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V6 biturbo, 400 cv, câmbio manual: o 370Z que a Nissan montou para o SEMA Show é uma receita em extinção

O Nissan 370Z já é um veterano – ele foi lançado em 2009 e já vai completar dez anos sem grandes atualizações. Dizem que “em time que está ganhando não se mexe”, e este parece mesmo ser o caso com o 370Z. Mas nenhum carro é tão perfeito que não possa melhorar, e a Nissan resolveu deixar isto bem claro com um dos projetos mais legais a marcar presença no SEMA Show 2018, que começa hoje e vai até o dia 2 de novembro: o 370Z Project Clubsport 23. Olha só para ele: nem parece um carro feito para o SEMA, não é?

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De acordo com a Nissan, a ideia foi criar um projeto focado no uso em track days que não ficasse deslocado em um encontro de entusiastas. Por isto, foi escolhida uma série de componentes de prateleira, aftermarket e feitos sob medida para montar o carro – e, de fato, o resultado estético ficou de muito bom gosto (ao menos na nossa opinião), levando em consideração que muitos projetos para o SEMA são bem mais, digamos… ousados no departamento estético.

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A fabricante diz que a abordagem foi a mesma utilizada por muitos entusiastas do mundo real – encontrar um carro em bom estado para servir como base, e um bom motor para realizar um engine swap. É claro que, se tratando de um projeto oficial, não deve ter sido difícil encontrar um Nissan 370Z em bom estado. Trata-se de um exemplar 2012 do 370Z Nismo, que já vinha de fábrica com reforços estruturais e suspensão recalibrada, e era originalmente equipado com o motor VQ37VHR (o mesmo que utiliza de 2009 até hoje) – um V6 naturalmente aspirado de 3,7 litros com 350 cv a 7.400 rpm e 38,1 mkgf de torque a 5.200 rpm.

O swap consistiu na troca do VQ37VHR por um VR30DDTT, V6 de três litros (2.997 cm³) biturbo que tem relação com o motor do Nissan GT-R. Utilizado no sedã Infiniti Q50 e no cupê Q60, o VR30DDTT entrega 406 cv a 6.400 rpm e 48,4 mkgf de torque entre 1.600 e 5.200 rpm. A Nissan não revelou qual foi a melhora no desempenho em linha reta mas, considerando que originalmente o 370Z é capaz de ir de zero a 100 km/h em cinco segundos – e a presença dos turbos, que aumenta o torque disponível na hora de passar para a 2ª marcha –, imaginamos uma melhora de três décimos. Meio segundo, sendo otimistas. Mas isto é apenas um detalhe, também.

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O motor VR30DDTT, aqui no cofre do Infiniti Q50

O câmbio escolhido para o projeto foi a transmissão manual de seis marchas do motor Nissan 370Z Nismo. Esta parte, segundo a Nissan, foi o maior desafio do projeto: o motor VR30 nunca havia sido acoplado a uma caixa manual antes (o Infiniti Q50 usa uma caixa automática de sete marchas), e por isso foi preciso encomendar uma nova embreagem, feita sob medida pela MA Motorsports – preparadora especializada em Nissan que fica em Maryland, EUA. A transmissão foi ligada a um diferencial traseiro de deslizamento limitado Nismo GT Pro-Carbon.

O motor recebeu algumas melhorias: um sistema de cold air intake da AMS Performance e válvulas blow-off da Z1 Motorsports. O sistema de escape, que também foi feito pela MA Motorsports, tem tubulação de aço inox com 76 mm de diâmetro – com as duas saídas realocadas para as laterais da placa na traseira. Já o sistema de arrefecimento recebeu um intercooler feito pela AMS Performance, um radiador para o sistema de direção da MA Motorsports e um novo radiador da Z1 Motorsports, que também forneceu novas mangueiras de silicone para o intercooler.

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Os freios ganharam novas pastilhas Nismo HC Street/Track – protótipos cuja versão comercial será lançada em breve, segundo a Nissan. Também foram equipados com discos ventilados e slotados da Nismo, além de linhas de aço inox. Já a suspensão conta com componentes recém-lançados da Nismo na dianteira e na traseira, molas Eibach atrás e amortecedores do tipo coilover da KW nos quatro cantos, além de barras de amarração Nismo. As rodas são um jogo de RAYS Volk Nismo (que também deverão ser disponibilizadas na rede de concessionárias Nissan futuramente), calçadas com pneus de medidas 285/35.

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A customização estética é outro destaque do Project Clubsport 23 – como já dissemos, uma quebra no estilo geral dos projetos para o SEMA, com modificações simples e de bom gosto. A carroceria recebeu um envelopamento na cor laranja “Gloss Burnt Orange” e um novo body kit com splitter frontal e difusor traseiro em fibra de carbono (este, com uma luz de neblina central embutida), capô de fibra de carbono com travas Aerocatch, espelhos retrovisores externos em fibra de carbono e detalhes nas colunas com o mesmo material.

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Já no interior do carro foi instalado um par de bancos Sparco QRT-R de competição (que acabaram de ser lançados) com cintos de seis pontos. O volante é um Sparco R383 com cubo rápido Bell Works Rapfix. Além disso, o revestimento do interior foi todo refeito em couro com padrão matelassê, em uma referência ao Nissan 240Z dos anos 60. O interior ganhou uma gaiola de proteção soldada, e o cofre do motor teve instalado um sistema de supressão de incêndio.

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Embora o carro seja, inicialmente, apenas uma demonstração do que pode ser feito no 370Z em termos de customização para as pistas, a Nissan já deu a letra de que, dependendo do interesse gerado durante o SEMA, poderá ser disponibilizado um “build kit” com os principais componentes e toda a parte elétrica necessária para que os entusiastas recriem o projeto por conta própria. Se isto ocorrer mesmo, será uma bela despedida para o 370Z, cujo sucessor já foi confirmado pela Nissan – e poderá ser apresentado em outubro do ano que vem, quando será comemorado o 50º aniversário do 240Z.

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