FlatOut!
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Zero a 300

Uma Ferrari misteriosa, Audi RS3 ganha desempenho de R8 V10, Aston Martin Vulcan para as ruas e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

Ferrari misteriosa é flagrada em Maranello

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Uma Ferrari misteriosa foi flagrada totalmente sem disfarces pelas ruas e estradas de Maranello nesta última quinta-feira (21). À primeira vista o modelo parece uma 488 GTB, mas é substancialmente diferente da mais recente V8 da marca.

Começando pela dianteira, o modelo misterioso tem passagens de ar pelo capô, como a 458 Speciale, o que nos leva a crer que esta pode ser uma versão radical (semi-pista, como dizem os fãs) um tanto precoce da 488 GTB, chamada provisoriamente de 488 SP pelos fãs da marca. Contudo, a parte inferior da dianteira é significativamente diferente.

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Além disso, o perfil lateral mostra que a dianteira é mais aguda e as linhas de perfil e de cintura do carro são ascendentes em direção à traseira – bem como a silhueta das janelas laterais. O deck e o painel traseiro também são completamente diferentes: a carroceria forma um spoiler na extremidade do carro, e não há saídas de ar sob o logotipo e ao lado das lanternas como na 488 GTB.

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Com tantas mudanças, este parece mais um modelo inédito, o que levou a imprensa europeia (e nós também) a cogitar a possibilidade de estarmos diante da nova Dino, o modelo V6 turbo de motor central que a Ferrari vinha comentando há algum tempo. Caso seja realmente a nova Dino (ou qualquer que seja seu nome), estamos falando de uma Ferrari de entrada com motor V6 turbo de 2,9 litros com dois níveis de potência, uma com 450 cv e outra com cerca de 600 cv. Nos dois casos o motor irá trabalhar com um câmbio automatizado de embreagem dupla.

 

Audi RS3 ganha desempenho de R8

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Não seria legal ter o desempenho do Audi R8 com a embalagem do RS3? É mais ou menos isso o que a Oettinger — uma das mais tradicionais preparadoras especializadas em Audi e VW — está oferecendo. Eles lançaram um programa de quatro estágios para o 2.5 turbo de cinco cilindros do RS3, que já produz 367 cv e 47,3 mkgf em sua forma original.

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No kit do estágio 1, a potência sobe para 430 cv e o torque para 63,6 mkgf, o que já é bem interessante. Mas as coisas começam a ficar realmente divertidas no estágio 2 (mostrado nas fotos), que leva a potência para 520 cv e o torque para 69,1 mkgf. Nessa fase, o RS3 baixa seu tempo de zero a 100 km/h em um segundo inteiro — de 4,3 para 3,3 segundos — e já encosta no R8 V10 Plus, que faz o mesmo em 3,2 segundos. A ECU também é reprogramada para não limitar a velocidade máxima, permitindo que o RS3 chegue a insanos 310 km/h — 10 km/h a menos que o R8 V10.

A potência extra vem de um turbo novo, filtro esportivo, admissão redimensionada, ECU reprogramada e sistema de escape especial. O kit é relativamente barato pelo que entrega: são 10.390 euros pelo estágio 2 — o que, somado aos 54.190 cobrados pelo carro, resultam em 64.590 euros, um número bem abaixo dos 190.000 euros cobrados pelo R8 Coupé.

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Agora… se você quer mais potência, ainda é possível escolher o estágio 3, que leva a potência para 650 cv e o torque para 76,3 mkgf, e o estágio 4, que é a própria insanidade sobre rodas, com 750 cv e 91,6 mkgf. O único problema é que a Oettinger ainda não revelou imagens, nem detalhes, especificações ou dados de desempenho destes dois últimos estágios.

 

Como converter o Aston Martin Vulcan para as ruas

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O Aston Martin Vulcan é, sem dúvida, o modelo mais radical já produzido pela marca, além de ser pornograficamente bonito. Mas ele tem um inconveniente: não pode rodar nas ruas — ao menos não em sua forma original. Felizmente, uma empresa britânica já está trabalhando na solução deste problema.

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A RML está preparando um programa de conversão do Vulcan para que ele possa ser usado em vias públicas, e aparentemente com a aprovação da própria Aston Martin. O processo inclui até mesmo os testes de emissões dos motores, novos faróis e lanternas e simulação de crash testes. Além disso, o carro terá sua suspensão ligeiramente elevada e terá as relações do câmbio modificadas.

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O custo da modificação ficará acima dos 100.000 dólares — pouca coisa perto dos 2,3 milhões cobrados pelo carro.

 

Teslas poluem mais que carros a gasolina em Hong Kong

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Já faz algum tempo que se questiona a noção de que carros elétricos são sempre menos poluentes que os modelos a combustão. Os países nórdicos chegaram a proibir o uso de expressões como “ecologicamente correto” ou “energia limpa” da publicidade de carros “verdes” por conta disso.

Agora, o Bloomberg News noticia que os modelos da Tesla poluem mais que carros a gasolina em Hong Kong. O problema está na forma de geração de energia elétrica na cidade. E não é só isso: a situação é ainda pior na China.

De acordo com o Bloomberg, mais de 50% da energia elétrica de Hong Kong é gerada por usinas térmicas que queimam carvão. Os outros 50% vêm da queima do gás natural. Por conta disso, um Tesla emite indiretamente 20% mais gases do efeito estufa que um BMW 320i.

A Tesla, por sua vez, afirma que as emissões reais são apenas metade das emissões dos carros a gasolina, quando se leva em consideração as fontes de energia. Atualmente há mais de 4.000 carros elétricos registrados em Hong Kong, beneficiados por incentivos governamentais que chegam a US$ 190 milhões.

Como dito anteriormente, na China o negócio pode ser mais grave, pois 60% da energia elétrica é produzida a partir de carvão. Não muito longe dali, na Singapura, o proprietário de um Tesla Model S foi multado por excesso de emissões pois o departamento de transportes daquele país colocou na conta as emissões da geração de energia.