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Project Cars Project Cars #330

Project Bikes #330: a Suzuki GT550 Cafe Racer finalmente está pronta!

Olá, galera do FlatOut, Aqui vamos nós, com a última parte da nossa história da Suzuki GT550 Cafe Racer. Depois de toda a saga relatada aqui e aqui onde chegamos até o início da montagem da moto, começamos a parte final, que exige bastante procura de peças adequadas, paciência na montagem, várias desmontagens, checagens, adaptações, mudanças, enfim, um trabalho mais meticuloso. Esta é a conclusão do Project Bikes #330.

No projeto, no momento da montagem, a primeira mudança verificada foi encurtar a balança traseira em 2cm, para ter a mesma distância entre eixos da moto original. Esta tarefa foi até fácil de fazer, o Luciano é bastante hábil com cortes e soldas, fez um trabalho primoroso. Ao final o conjunto traseiro ficou bem mais harmônico e integrado ao conjunto.

Traseira montada, espaçadores de rodas confeccionados, rodas centradas e instaladas, partimos para a confecção dos suportes das pinças e instalação dos discos de freio. Esta etapa já deu um pouco mais de trabalho. Optamos por usar pinças da Hornet, para ter um melhor casamento de peças, porém decidmos colocar as pinças à frente do garfo, na mesma posição original da GT550. Também colocamos flexíveis em malhas de aço, os famosos aerokips, em inox sem o revestimento plástico.  Fizemos abraçadeiras em aço, com os suportes das pinças soldados a elas. Uma das abraçadeiras se prende sozinha à suspensão, enquanto a outra prende a pinça junto. Isto é importante para não perder o posicionamento da abraçadeira quando for soltar as pinças (é necessário para retirar as pinças, quando for remover a roda dianteira da moto). Gostei bastante do resultado:

Estrutura base da moto montada, partimos para a parte elétrica. Neste ponto, o projeto modificou muita coisa da moto original. Acho que a parte elétrica é o ponto mais sensível dos veículos antigos, e em especial das GTs. Como todo veículo com platinados, a GT não funciona sem corrente contínua em carga razoável. O alternador da GT possui o sistema de induzido, bobina de campo e escovas, que é muito parecido ao do Chevette, porém não é muito estável, além de já ser bastante velho, o que comprometia a confiabilidade da moto e a correta operação da ignição.

A primeira alteração foi trocar os platinados por CDI. Pesquisei bastante em vários sites, vi que já existiam algumas soluções prontas, mas muitas delas eram apenas sistemas que substituíam os platinados por sensores, mas não passavam a ter ponto variável de ignição, um desejo que eu tinha. Procurei bastante por uma solução que me agradaria, e vi que existe um CDI feito pela Servitec para as XT225/TDM225 que são alimentados à bateria. Estes CDIs visam evitar um problema crônico destas motos, que são as constantes queimas da bobina de alimentação do CDI. Com esta solução, simplesmente se elimina esta bobina de alimentação e o CDI passa a ser alimentado diretamente pela bateria da moto. Era a solução perfeita para a minha GT. Montei uma mesa com os mesmos pontos dos platinados, as mesmas referências, e coloquei três sensores de pulso na mesa:

 

Além da ignição, também foi instalado um estator/magneto da Rd135, para sair do alternador original com escovas, que é bastante instável. Usamos o corpo do próprio induzido, que vai acoplado à ponta do virabrequim, para ser a luva de acoplamento do volante do magneto ao virabrequim, facilitando bastante a instalação. Fizemos uma mesa para acondicionar as bobinas do estator, e substituímos o retificador/regulador de voltagem por um de RD135, para ter um casamento de peças. Solucionados os problemas de ignição e alimentação da bateria, a parte elétrica restante seguiu o padrão, com partida, punhos de luz, painel, etc. Toda a fiação foi refeita, fio a fio, usando terminais bananinha de aeromodelismo. São bastante discretos e com excelente encaixe e pressão:

Parte elétrica montada, os carburadores foram revisados, trocadas as peças gastas e restauradas as peças que estavam mais feias. Eles já estavam com a adaptação feita em 2002, com carburadores de RD3350LC ao invés dos originais. Este trabalho foi mais simples. Foram compradas todas as borrachas novas:

Só faltava o escapamento para fazer a moto funcionar. Aqui houve dois momentos, primeiramente nós mesmos construímos um escape 3×1, que é adorado por todos os amantes das GTs por seu som agudo e estridente, e depois, para um melhor desempenho (e menor barulho) foi construído um sistema 3×3 em inox, na 3A Rocket, em Piracicaba – SP. Fotos do primeiro escapamento, que é o mesmo da capa inicial do projeto:

escape 3x1

Para a confecção do escape 3×3 foi necessário levar a moto para Piracicaba – SP, pois ele teve de ser feito peça a peça, no local. O trabalho do Alexandre é excepcional, as soldas no inox ficam perfeitas. Vale o investimento:

Agora só faltava a cereja do bolo, a pintura do conjunto para-lamas/tanque/rabeta. A pintura foi feita pelo Boy, um amigo de Pirassununga/SP, e ficou sensacional, dispensa comentários, coincidindo com a chegada da tampa do tanque e do farol novo:

Neste último mês, o farol ganhou película amarela, a tampa do cabeçote (Ram Air System) foi instalada, o amortecedor traseiro foi trocado por um a gás, mais alto e macio, e a moto foi montada completamente:

final 1 final 2 final 3

Agradeço a atenção e comentários de todos, gostaria apenas de dizer que em se tratando de customização, não devemos desanimar com os erros, mas sermos persistentes. Porém, sempre é válido um estudo detalhado de tudo o que se deseja fazer, para evitar desperdício de tempo, dinheiro e esforços.

Abraços, pessoal! Até a próxima moto!

Por Eduardo Pantoja, Project Cars #330

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Uma mensagem do FlatOut!

Eduardo, que bela máquina sua GT550 se tornou! Uma preparação bem planejada, relativamente simples, porém com muito bom gosto e muito bem detalhada e demonstrada por aqui. Em tempo: queremos esse hot rod no Project Cars! Parabéns pela conclusão!

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