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Zero a 300

Renault confirma 1.3 de 170 cv para a Oroch | Porsche aumenta aposta na gasolina sintética | um recorde para o Civic Type R e mais!


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Renault confirma motor 1.3 turbo de 170 cv na nova Oroch

Faltando menos de cinco dias completos para o lançamento da nova Oroch, a Renault segue sua campanha de teasers e informações a conta-gotas, com uma nova foto da traseira do carro e a confirmação de que a picape terá mesmo o motor 1.3 TCe turbo de 170 cv.

Além da motorização, a Renault também confirmou que a picape virá com o câmbio CVT com simulação de oito marchas — o mesmo conjunto oferecido no Duster e no Captur. Considerando que o Duster também é equipado com o motor 1.6 SCe e o mesmo câmbio CVT, a Oroch também deverá manter o motor 1.6 nas versões de entrada

Isso, porque a Oroch ocupa uma posição no mercado que a Toro deixou de atender ao adotar o motor 1.3 GSE turbo, que é a oferta de uma picape médio-compacta mais acessível. A Renault está disposta a brigar diretamente ou irá manter a Oroch um pouco abaixo da Toro, brigando, na prática, com a Fiat Strada cabine dupla? É o que descobriremos no próximo dia 12 de abril. (Leo Contesini)

 

Porsche continua investimento em gasolina sintética — baterias tendem a ficar mais caras

Duas notícias isoladas nesta semana, mas que têm relação direta entre si: a primeira foi que a Mercedes não vislumbra a redução dos custos dos carros elétricos em curto ou médio prazo. A outra, é que a Porsche está investindo ainda mais no desenvolvimento dos combustíveis sintéticos para manter seus motores de combustão interna.

Esta década de 2020 será uma fase de transição que, aparentemente, irá definir a matriz energética e a direção dos carros nos próximos anos e, possivelmente, em nosso tempo de vida. De um lado, existe a intenção de governos e parte do público consumidor em incentivar carros com menos emissões ou emissões menos nocivas, enquanto no outro lado existe a viabilidade tecno-sócio-econômica.

Isso, porque nos últimos anos o setor dos carros elétricos cresceu significativamente e muito disso se deveu à redução do custo das baterias de íons de lítio devido à economia de escala. Apesar desta redução, o custo de compra de um carro elétrico ainda é bem superior ao de um carro de combustão interna. Essa diferença tenderia a desaparecer à medida em que mais carros elétricos ou híbridos plug-in forem produzidos e vendidos. Contudo, segundo o diretor de tecnologias da Mercedes, Markus Schaeffer, isso não vai acontecer tão cedo, porque os carros elétricos não vão ficar mais baratos. E isso não vai acontecer porque as baterias, em vez de ficarem mais baratas, ficarão até mais caras.

Segundo Schaeffer, para que os carros elétricos custassem o mesmo que um equivalente de combustão interna, as baterias precisariam custar US$ 50 por quilowatt, mas “isso não será possível com a química que temos hoje em dia”. Essa paridade, segundo ele, não é possível com nenhum dos tipos de tecnologias de baterias disponíveis atualmente. As baterias acessíveis e de alta densidade de energia necessárias para parear os preços dos elétricos e dos carros a combustão, só funcionam em ambientes extremamente controlados em laboratórios.

É preciso primeiro viabilizar o funcionamento destas tecnologias, para depois adaptá-las para a indústria automobilística, o que requer volume de produção e requisitos de durabilidade muito exigentes. E, por isso, a Mercedes acredita que os elétricos não ficarão mais baratos tão cedo.

Além disso, a própria escala da produção de baterias se tornou um desafio: o aumento da demanda por carros elétricos concorre com a demanda por equipamentos eletrônicos em termos de uso de baterias e, por isso, a demanda por baterias é superior à oferta das minas de terras-raras. A reserva natural é suficiente, porém a construção de novas minas é complexa e cara. E é por isso que o custo das baterias ainda é superior aos US$ 100 por quilowatt — mais que o dobro do necessário para que ocorra a paridade. Schaeffer vai mais além: “Sem uma revolução na química, essa redução no valor das baterias sequer está no horizonte”.

É por isso que o discurso oficial de várias fabricantes — por meio de declarações públicas de seus representantes — já adotou um tom de cautela em relação à transição para os veículos elétricos. Considerando a crise pós-pandêmica e a crise energética na Europa, que atrasam o cronograma devido simplesmente à desaceleração da economia, é muito provável que os prazos para o banimento dos motores de combustão elétrica sejam revisados ou até mesmo suspensos em um futuro próximo.

E é por isso que algumas fabricantes seguem investindo nos motores de combustão interna — algumas para não dizer todas, porque, na prática, é isso o que acontece. A Porsche é uma delas e foi até além dos motores, investindo também no desenvolvimento de sua gasolina sintética. Recentemente, eles anunciaram mais um aporte de US$ 75.000.000 na holding HIF Global LLC, que é a responsável pelo desenvolvimento deste combustível.

Ele é baseado na eletrólise da água, que é quebrada em oxigênio e hidrogênio com a eletricidade gerada por geradores eólicos. Esse hidrogênio é posteriormente combinado a CO2 filtrado do ar para formar metanol sintético, que será convertido no eFuel.

Como sua produção usa energia limpa renovável e o combustível é baseado em um álcool, tanto a produção quanto as emissões serão reduzidas. A Porsche espera testar seu eFuel em sua equipe de corridas de fábrica, antes de adotá-lo na entrega de seus carros e nos centros Porsche Experience. A produção do combustível está prevista para a metade deste ano. (Leo Contesini)

 

Lexus adere à moda do meio-volante.

A Lexus vai lançar nos EUA em 20 de abril seu primeiro elétrico, o RZ450e. Algo totalmente esperado: carro de luxo nos EUA está cada vez mais associado a eletricidade. Normal: silêncio, suavidade e torque abundante, características desejáveis neste tipo de veículo, são parte inerente do pacote do carro elétrico. Espera-se que o RZ compartilhe alguns componentes com o Toyota bZ4X e Subaru Solterra, os primeiros elétricos desenvolvidos do zero pela Toyota.

Foi revelado uma imagem do interior e, bem… me fez imediatamente lembrar do meu professor de engenharia de carrocerias da FEI, que dizia: “Cuidado com as cag**** que você fizer, pois a concorrência vai copiar.” Pegando uma das piores páginas do livro da Tesla, o Lexus elétrico poderá vir de série com apenas metade do volante.

Todo mundo que andou no Tesla S Plaid com este tipo de volante pode ter adorado o carro, mas odiou o volante. Alguns chegaram a dizer, com razão em minha opinião, que é inseguro. Mas nada parece impedir esses imitadores de Michael Knight de adorarem o treco. O carro “dirige sozinho”, afinal de contas…

O sistema da Toyota promete ser melhor. Quando a Toyota detalhou pela primeira vez o sistema no bZ4X, disse que limitaria a rotação total do volante a 150° e usaria a tecnologia Steer-by-wire para girar as rodas uma quantidade apropriada com base no input do motorista. Provavelmente se você segurar o volante com força em fim de curso, ele continuará esterçando. No Tesla, a execução é ruim, pois nas vezes exige que o motorista gire o volante 180°, fica estranho, sem lugar para ser pego, e imprevisível de usar. No Tesla, serve apenas para nos lembrar quão bom é um volante redondo normal. Vamos ver se a Toyota acerta.

Em breve no Flatout: Michael Knight testa o novo Lexus.

De qualquer forma, o volante KITT será opcional apenas, graças a Deus. Se pelo menos viesse com uma peruca de David Hasselhoff (versão 1984), e uma jaqueta de couro preta a prova de balas da Knight Industries, faria algum sentido. Se o carro batesse um papo legal e desse uns conselhos sensatos e divertidos ao motorista, melhor ainda! (MAO)

 

O Goodwood Member’s Meeting acontece este fim de semana

A 79ª edição do Goodwood Member’s Meeting voltará este ano à época normal, no início da primavera inglesa. Se você se animar a assistir ao vivo, corra: acontece neste fim de semana, 9 e 10 de abril de 2022.

Este ano promete ser especial para os fãs da Fórmula 1: o famoso circuito no quintal do castelo do Duque de Richmond e Gordon será casa do característico berro dos motores aspirados da década de 1990. O foco serão os V10 ensurdecedores entre 1989 e 2005. Mas alguns V8 e V12 estarão presentes, claro, entre o que promete ser uma fabulosa coleção de carros em ação.

O Duque e seu AC 16/30, em Goodwood

No topo da lista estará Damon Hill, reunido mais uma vez com o Williams FW18 de 3,0 litros com motor Renault V10, no qual venceu o campeonato mundial de 1996. A McLaren também será bem representada por um MP4-15 ex-Mika Häkkinen do ano 2000, equipado com um motor Mercedes. Também estará lá um trio especial associado a Ayrton Senna: o MP4/5, que em 1989 se tornou o primeiro vencedor do título de F1 equipado com um V10; o MP4/6 com motor Honda V12, no qual o brasileiro conquistou seu terceiro e último título em 1991; e o MP4/7 do ano seguinte.

Michael Schumacher também será homenageado, com um Benetton com motor Ford-Cosworth V8 de 1993, e duas Ferrari em exibição estática: o Ferrari F310 na qual ele marcou sua primeira vitória para Maranello, no GP da Espanha de 1996 e uma F310B de sua malfadada campanha desafiando a Williams de Jacques Villeneuve em 1997.

Além da coleção de F1, o 40º aniversário do Grupo C será comemorado com uma maravilhosa linha de Porsche 956s e 962s, dirigidos pelos heróis da marca Derek Bell, Tom e Richard Attwood. E, é claro, competições de clássicos: o Troféu Gerry Marshall para os sedãs dos anos 1970 e 1980 proporcionará entretenimento garantido, enquanto o Troféu Graham Hill para os GTs dos anos 1960 e o Troféu Surtees para as feras Can-Am serão espetaculares e imperdíveis, como sempre. (MAO)

 

Civic Type R bate recorde de Suzuka antes do lançamento

O novo Civic Type R nem foi lançado ainda, e já está batendo recordes. Acabou de ser cronometrado em Suzuka  em 2 minutos e 23.120 segundos. Para fins de comparação, o modelo da geração anterior precisava de 2 minutos e 23,993 segundos para fazer o circuito. A velocidade máxima durante a volta-recorde foi de 231 km/h. Impressionante.

Assim como o Civic Si, o novo Type R terá apenas câmbio manual, e deve usar uma evolução do motor a gasolina de 2,0 litros. O carro anterior tinha 316 cv; provavelmente este deve conseguir mais que isso. Será um carro realmente especial, e um adversário fabuloso para o GR Corolla; quem sabe a Honda se anima e traz esta briga para cá? Um cara pode sonhear… (MAO)

 


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