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Car Culture

2.000 cv, 0 a 300 km/h em sete segundos: a fúria do Nissan GT-R Alpha Omega

O potencial do Nissan GT-R e de seu motor V6 3.8 biturbo de 553 cv é mais do que conhecido, mesmo sem modificação alguma — e mais ainda na versão Nismo, de 603 cv. Mas, para algumas pessoas, desafiar a física com um GT-R original ainda não é o suficiente. As preparadoras são as melhores amigas destas pessoas; preparadoras como a AMS Performance, que criou o extremo GT-R Alpha Omega.

É bem provável que, sendo fã do GT-R ou não, você já tenha ouvido falar do Alpha Omega, um monstro de 2.000 cv capaz de chegar aos 300 km/h em 7,83 segundos no quarto-de-milha. É absurdamente rápido.

O Nissan GT-R Alpha Omega foi um dos destaques do Texas Invitational, evento de arrancada privado que acontece algumas vezes por ano no Texas, normalmente em pistas de pouso fechadas ou abandonadas. São eventos fechados, aos quais comparecem apenas as equipes e pilotos e seus convidados — e, claro, equipes de filmagem como o pessoal do 1320video, canal no YouTube que se especializou em mostrar os carros mais extremos da cena automotiva americana. O Alpha Omega, sem dúvida, se encaixa nesta categoria.

Talvez seja meio herege colocar este monstro japonês feito para devorar curvas em uma pista de arrancada, mas não dá para não admirar o que a AMS Performance faz com o V6 de 3,8 litros do GT-R.

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Primeiro, ele não desloca mais 3,8 litros, e sim quatro. A AMS diz que amplia apenas o diâmetro do cilindro, sem altera o curso dos pistões, de modo que a capacidade de girar alto do VR38DETT não é afetada — e, com as modificações certas, a preparadora diz que o motor é capaz de girar “bem acima das 8.000 rpm”. A taxa de compressão também é aumentada, e o bloco é reforçado usando um  método que a AMS não revela, mas garante tornar o motor capaz de suportar mais de 140 mkgf de torque.

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Os reforços se estendem para os pistões, anéis e bielas. Os cabeçotes são retrabalhados e todos os dutos são polidos para melhorar o fluxo e os comandos originais dão lugar a componentes de graduação mais agressiva.

Contudo, nada disso surtiria o efeito desejado se não fossem as modificações nos turbocompressores. As duas turbinas originais dão lugar a um kit desenvolvido pela própria AMS — o kit Alpha Turbo —, com turbos maiores e tubulação menos restritiva. Há vários estágios do Alpha Turbo: Alpha 10 (1.000 cv), Alpha 12 (1.200 cv), Alpha 16 (1.600 cv) e, claro, o Alpha Omega, que parte de 1.700 cv e pode ultrapassar os 2.000 cv.

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Os kits custam a partir de US$ 8.000 e podem passar dos US$ 65.000 (R$ 20.000 e  R$ 160.000, aproximadamente), mas o kit Alpha Omega não tem seu preço divulgado — se quiser saber, é preciso entrar em contato com a AMS, que também vende motores completos, selados, e garante que o swap é uma questão de desapertar e apertar parafusos. Quer o V6 4.0 de 2.000 cv do Alpha Omega no seu GT-R? É só encomendar.

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