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Project Cars Project Cars #270

Project Cars #270: hora de cuidar do visual e dos upgrades do meu Omega CD

Fala, pessoal! Antes de tudo queria agradecer por terem gostado do meu segundo post onde entrei na parte técnica do carro, realmente escrevi sem saber a reação de vocês. Mas agora é hora de ir para a terceira parte desta saga, onde vou comentar sobre os cuidados estéticos com o carro em todos estes anos.

 

Casa de ferreiro, espeto de… ferro!

Sabemos que no ditado popular a expressão é que em casa de ferreiro o espeto é de pau, pois muitas pessoas não utilizam seus próprios produtos ou serviços em seus bens, mas este definitivamente não é nosso caso!

Meu pai é dono de um posto de lavagem em São Borja, mais precisamente a Auto Show lavagem, então é possível imaginar que temos meios para manter nossos carros sempre limpos, e é isso que acontece, principalmente com o Omega.

Para explicar o nível de limpeza do carro posso dizer que ele é branco até por baixo, haja vista que os carros são lavados inclusive na parte de baixo, e como o Omega não anda em ruas com sujeira e só pega chuva quando não tem como escapar, ele passa a maior parte do tempo limpo até por baixo.

Por dentro, quando lavamos o carro, raramente precisamos usar o aspirador de pó, pois mantemos todo o cuidado para não entrar com os pés sujos no carro (no meu caso eu bato os pés sempre quando vou entrar em qualquer carro).

 

Contudo, só manter o carro limpo não é suficiente para nós, então outros cuidados são tomados periodicamente.

O primeiro deles é o mais óbvio, que é o polimento feito a mão. Não gostamos do uso de lixa e máquina para fazer o serviço, pois acredito que o trabalho manual seja mais preciso, cuidadoso e mantem o carro com uma aparência melhor. Quem usa o polimento com máquina não precisa ir até os comentários dar seus motivos, eu sei que o resultado pode ficar muito bom, mas é muito raro encontrar quem faça o serviço bem e deixe o carro sem marcas.

No polimento utilizamos primeiro uma massa de polir n°2 e depois uma cera 3M, sendo todo o trabalho feito com estopas de algodão. Vale ressaltar que o carro branco precisa de polimentos periódicos para não amarelar, e que nem sempre é necessário o uso da massa de polir, geralmente nas primeiras polidas após ser usada a massa só usamos a cera para manter o brilho e proteção da pintura nele.

Mas, por que o polimento deixa o carro mais brilhoso? Basicamente é porque com o tempo, sujeira, lavagens, chuva e tudo que entre em contato com a pintura do carro acaba deixando o verniz áspero, com uma textura irregular. Por mais que as vezes seja díficil de notar, todo carro sofre com isso.

Com o polimento, as sujeiras localizadas nas ranhuras presentes no verniz são removidas e ele volta a ter uma superfície mais regular, com isso quando a luz incide na lata a parte que é refletida volta com raios de mesma (ou quase a mesma) angulação (reflexão regular) do que quando incide em uma superfície irregular, pois nesse caso os raios refletidos são mais espalhados e a reflexão é do tipo difusa.

Ilustrando a reflexão difusa e regular.

Vale ainda dizer que um carro polido corretamente além de deixar a pintura mais limpa e brilhosa, ajuda na proteção da mesma, dificultando que a sujeira acabe localizando-se no verniz.

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Fica mais fácil ver o resultado em fotos.

Deixando um pouco de lado a mania de engenheiro para explicar as coisas, vou continuar a história.

Pois bem, posso dizer que eu e meu pai somos pessoas completamente chatas em relação a limpeza de carros. Para nós, não adianta ver um carro brilhando com pretinho nos pneus se o escapamento está encardido e atrás das rodas é possível plantar arroz de tanta terra. Carro limpo é aquele que está limpo em todos os cantos. Mas e quem disse que isso é fácil? A sujeira sempre acaba entrando em locais onde é impossível tirar, por isso volta e meia eu faço uma geral no carro, e por fazer isso muitas vezes sou chamado de louco.

Essa limpeza que as vezes faço no Omega geralmente acorre quando vou fazer algo nas suas rodas. Primeiramente eu retiro as rodas e vejo se a sujeira começou a querer se esconder por ali, então eu limpo tudo a mão e depois pinto as caixas de roda, cubo, pinça, bandejas, e tudo que possa ser pintado na cor preta sem perder a originalidade.

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Agora dá para entender o brilho né? Obs.: a tinta ainda não estava seca, por isso tem partes mais brilhosas.

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Continuando o processo, é hora de pintar o escapamento. Sim, você não leu errado. O nosso Omega sofria de um sério problema de corrosão no escapamento, que durava muito pouco. Isso foi resolvido com a troca do fornecedor, cuja nova marca usada é bem melhor, mas para não dar chance ao azar eu pintei todo o escape e depois passei uma fina camada de óleo.

Pensa na cara das pessoas quando iam falar comigo e me viam deitado sob o carro passando óleo no escapamento com um pincel. Então, sei que não é muito normal isso, mas o resultado é muito bom e acabou com o problema.

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Eu particularmente gosto do resultado.

Falando em escapamento, lembro de uma certa vez que cheguei em casa e vi um escapamento no lixo. Meu pai ficou brabo em ver o escapamento com ferrugem e tirou fora os 3 silenciadores do carro. Isso foi logo depois de comprarmos o Omega e ainda não tinhamos colocado o escape novo. Resultado? Um Omega 4.1 com o escape no meio do carro. Por ser automático e manter a rotação mais constante, o escapamento não dava aquelas engasgadas quando tirávamos o pé do acelerador, e o resultado era uma tempestade andando na rua. Eu adorei e deixamos o carro assim durante uma semana. O legal era ver minha mãe bem tranquila dirigindo o carro, fico rindo só de lembrar.

Voltando a limpeza, outra coisa que eu faço é limpar todos os plásticos e borrachas, seja no interior e exterior, para depois hidratar com silicone gel de boa qualidade, que deixe com pouco brilho e sem aspecto gorduroso. No porta-malas eu retiro os carpetes, estepe, macaco e tudo que tiver por ali para fazer uma limpeza.

Nestas limpeza encontrei coisas bem interessantes, como um compartimento para guardar um kit de primeiro socorros que o carro tem no forro do porta-malas. Ali dentro tinha para minha surpresa um kit com a data de validade vencida a muito tempo. Nem preciso dizer que deixei no lugar por valor histórico, mas foi bom escrever sobre isso para lembrar de colocar um kit novo.

No entanto, essa não foi a coisa mais importante que achei nestas limpezas. Isso pode até ser conhecido por outras pessoas, mas eu nunca tinha percebido e este era nosso segundo Omega com teto solar. A tal descoberta foram duas magueiras que levam a água que entra aos poucos pelo espaço entre o teto solar e o teto do carro, um suspiro mesmo.

Essas mangueiras levam a água até duas saídas na parte de trás das rodas traseiras, que para minha surpresa estavam entupidas! O resultado? Tirei fora as magueiras e vi água suja de anos saindo por ali. Para minha sorte eu tirei a tempo e desentupi tudo, pois dentro de alguns anos a água iria encher as magueiras e o resultado não seria nada bom. Então se você tem um Omega com teto solar, não custa nada dar uma checada nessas mangueiras, só não posto foto delas porque nunca tirei e todas essas que tenho são antigas, tendo em vista que estou morando em outro país a mais de ano. Ah e eu quase esqueci, também abro a antena elétrica do carro para lubrificar e reparar caso esteja torta, pois antena grande e uma cidade com muitas árvores não é algo muito legal.

Outra coisa que descobri é que no Omega (ao menos no nosso) a sujeira fica acumulada sobre o tanque de combustível, e com isso uma camada de sujeira de mais ou menos um centímetro foi encontrada nessa região. Foi bem díficil retirar toda a sujeira de anos que estava ali, e no fim acabamos tirando o tanque para uma limpeza e pequena reforma.

Para finalizar a limpeza, hidrato e pinto tudo que puder no cofre do motor para deixar com a melhor aparência possível e proteger os materiais.

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Que cofre!

 

Trocando o sapato

Como vocês devem ter percebido nos outros posts, o carro já usou mais de um tipo de roda, então agora eu vou contar um pouco sobre elas. Começando pelo óbvio, as rodas originas são as belas powetech de aro 15 originais do carro, que eu paticularmente adoro.

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Omegão com as powertech originais.

Mas como é sempre bom mudar um pouco, depois de tempos pedindo, o meu pai finalmente me permitiu colocar as nossas rodas Binno B1060 de aro 17 no carro para passar uns dias. A finalidade era apenas dar uma aparência diferente para o carro, e o resultado eu gostei bastante.

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Binno B1060, detalhe na pinça de freio antes de ser pintada.

As rodas eram usadas originalmente com pneus Goodyear Eagle F1 com medidas 225/45 R17, que já estavam perto do final da vida e logo deram lugar aos Michellin Pilot com medidas 225/50 R17, que deixava o carro mais incorpado e com melhor conforto em relação a outra medida. Nesta época comprei umas tampinhas de centro de roda da Chevrolet, já que as tampas grande originais da Binno foram perdidas pelo antigo dono das rodas.

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Incrível como para mim, as rodas ficavam mais bonitas com as tampinhas da Chevrolet.

As Binno sempre ficavam bem pouco tempo no carro e logo eram tiradas, e assim foi até que nunca mais voltaram e acabaram sendo vendidas.

O carro então ficou um bom tempo original até que certo dia decidi dar mais uma geral no Omega e pintar as rodas de grafite como presente de dia dos pais. Vale lembrar que minha família mora em São Borja e eu na época morava em Santa Maria (300 km de distância), então tudo isso que eu fazia era em feriados ou férias. Não sei quantas vezes fiz algo nos carros como presente pra ele, pois é algo que certamente ele vai gostar.

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Rodas durante a pintura. Hoje vejo como é bom ter tirado foto de tudo que fazia no carro.

O resultado na minha opinião, foi algo que mudou completamente o carro. Hoje não consigo ver um Omega com as rodas originais sem pensar em pintar, tanto que meu Astra tem as rodas de liga pintadas de preto (ideia do meu pai, foi ele quem pintou!).

O carro manteve a originalidade, mas tinha agora um aspecto diferente, e não foram poucas as pessoas que acharam o carro muito bonito e não perceberam de primeira vista que as rodas estavam de outra cor.

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Ficou bonito, né?!

O carro continuou com essa configuração até que esse ano eu estava vendo um grupo de venda de peças para Omega e Opala e me deparo com um jogo original do Omega CD 3.0 (pra quem não sabe o Diamond não saiu com essas rodas, mas é normal os donos mudarem).

Eram as famosas BBS 15X7” dos primeiros Omegas que receberam um trabalho de diamantação. As rodas pareciam boas pelas fotos, mas estavam em Santa Maria e eu já estava nos Estados Unidos. Então eu falei com o dono, e pedi para meu pai pegar meu dinheiro e viajar até a cidade para pegar o jogo.

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Fotos do anúncio.

Acontece que as rodas não foram compradas para o Omega, e sim para um projeto que vou fazer no futuro (vocês saberão!), mas já quando minha família chegou em Santa Maria e viu as rodas meu pai já falou que eram muito “zeradas” e bonitas. Vocês já devem saber o que aconteceu né? Em poucos dias o pai falou que iria pegar as rodas emprestadas até eu usar e colocou no Omega.

Ele gostou tanto que hoje já nem sei se ele vai deixar eu pegar as rodas quando for usar, afinal, ele é meu pai né? Tenho que agradecer a meu irmão Murilo que me aguenta pedindo foto do Omega para ver o resultado, que fala por si só. Ficou muito bom!

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Sério, que carro impecável!

Hoje o carro roda com as BBS calçadas por pneus Kumho Solus com as medidas originais do 3.0, que são 195/65 R15, pois achamos mais bonita do que as medidas do 4.1 (205/60 R15).

 

Interior

O “escritório” do Omegão recebeu poucas mudanças em todo esse tempo. Um delas foi a colocação de couro novo no volante, que ficou incrível. Para essa troca o volante viajou mais de 600 km no total com um amigo nosso.

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Trabalho perfeito.

Outra coisa feita foi a fabricação de tapetes de tecido para colocar sobre os tapetes Borcol que são daquele modelo com estrutura de borracha com acabamento em tecido. O pai também mandou fazer um tapetinho para cobrir o túnel na traseira, para proteger ainda mais o carpete original do carro.

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Perdão por usar as mesmas fotos do outro post para mostrar os tapetes, mas são as únicas que tenho.

Continuando no interior, outra coisa feita foi a troca do CD player da marca Pioneer na cor preta, combinando de certa forma com o painel do carro. Não estou lembrando exatamente o nome do modelo, mas na minha opinião é um dos mais atraentes da marca.

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Nessa foto dá para ver os tapetes Borcol que vieram no carro. Obs.: No lado esquerdo do freio de estacionamento são os botões do computador de bordo e no lado direito do modo inverno do câmbio automático.

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Mais uma vez agradeço ao meu irmão Murilo que tirou estas fotos excelentes do interior do carro, pois eu não tinha nenhuma com o Pioneer.

Então é isso pessoal, sei que hoje o post foi mais simples, mas se chegaram até aqui muito obrigado! Volto em breve com um post contando como é ter um Omega e todas as dificuldades para manter o carro. Fecho o post com mais duas fotos que meu irmão tirou nesse mês. Grande abraço e até a próxima!

Por Marcos Ráinier de Sá, Project Cars #270

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