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FlatOut!
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Car Culture Pergunta do dia

Quais são as coisas que os carros perderam (ou estão perdendo) de que você sente mais falta?

Ah, o Salão do Automóvel. O maior evento automotivo do Brasil ainda não é tão grande quanto lá fora, mas com certeza é um dos lugares onde se pode ver o que há de mais recente se tratando de design e tecnologia nos automóveis. Só que, em meio a tanta novidade, você não sente falta de como as coisas eram antigamente?

Não queremos ser ranzinzas nem soar como aqueles tiozinhos nostálgicos, e nós gostamos muito de várias inovações, recentes ou nem tanto assim, que estão nos nossos carros ou vão estar em breve — a prova é este post, dos primórdios do FlatOut, com vinte tecnologias que mudaram e vão mudar para sempre nosso modo de dirigir. Mas de vez em quando você só quer abaixar o vidro com a manivela, abrir o quebra-vento e curtir a brisa no seu possante à moda antiga, não é mesmo?

Ok, talvez seu carro tenha vidros elétricos e nenhum quebra-vento. Mas não estamos falando só disso: veja só — no Salão de Paris há algumas semanas, a Lamborghini apresentou o Asterion, um grand tourer híbrido de 910 cv — 610 destes vindos do mesmíssimo V10 do Lamborghini Huracán, e mais 300 cv produzidos por três motores elétricos. Tudo acoplado a uma caixa de sete marchas com dupla embreagem.

O que nos leva à nossa sugestão: o câmbio manual com grelha. Há não muito tempo, você podia comprar um Lamborghini Murciélago com um motor V12 de 640 cv acoplado a um câmbio manual de seis velocidades com grelha — o automático e-Gear era opcional. Com o Aventador, a transmissão com três pedais foi descartada e o touro só está disponível com câmbio automático de sete marchas. O Huracán, sucessor do Gallardo, também abandonou a transmissão manual e adotou uma caixa de sete marchas com dupla embreagem.

Hoje em dia o Audi R8 é, provavelmente, o último supercarro a oferecer câmbio manual com grelha tanto no modelo V10, com seu motor de 5,1 litros  532 cv, quanto no V8 de 4,2 litros e 436 cv. A geração seguinte do modelo, por outro lado, deverá usar a plataforma do Huracán, seu motor V10 e, a exemplo do italiano, adotar a caixa de dupla embreagem e sete marchas como única opção.

 

r8

É o fim anunciado de um elemento usado desde a década de 1950 e que proporciona a experiência única de ouvir metal batendo contra metal durante uma empolgada sessão de troca de marchas. É óbvio que uma caixa de dupla embreagem é o futuro, com suas trocas de marcha na casa dos milissegundos hoje em dia, tão rápidas que são quase imperceptíveis. Mas tempos de volta menores não são tudo o que um entusiasta quer.

Além disso, o visual da alavanca fica muito mais charmoso e nostálgico — duas características inerentes aos carros antigos, mas que também estão aparecendo nos carros que nem são tão antigos assim.

Por isto, queremos saber: que elementos dos carros do passado você mais sente falta? E quais são os que estão a ponto de desaparecer e você sabe que deixarão saudades? Estamos falando tanto de recursos técnicos quanto de tendências de design ou tecnologia — de carburadores e painéis de lata a quebra-ventos. Temos certeza de que você conhece muitos — deixe a sua sugestão nos comentários!

 

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