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Project Cars Project Cars #155

Project Cars #155: uma cor nova e um interior clássico e elegante para minha Caravan De Luxo 1977

E aí, galera do Flatout. Estou aqui para contar mais uma parte do meu projeto, uma Chevrolet Caravan 1977 De Luxo. Já contei pra vocês como e porque escolhi esse carro, agora vou contar algumas etapas da reforma, problemas e aprendizados.

Como mencionei no texto anterior, nem tudo ocorreu como o esperado durante o processo de funilaria e pintura. Para começar, encontrar alguém de confiança e que tivesse alguns exemplos bons no currículo não foi fácil. Do dia que estava com o dinheiro em mãos até finalmente encostar o carro no local que seria feito o serviço foram pelo menos dois meses de procura. Finalmente, o local escolhido veio a partir da indicação do mecânico pessoal do meu pai, um funileiro que trabalhava na garagem de sua casa e já havia feito alguns Opala, o que contava bastante a favor. Depois de olhar alguns de seus trabalhos e negociar várias vezes valores e prazos, cada vez que ia na garagem o preço mudava e o prazo se estendia (isso aconteceu umas quatro vezes), muitos dias e negociações depois deixei a Caravan lá e levei pra casa uma ansiedade enorme.

O combinado era que ele fizesse tudo sem muita pressa, pois além de trabalhar sozinho ele tinha outros serviços menores e não poderia parar tudo para se dedicar apenas ao meu carro. Nessa época eu mudei para São Paulo e o carro estava no interior, então o combinado era que dali um mês eu passasse pra dar uma olhada. Na data combinada voltei ao funileiro e tive a primeira surpresa desagradável, o carro não tinha sido nem desmontado, estava lá do mesmo jeito que deixei.

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Depois de várias desculpas e explicações determinamos mais dois meses pra ele me entregar o carro pronto, já pintado. O meu grande erro foi não poder pelo menos ir um vez por semana checar o serviço e ficar no pé dele. Nesses dois meses fui apenas uma vez verificar o carro e pouco havia sido feito. Na verdade praticamente nada: a Caravan foi apenas desmontada mas nem as peças ele fez questão de juntar por tipos; empilhou tudo de todas as partes do carro em um canto da garagem: forros de porta, parte elétrica, frisos e botões, todos os parafusos e porcas, tudo no mesmo lugar, o carro não é pequeno e achar o lugar de cada um com certeza não seria um trabalho fácil.

Depois dessa segunda decepção comecei a ficar preocupado, 3 meses e nenhum um passo tinha sido dado. Sem muitas opções do que fazer ainda deixei a Caravan lá e passei a ligar quase todos os dias para acompanhar o processo, o que na realidade não adiantou muito, pois por telefone ele me dizia que já estava até lixando o carro para pintar.  Com quatro meses de espera voltei finalmente para ver o carro e a diferença não fui muito grande.

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Assim que olhei o estado da Caravan, tomei uma decisão: precisaria encontrar outro funileiro e rápido. E assim foi, de um dia para o outro encontrei um cara que topou o desafio pelo mesmo preço e disse que me entregava pronta em duas semanas. Obviamente eu não estava muito confiante com o prazo mas só dele ter ficado empolgado em fazer o carro já foi uma enorme diferença. Surpreendentemente, duas semanas depois fui buscá-la pronta, e ainda ouvi do funileiro que foi preciso arrumar varias imperfeições que existiam no carro mesmo nas áreas que já haviam sido feitas.

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pos funilaria pos funilaria 2

O próximo passo foi colocá-la no guincho levá-la direto para a tapeçaria. Desta vez ao menos eu já havia decidido quem faria o serviço e já conhecia o trabalho. Essa parte foi sem muito sofrimento, o prazo passou alguns dias, mas nada fora do normal. O interior foi feito na cor marrom como era originalmente e o material usado foi corvim e o resultado foi muito acima do que esperava para ser sincero.

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Estava bem feliz com o resultado do carro até agora, mas ai veio mais um parte que foi bem complicada, montar todos os frisos, maçanetas, batente de porta, borrachas, vidros e lógico a parte elétrica. Muitas peças faltando, porta e porta-malas que não fechavam por nada, vidros que se quebraram quando foram retirados. Foi então que começou minha jornada por peças, ferro velhos em diferentes cidades, lojas de antigos, viagem e mais viagem levando peças principalmente de São Paulo e também muita coisa comprada pela internet.

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Quanto ao motor, como eu disse no primeiro post, ele estava funcionando sem problemas pois o senhor que me vendeu usava o carro diariamente e pelo menos do motor eu cuidou. Praticamente a única coisa que fiz foi pintá-lo de verde, sua cor original.

Bem resumidamente essas foram mais algumas etapas da montagem do meu carro. No próximo post conto para vocês a montagem final, acessórios novos, problemas com o documento pois troquei de cor, a dificuldade para encontrar determinadas peças para o funcionamento completo do carro.

Valeu pessoal! Abraço!

Por Caio Fernandes, Project Cars #155

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