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Volkswagen Up! sai de linha no Brasil (e Fox ganha sobrevida), Ford anuncia acordo para demissão de funcionários, Renegade só terá motor turbo em 2022 e mais

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Volkswagen Up sai de linha no Brasil

Não demorou: apenas três meses depois de chegar à linha 2021, o Volkswagen Up acaba de sair de linha no Brasil. A fabricante confirmou que está encerrada sua produção em Taubaté (SP).

Os últimos dias do Up no Brasil não foram muito glamourosos: o hatchback foi rebaixado a modelo de quatro lugares (como no projeto original europeu) para que a VW não tivesse que colocar nele um terceiro encosto de cabeça no banco de trás e cintos de três pontos para todos os ocupantes. Mas ele tinha outro problema, inerente ao projeto: apesar de adaptado para o Brasil, o Up ainda era um carro de padrão europeu e, por isso, não podia ter preço de carro popular sem perder muitos equipamentos.

Então, ao longo dos sete anos em que foi fabricado no Brasil – ele foi lançado em 2014 – o Up foi aos poucos se tornando quase que um compacto premium. Um carro excelente, recebendo até mesmo o ótimo motor 1.0 TSi de três cilindros, mas que custava muito caro.

A última versão do Up à venda no Brasil foi a Xtreme, com suspensão elevada, apliques plásticos na carroceria e somente com motor 1.0 turbo de 105 cv e 17,3 kgfm de torque. Custava R$ 61.290 – pouco menos que um VW Polo com motor 1.0 aspirado que, apesar de menos potente, tem mais espaço e cinco lugares, além de trazer um projeto atual – ele é feito sobre a plataforma MQB, afinal.

 

Volkswagen Fox recebe mudanças leves para continuar em linha

Por outro lado, o Volkswagen Fox segue resistindo à idade. O veterano compacto lançado em 2003 já vendeu mais de 2 milhões de exemplares no Brasil e chega à linha 2022 com pequenos ajustes para se manter em linha por mais algum tempo – e oferecer a quem achava o Up caro demais uma opção mais racional. Curiosidade: para quem não lembra, o Up foi o substituto do Fox como carro de entrada da Volks na Europa, porque o projeto brasileiro não agradou tanto por lá.

O Fox 2022 chega custando R$ 59.940 na versão Connect e R$ 66.140 na versão Xtreme – um aumento de quase R$ 1.000 para ambas. Ainda assim, mesmo após o reajuste, o Fox Connect custa menos que o Up e continua sendo o carro 1.6 mais barato (ou, para repetir o clichê, menos caro) do Brasil. Como é um projeto antigo que já “se pagou”, o Fox não sofre tanto assim com a oscilação dos preços que abateu-se sobre nosso mercado nos últimos tempos.

Por fora, o que muda é que o Fox Connect perde os frisos laterais pintados na cor da carroceria. O Xtreme, por sua vez, é exatamente igual ao modelo 2021. Ambos são razoavelmente bem equipados de série: o Fox Connect traz direção elétrica, ar-condicionado, rodas de liga de 15 polegadas, central multimídia com tela colorida de 6,5 polegadas e conexão Android Auto e Apple CarPlay, volante multifuncional, vidros elétricos, travas elétrica, alarme, faróis de neblina, sensor de ré e cruise control. Já a versão Xtreme traz o mesmo pacote, porém com rodas de 16 polegadas com acabamento diamantado e a adoção de um para-choque dianteiro exclusivo, molduras nos para-lamas, faróis de longo alcance, máscaras negras, spoiler traseiro, adesivos na carroceria, câmera de ré e rack de teto.

 

Ford anuncia acordo com funcionários para demissão coletiva em Taubaté

A Ford encerrou mais um capítulo em sua dramática mudança de direcionamento no Brasil. Com o fechamento das fábricas e a conversão da empresa em importadora, o destino de seus funcionários precisava de uma solução – e ontem (7) foi fechado um acordo com os trabalhadores de Taubaté (SP) para iniciar um Plano de Demissão Incentivada (PDI).

O acordo estipula que a Ford pague dois salários extras por ano trabalhado aos funcionários que recebem por hora, e um salário adicional aos que recebem por mês. Além disso, inclui-se um programa de qualificação para ajudar funcionários recém-demitidos a serem reintegrados no mercado de trabalho.

Por enquanto não há uma data estipulada para o início das demissões. E o acordo só vale para a fábrica paulista: em Camaçari (BA), ainda não chegou-se a um consenso.

 

Jeep Renegade terá motor turbo só em 2022

A Jeep apresentou nesta semana a série 80 Anos, que contempla Compass, Renegade e tambem os importados Wrangler e Grand Cherokee, em homenagem ao 80º aniversário da Jeep. Houve quem esperasse o anúncio do novo motor 1.3 turbo T270 (que é nada mais que o 1.3 turbo GSE da Fiat com outro nome) para o Jeep de entrada, mas por ora apenas o novo Compass, previsto para chegar às lojas em junho, ficará com a novidade.

Durante a apresentação do Renegade 80 Anos, os executivos da Fiat reforçaram que não há planos para que o modelo seja equipado com o 1.3 turbo na linha 2021. O Jeep Renegade eventualmente receberá o novo motor, mas só em algum momento de 2022, ou talvez até depois.

Por ora, a divisão brasileira da Stellantis se concentra no desenvolvimento do SUV do Argo, que deve ser revelado em 4 de maio mas só chegará às lojas perto do fim do ano; e também na reestilização da Toro.

 

Morgan mostrará novo 3-Wheeler ainda nesse ano

A Morgan anunciou nesta semana que um novo 3-Wheeler está a caminho, que ele será revelado ainda em 2021, e que no ano que vem já chegará às lojas.

Isto importa porque, graças às leis de emissões cada vez mais severas na Europa, o atual 3-Wheeler ficará, em breve, em desacordo com os padrões. Seu motor V-twin, fabricado pela americana S&S, será descontinuado e o 3-Wheeler, também.

Os ingleses não falam muita coisa sobre o novo carro. Uma foto de um protótipo em testes, publicada pela Autocar, leva a crer que seu motor será instalado de forma mais convencional, sob a carroceria – o que sugere a adoção de um motor maior. Segundo a publicação britânica, circulam rumores de que o motor do próximo 3-Wheeler será fornecido pela BMW – e eles até dizem que, se for o menor motor que a BMW coloca em seus carros, possivelmente estamos falando do 2.0 turbo empregado pelo Z4. Mas… será que não cabe um boxer da BMW Motorradi ali naquele cofre?

O que não teremos, por ora, é um Morgan 3-Wheeler elétrico. Faz quase dois anos que a fabricante cancelou o projeto, que já tinha até um conceito bem próximo do modelo final, dizendo que ainda não havia tecnologia suficiente para colocar algo assim em prática.

 

Pagani Zonda Revolución vai ganhar versão de rua pelas mãos da Lanzante

Conhecia pelo McLaren P1 GTR legalizado para as ruas, a Lanzante agora quer colocar as mãos em outro brinquedo de pista: o Pagani Zonda Revolución.

A versão de track day do Pagani Zonda tem um V12 aspirado de seis litros com 830 cv e 74,4 kgfm de torque, câmbio sequencial de seis marchas e tração traseira, além de um conjunto aerodinâmico bastante radical se comparado ao já nada discreto Zonda. Ele pesa 1.070 kg.

O processo de “legalização” ainda não foi definido pela Lanzante, que ainda está estudando o projeto do Zonda Revolucion para estabelecer as modificações necessárias, mas é certo que o hipercarro ficará um pouquinho mais pesado. E que custará uma fortuna.

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