC) serão baseados em hipercarros de rua.

Segundo a FIA, esta categoria terá custos reduzidos a um quarto do atual orçamento da LMP1 — o que espantou os fabricantes da competição — e liberdade para produzir carros de corrida baseados em um hipercarro.

valkyrie-amr-pro-01-news5d28c9c09b9bb2c493600bdb-1528373680

 

Isso significa que tanto a Mercedes-AMG, quando a McLaren e a Aston Martin poderão construir versões de corrida de seus atuais hipercarros que, vejam só que coincidência, entrarão em produção nos próximos meses.  Considerando que a principal condição para o retorno da McLaren a Le Mans era uma mudança como esta no regulamento (segundo o chefe da equipe, Zak Brown), parece que a volta dos Big Macs está mais próxima do que imaginávamos.

Audi apresenta o novo Q8

2019-audi-q8

Como sempre dizemos por aqui, as fabricantes alemãs vivem copiando umas às outras desde que Audi e BMW decidiram atuar em segmentos mais luxuosos e a Mercedes percebeu que precisava descer da primeira classe. Há dez anos a BMW lançou o X6, o primeiro SUV “cupê” das marcas alemãs, e foi copiada pela Mercedes sete anos mais tarde. Agora, finalmente chegou a hora da Audi apresentar sua resposta ao X6/GLE Coupe: o Audi Q8.

audi-q8-vista-er

O modelo é baseado no Q7, com quem compartilha as mesmas dimensões, embora pareça bem mais baixo devido à sua linha de teto truncada — que, afinal, faz dele um “cupê”. Como o número no final de seu nome sugere, ele será o modelo de topo da linha de SUVs da Audi, e irá oferecer “a elegância de um cupê de quatro portas e a versatilidade de um SUV grande”. Com 2,99 metros de entre-eixos, ele promete oferecer um pouco mais de espaço interno que seus rivais — GLE e X6 têm, respectivamente, 2,92 m e 2,93 m de entre-eixos.

2019-audi-q81

O porta-malas também se destaca, com 605 litros com os bancos traseiros em uso e 1.755 litros se forem rebatidos — o GLE Coupé tem 650 litros, porém 1.720 com os bancos rebatidos, enquanto o BMW X6 tem somente 550 litros.

2019-audi-q8ds

Apesar da relação parental com o Q7, o Q8 terá um visual próprio, inaugurando a nova linguagem de estilo da Audi, que estreou no A8 — marcada pela grade destacada com barras verticais e faróis de matriz de LED. Nas laterais, o elemento marcante é a coluna C larga e, claro, a linha de teto em queda. O interior também o aproxima do A8, com duas telas sensíveis ao toque no console central e o quadro de instrumentos digital Virtual Cockpit.

2019-audi-q84

Mecanicamente o Q8 é baseado em uma plataforma leve que combina 15% de alumínio fundido e 14,4% de aço de alta resistência para manter o peso do Q8 em 2.145 kg quando equipado com o 3.0 TDI, que é combinado a um motor elétrico de 48 volts que o ajuda a produzir 290 cv e 61 kgfm. Este sistema permite que o SUV seja embalado pela eletricidade em velocidades até 160 km/h. Com os dois motores em ação o carro vai de zero a 100 km/h em 6,3 segundos.

Além do motor turbodiesel, o Q8 também terá uma versão a gasolina de 350 cv que será lançada no início do próximo ano.

 

Lamborghini diz que tecnologia atual não é suficiente para supercarro elétrico

Lamborghini_Terzo_Millennio__5_

Lembra que há alguns dias conhecemos a visão atual da Audi sobre a possibilidade de fazer um supercarro elétrico? Pois veja só que coincidência, agora foi a vez da Lamborghini, sua irmã de estábulo, tocar no assunto. Posso começar a achar que a Lambo também está preparando um supercarro elétrico para o futuro?

Na ocasião da Audi, a marca alemã disse que supercarros precisam de muita energia por muito tempo, e que com a chegada das baterias de estado sólido, capazes de armazenar mais energia com muito menos peso, a Audi poderia fazer um supercarro elétrico na próxima década.

O papo da Lamborghini foi semelhante: os italianos disseram que a atual tecnologia de baterias ainda não está no nível exigido por um supercarro elétrico. “Nosso objetivo é fazer um supercarro esportivo, e não há baterias com as especificações de potência e energia necessárias”, disse o diretor técnico da Lamborghini, Maurizio Reggiani ao site Automotive News Europe.

Segundo Reggiani, um Lamborghini elétrico necessariamente precisa passar dos 300 km/h e as baterias devem permitir três voltas em Nürburgring Nordschleife. Já existem supercarros elétricos capazes de ultrapassar os 300 km/h — o Rimac Concept One vai aos 355 km/h — e o NIO EP9 já deu algumas voltas em Nürburgring Norschleife, mas quanto tempo as baterias duram nessas condições é algo que nunca foi esclarecido pelas fabricantes.

É por isso que a Lamborghini está resistindo à eletrificação. Primeiro a marca irá adotar um sistema híbrido no Urus, que chega em 2019 com o powertrain do Porsche Panamera Turbo S E-Hybrid. Depois, como a Lamborghini já confirmou, os sucessores do Aventador e do Huracán, previstos somente para a próxima década, também usarão powertrains híbridos com motores aspirados combinados aos elétricos.

O que virá depois? Bem… a Lambo já antecipou o que teremos por aí com o Asterion (híbrido) e com o Terzo Milênio. É apenas uma questão de tempo para termos um touro totalmente eletrificado.

 

Suzuki Jimny é flagrado sem disfarces

34429365_1719972051418937_2690951677011296256_n

Depois de vários flagras e especulações, a nova geração do Suzuki Jimny finalmente deu as caras sem nenhum disfarce apesar de ainda faltarem meses para sua estreia. Isso também significa que a atual geração do Jimny já deixou de ser produzida para que a fábrica pudesse começar a produção da nova geração. Segundo a apuração dos britânicos da Autocar, o último lote do Jimny da atual geração tem menos de 200 unidades disponíveis.

34480894_1719969468085862_6880261184096829440_n

A nova geração felizmente não foi suavizada como o Vitara, que se tornou mais urbano do que costumava ser. Em vez disso, ele tem elementos que remetem ao Jimny original, como os faróis circulares e ângulos retos por todos os lados. Ainda segundo o site britânico, a Suzuki disse que o novo Jimny será mais tratável com a estrada, mas continuará apto às incursões off-road pois este é seu mais forte argumento de venda.

34559908_1719971664752309_7718550036186923008_n

Ainda não há nenhuma menção ao powertrain do jipinho, porém é provável que ele adote o atual motor 1.0 turbo de três cilindros da Suzuki e também um novo 1.2 aspirado na versão de entrada. O câmbio também irá manter as duas alavancas manuais (uma para a reduzida e outra do câmbio), diferentemente do que fez no Vitara.

Matérias relacionadas

GM anuncia medidas de redução de custos no Brasil, Ford confirma picape rival da Fiat Toro, Uber alvo das empresas de ônibus e mais!

Leonardo Contesini e Dalmo Hernandes

Toyota GT86 ganha versão shooting brake, TVR divulga primeira imagem de seu novo modelo, PM faz operação contra rachas em SP e mais!

Leonardo Contesini

Paul Newman criou as peruas Volvo V8 mais legais do mundo

Dalmo Hernandes