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Zero a 300

Tesla Model Y Performance | 911 Slantnose de volta | Skoda Fun de volta e mais!

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O novo Tesla Model Y Performance

Para quem conhece automóvel apenas pelos dados técnicos, parece um absurdo; para qualquer um que já tenha experimentado coisas assim na vida real, nem tanto. O fato é que o advento do elétrico moderno, com seu desempenho descombombulante, deixou claro que números de desempenho não eram o que realmente importa para fazer um carro interessante.

Um exemplo claro é o lançamento de hoje: a versão Performance do outrora extremamente popular Tesla model Y.  O “SUV” da Tesla tem 460 cv, e acelera mais forte que Porsche 911 GT3. O 0-100 km/h é despachado em 3,5 segundos, e é limitado eletronicamente a 250 km/h. E veja só: o elétrico nem é muito mais pesado que carros a gasolina de potência semelhante: aos 2033 kg, pesa um BMW M3, por aí.

A Tesla anuncia uma autonomia WLTP de 580 km, apenas seis quilômetros a menos que a do Long Range AWD. Uma sessão de 15 minutos no Tesla Supercharger pode adicionar energia suficiente para 243 km de viagem.

O carro tem amortecedores adaptativos, rodas forjadas de 21 polegadas com “pneus otimizados” e pinças de freio vermelhas. Os ajustes externos, incluindo um spoiler traseiro de carbono, aparentemente, melhoram a aerodinâmica, aumentando o downforce e reduzindo o arrasto.

Por dentro, uma tela de 16 polegadas ligeiramente maior, com resolução mais alta para gráficos mais nítidos. Na frente, os bancos aquecidos e ventilados apresentam reforço lateral mais forte e apoio extensível para as coxas. Os passageiros traseiros sentam-se em bancos perfurados e aquecidos com reclinação elétrica. A empresa promete novos modos de condução para “mais liberdade para dirigir em alta velocidade”.

Curiosamente, sua estreia acontece na Europa, onde a empresa de Elon Musk está em sensível declínio neste ano. Na Alemanha, onde os modelos com destino à Europa serão produzidos (na Gigafactory Berlin-Brandenburg), o preço em € 61.990 (R$ 391.529). As entregas começam em setembro. (MAO)


O Corvette de Zora é estrela do aniversário do National Corvette Museum

O leitor do FlatOut conhece intimamente a longa sombra que a imponente e gigante figura de Zora Arkus-Duntov coloca sobre toda a história do Corvette. Louis Chevrolet pode ter emprestado o seu nome para a marca fundada por Billy Durant; o Corvette original pode ter sido criado nos estúdios de design da GM por Harley Earl usando a então nova tecnologia de fibra de vidro em 1953; mas o pai do Corvette, o centro de tudo que ele significa, é Zora.

Pessoalmente, porém, por quase toda sua vida nunca teve um Corvette. Claro, com acesso ilimitado á protótipos e carros de produção de todo tipo, raramente tinha necessidade de gastar seu dinheiro nisso. Mas como toda regra tem exceção, esta também tem. Zora teve UM Corvette, no fim de sua carreira. Era um C3 Stingray 1974 azul com motor big-block 454. O carro tem transmissão automática, ar-condicionado, direção hidráulica e servofreio: todos os opcionais “de luxo” da época.

Originalmente prata, o carro foi dado a Arkus-Duntov como presente de aposentadoria da Chevrolet, e mais tarde ele o repintou com a cor atual de dois tons e suas iniciais nas portas. Como parte das festividades do 31º aniversário do Museu Nacional do Corvette, o museu o restaurou e agora, o revelou, novo de novo.

A equipe do Museu Corvette examinou o carro com um pente fino, removendo a carroceria do chassi e documentando cuidadosamente cada parte. Pense neste Corvette mais como um artefato a ser devidamente registrado e preservado; para o museu dedicado ao Corvette é algo quase sagrado, um pedaço vivo da história. Houve até o cuidado de preservar um vinco no couro do apoio de braço do motorista, desgastado por longos anos de uso por você-sabe-quem! 

Agora você pode ser o carro de Zora, e o Zora, no Museu. Sim, as cinzas do corpo de Zora Arkus-Duntov estão também expostas lá.  As festividades de aniversário do museu, onde o carro restaurado foi revelado, começaram ontem e vão até amanhã, dia 30 de agosto.

O National Corvette Museum fica no 350 Corvette Drive, na cidade de Bowling Green, no estado americano do Kentucky, do outro lado da rua da fábrica da GM onde o Corvette é fabricado. Está aberto todo dia, sete dias por semana, das 9 da manhã às 5 da tarde. (MAO)


Porsche testa 911 “Slantnose” – será a volta do clássico?

Ver protótipos do Porsche 911 rodando disfarçados não é novidade. O estranho é quando aparece um que, em vez da carroceria atual do 992, usa a geração anterior, a 991 — descontinuada em 2019 — e sem os faróis salientes típicos do modelo. Foi exatamente isso que os fotógrafos flagraram nesta semana em Nürburgring: um 911 GT2 RS de visual familiar, mas com detalhes que entregam algo bem mais curioso.

A dianteira abandona os faróis circulares e salientes e traz um capô mais baixo e caído, lembrando o Taycan. A inspiração é clara: os 911 Flachbau, conhecidos como “Slantnose”, oferecidos entre 1982 e 1989 com base no 930. Eles nasceram como versões amansadas dos 935 de corrida e sempre dividiram opiniões, mas se tornaram raros e valiosos justamente por isso.

O protótipo visto no Ring mantém os para-choques, rodas e capô do GT2 RS, mas adiciona um aerofólio diferente de qualquer outro já visto em versões de pista ou nos kits da Manthey Racing. O detalhe curioso é que, recentemente, a Porsche registrou as marcas “Flachbau” e “Flachbau RS” — sinal de que há algo mais consistente por trás desse carro do que uma mera mula de testes.

Ainda não está claro se estamos diante de um projeto exclusivo da divisão Sonderwunsch, de um kit de personalização oferecido pela Manthey para os donos de 991, ou até de uma série especial para a despedida do 992 (ou do GT2). Mas é difícil acreditar que a Porsche traria de volta um nome tão icônico apenas para despistar fotógrafos de Nürburgring.

Seja como for, o fato é que o Flachbau está de volta ao radar de Stuttgart. Não fique surpreso se ele for vendido somente para clientes selecionados, em um processo como o do Golf GTI no Brasil — comprovação de propriedade de um GT anterior, contrato de revenda para a Porsche etc (desculpem, eu não podia deixar passar essa brincadeira). (Leo Contesini)


Skoda revive a picape Fun

Quem lembra do Skoda Fun? Basicamente era uma picape do Skoda Felicia, que por sua vez é o último Skoda independente, criado antes da chegada da VW; um hatch de tração dianteira. No caso do Fun, porém, já criado na era VW, os motores já tinham sido trocados pelo do Polo, no caso um 1,6 litro de 75 cv e 13,9 mkgf de torque; opcional era um 1,9 litro a diesel, com 64 cv e 12,6 kgfm de torque.

Mas era uma picape diferente, a Fun: com o exterior e interior em amarelo, o interessante aqui é que apesar de ser basicamente uma picape de dois lugares, há, como na Chevrolet Avalanche, um curvão traseiro móvel. Ele se move para trás, e um assento basculante aparece, fazendo o carro virar um 4 lugares com a caçamba reduzida. Os ocupantes desta segunda fileira não tem teto; é um conversível como um Blazer K5, assim. Uma super-interessante picapezinha semiconversível. Produzido entre 1997 e 2000, apenas 4.216 unidades saíram da linha de montagem.

Pois bem: já que ninguém mais tem criatividade suficiente para fazer algo novo, parece, esta interessante, mas francamente obscura criação tcheca, aparentemente vai voltar. Julien Petitseigneur, designer de interiores da marca tcheca, reinventou a picape Felicia Fun.

O designer francês incorporou ao conceito a linguagem de estilo Modern Solid da Skoda. Petitseigneur trabalhou no Felicia Fun moderno por cerca de duas semanas, dedicando cerca de três horas todas as noites após o trabalho.

O conceito final é um modelo esportivo de duas portas com uma pequena caçamba traseira. Ao contrário do original, o conceito tem uma postura mais ampla, rodas de liga leve grandes, um capô longo e uma linha de teto aerodinâmica que lhe confere uma silhueta mais atlética.

O novo conceito é apenas um teste de resposta do público por enquanto; provavelmente ficará só nisso. Não há, por exemplo, uma picape “Saveiro” da Skoda para basear uma nova Fun. O que nos faz pensar: a VW do Brasil bem que podia vender uma Saveiro Fun, não? Tá bom, parei. Tenham todos um excelente dia! (MAO)