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Sessão da manhã

Pegue uma carona no McLaren F1 GTR com este vídeo matador

Ultimamente temos falado muito do McLaren F1, sobre como ele é o maior supercarro de todos os tempos e sobre sua engenharia irrepreensível, e talvez você ache que estamos exagerando. Se for este o caso, assista ao vídeo de um McLaren F1 GTR acelerando forte no circuito de Mid-Ohio, nos EUA, e você vai entender porque amamos tanto este carro. Se não for o caso, assista também. Afinal, o McLaren F1 nunca é demais.

O piloto no vídeo é Justin Bell, que chegou em terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans de 1995 justamente com um McLaren F1 GTR. Seu pai, Derek Bell, é uma lenda das corridas de endurance, tendo vencido em Le Mans cinco vezes (1975, 1981, 1982, 1986 e 1987), nas 24 Horas de Daytona três vezes e conquistando dois títulos no WSC (World Sportscar Championship). Sua última vez em Le Mans também foi em um McLaren F1 GTR.

Sendo assim, nem é preciso dizer que o McLaren F1 GTR é um carro importante para Justin Bell. E isto fica bem claro quando ele volta pilota o modelo usado na edição de 1996 por Nelson Piquet, Johnny Cecotto e Danny Sullivan:

A filmagem ficou por conta de várias câmeras GoPro espalhadas por todo o carro. Elas mostram o interior do carro, o lado de fora sob vários pontos de vista, a visão em primeira pessoa do piloto e até os pés dele enquanto realiza o punta-tacco com maestria. Tudo isto embalado pelo ronco do V12 BMW S70, um dos maiores feitos de engenharia alemã, e pelas ocasionais exclamações de satisfação do piloto, que faz questão de dizer que o carro tem vinte anos e continua matador. Não é isso que dizem? Que o F1 não envelheceu um dia desde que foi lançado?

O McLaren F1 GTR quase não existiu. Gordon Murray concebeu o F1 para ser o carro de rua perfeito, e não tinha a menor intenção de transformá-lo em um carro de corrida. Acontece que várias equipes viram potencial no carro para participar de campeonatos de turismo e tentaram convencer Murray a oferecer uma versão de competição do supercarro. Depois de alguma insistência, ele concordou.

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O F1 já usava muita tecnologia do automobilismo, e por isso não foi preciso modificar muita coisa para fazer o F1 GTR. Basicamente, trocar os freios originais por freios de carbono-cerâmica, aliviar peso, retirando alguns confortos desnecessários em um carro de competição, e reduzir a potência do motor para 600 cv, de acordo com as regras da FIA. Sim, o F1 de corrida era menos potente que o F1 de rua, que tinha 636 cv.

Ainda acha que estamos exagerando quando dizemos que o McLaren F1 é o maior supercarro de todos os tempos?

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