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Mercado e Indústria

Viper volta a ser Dodge, Dart SRT terá turbo e tração integral, e as novidades da Jeep

Como dissemos anteriormente em nosso Zero a 300, o grupo Fiat Chrysler apresentou hoje nos EUA os planos para os próximos cinco anos de todas as suas marcas e divisões. Para o lado americano, o grupo decidiu mexer novamente no posicionamento e segmentação de seus modelos e marcas, visando aproveitar ao máximo os valores e características de cada uma delas. Aqui estão as principais novidades e previsões do Grupo para a Jeep, Dodge e Chrysler.

Dodge

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Esqueça aquela velha especulação de que a marca Plymouth poderia ser trazida do mundo dos mortos para tornar-se uma divisão esportiva. Aqui o grupo Fiat Chrysler surpreendeu até mesmo o pessoal mais ligado nos segredos: a divisão esportiva da marca será a Dodge e a SRT voltará a ser uma versão dos modelos da marca. Talvez os italianos tenham percebido o pouco apelo da sigla que soa muito melhor como sobrenome — afinal você prefere ter um Dodge Viper SRT ou um SRT Viper? O modelo segue igual até julho de 2015, quando passará por um facelift de meia vida.

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Com as mudanças, os modelos gêmeos da Chrysler serão descontinuados ou reformulados para se alinhar ao DNA da marca. Claro, as novidades não se limitam a isso. Lembra que o Charger estava cotado para vir ao Brasil? Pois se vier mesmo, ele chegará depois da renovação da linha, que será lançada nos EUA em outubro deste ano — que chegará ao SRT em janeiro de 2015.

No segundo semestre é o Challenger renovado quem dá as caras. Já falamos deles por aqui e, ao contrário do que se pensava, o Grupo pretende manter a atual geração ativa até 2018, e só então fazer um novo modelo. Se você está curioso em relação aos motores, a marca irá trabalhar com três unidades V8 diferentes: Hemi 5.7, Hemi 6.4 e Hemi 6.2 Supercharger “Hellcat” — este último deve servir de armamento para o Challenger na briga com Shelby GT500 e Camaro ZL1.

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Outra bela surpresa da Dodge é que o Dart será mantido, apesar das pretensões musculosas da marca. Mas ele não será uma nota fora do tom, e é aqui que as coisas ficam mais interessantes: o Dart SRT será um sedã com motor turbo — ainda não se sabe se será o 1.4 multiair ou uma versão inédita do 2.4 multiair — e tração integral, o que soa como um rival americano para o Subaru WRX (já que o Mitsubishi Lancer Evolution deixará de ser produzido como o conhecemos). O atual modelo foi cotado para o Brasil, mas acabou cancelado pois custaria mais do que a concorrência — formada por sedãs médios.

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O crossover Journey também permanece na linha, e terá uma nova geração a partir do segundo semestre de 2016, que será seguida pela versão SRT. Outra novidade que está nos planos da Dodge é uma família de sedã e hatchback compactos com motores turbo — 1.4 multiair — e tração dianteira prevista para 2018. Será um sucessor espiritual dos GLHS?

Jeep

Aparentemente a Jeep está seguindo a trilha aberta pela Land Rover, que apesar de fazer carros de alto luxo, como o Range Rover Vogue, manteve a capacidade de enfrentar as piores estradas e obstáculos como seus antecessores vindos da lama. Para isso, a marca irá encerrar a produção dos soft roaders mal-falados da era DaimlerChrysler e pretende fazer com que todos os Jeep tenham capacidade off-road como forma de agregar valor a eles, diferenciando-os dos concorrentes. Até mesmo o pequeno Renegade terá uma versão com reduzida e altura de rodagem maior, além de excelentes ângulos de ataque, saída e transposição.

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Quanto à linha, eles terão seis produtos, que vão do crossover compacto Renegade até o futuro Wagoneer, um modelo maior que o Grand Cherokee. O atual Compass está com seus dias (ou anos) contados: sai de linha em 2016 junto com o Patriot (que não tivemos por aqui) e ambos serão substituídos por um novo modelo. Para 2017 a marca prevê um facelift para o Renegade  uma nova geração do Grand Cherokee e do Wrangler.

 

Como se sabe, a Jeep terá uma fábrica em Pernambuco, que já está ficando pronta e deve começar a operar no começo de 2015. Lá, serão produzidos o Jeep Renegade e seu irmão de plataforma, o Fiat 500X. A marca já oferece no Brasil os modelos Compass, Wrangler e Grand Cherokee, e anunciará o novo Cherokee nos próximos meses, portanto, é quase certo que todas as novidades sejam oferecidas por aqui.

Chrysler

Com a Dodge voltada para uma pegada mais esportiva, a Chrysler será a marca encarregada das versões mais brandas no mercado de grande volume. Isso significa que a marca não terá versões esportivas e irá brigar em praticamente todos os segmentos — dos chamados compactos, onde estão Toyota Corolla, Chevrolet Cruze e Honda Civic, aos modelos “full-size“, onde o 300C briga com Hyundai Genesis e os importados alemães. Além disso, a marca também será a responsável pelos modelos híbridos e mais eficientes em termos de consumo de combustível.

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A primeira mudança chega com o sedã 200, que já foi apresentado e está começando a ser entregue aos clientes nos EUA. O modelo já foi descartado para o Brasil. Em seguida quem muda é o 300C, que passará por um facelift de meia vida para encarar os próximos quatro anos antes de ganhar uma nova geração/substituto em 2018.

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A principal novidade da marca virá em seu produto mais emblemático, a minivan Town & Country, que ganhará uma versão híbrida em 2016 e dará origem a um crossover full-size no ano seguinte. Considerando o que já foi dito recentemente sobre a marca, é provável que apenas 300C e as minivans sejam oferecidas no Brasil.

 

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