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Pergunta do dia

Quais são as soluções de engenharia mais estranhas já usadas nos carros?

Por que é que os carros são como são? Por que todos (ou quase todos) têm volante, dois ou três pedais, alavanca no chão ou borboletas atrás do volante e tudo o mais? Porque funciona, ora essa! Ao longo das décadas, fabricantes de automóveis de todos os lugares do mundo fizeram sua parte para dar forma ao carro como o conhecemos hoje. Já contamos muitas destas histórias aqui, aliás.

Claro, o mundo avança, os carros mudam e novas tecnologias e soluções de engenharia são desenvolvidas, aperfeiçoadas, testadas e adotadas. Mesmo que elas não sejam exatamente necessárias – como soluções para problemas que simplesmente não existem.

É exatamente sobre isto nossa pergunta de hoje: quais as soluções de engenharias mais estranhas, complexas, confusas ou desnecessárias usadas pelos carros?

Pegue as alavancas de câmbio automático com trocas manuais, por exemplo – como a transmissão Tiptronic utilizada pelo grupo Volkswagen e pela Peugeot Citroen. Ao permitir trocas manuais, o mecanismo de acionamento adota a lógica da força de aceleração do carro, isto é, para frente e para trás.

Nos carros de corrida, a lógica é seguida à risca: em uma troca ascendente, o ganho de velocidade do carro faz a inércia te jogar para trás. Assim, o movimento intuitivo para evoluir as marchas é puxar a alavanca para trás. Nas reduções, é o oposto.

Em alguns carros de rua, para facilitar o entendimento, as fabricantes optaram por inverter as coisas. Também faz sentido: subir marchas para a frente e reduzir para trás. Dependendo da maneira como está acostumado, você pode levar um tempo para se habituar, mas não é nada de outro mundo. O importante é que, seguindo o senso comum, o movimento é sempre longitudinal. Por que mudar?

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Bem, alguém mudou. E foi a Mercedes-Benz! O câmbio automático 5G-Tronic da marca alemã, também chamado de 722.6, faz as trocas… para os lados!

O câmbio automático logitudinal de cinco marchas foi introduzido em 1996 e utilizado em uma série de modelos da Mercedes-Benz, como o Classe E W210 e o Classe S W220. Na época, a Chrysler pertencia à Mercedes, o que levou alguns de seus modelos, como o Jeep Wrangler, o Grand Cherokee, o Dodge Durango e o Challenger a adotar o 722.6.

O sistema de trocas manuais foi incorporado em 2000. As trocas ascendentes são feitas movendo a alavanca para a direita, e as reduções para o lado oposto. É completamente contra-intuitivo, mas mesmo assim alguns modelos seguem utilizando o câmbio 722.6, como o próprio Jeep Wrangler e as vans da série Sprinter. O motivo? A robustez da caixa, que foi projetada para suportar 102 mkgf de torque. Por isso, apesar de ter sido substituída pela caixa 7G-Tronic em 2003, a 5G-Tronic segue sendo produzida.

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De qualquer forma, nem toda inovação desnecessária é tão difícil assim de lidar. Por exemplo, o conta-giros invertido adotado pela Aston Martin, que se move no sentido anti-horário para indicar a aumento das rotações. Pode confundir a sua cabeça no início, mas é um charme próprio dos refinados grand tourers britânicos. Não tem problema.

Enfim, queremos as sugestões de vocês: quais são as soluções de engenharia mais estranhas já usadas nos carros?

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