Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem alma gerados por IA alucinadas.
Este é o Mustang Dark Horse SC

Lembra quando falamos do abismo que existe atualmente entre o Mustang Dark Horse e o Mustang GTD — que foi aproveitado pela Shelby com o novo Super Snake e o Super Snake R? Pois a Ford agora apresentou uma nova versão do Mustang que se encaixa justamente nesse intervalo de preço e desempenho: o Dark Horse SC.

Pense nele como o GT500 desta geração. Aliás, a Ford disse que não chamou o carro de GT500 por que o Dark Horse é um carro da Ford Racing, e a Shelby não participa do automobilismo. Essa, claro, é a versão oficial; na prática a Ford decidiu não usar o nome Shelby nesta geração do Mustang justamente por causa do rebranding da Ford Performance como Ford Racing e de sua incursão no automobilismo — especialmente no Mundial de Endurance (WEC).

É por isso que eu digo para pensar nele como o GT500 desta geração. A receita, afinal, é a mesma: um bodykit parrudo e um motor V8 5.2 supercharged (daí o nome SC) — que ainda não teve a potência exata divulgada, mas que ficará entre os 500 cv do Dark Horse aspirado e os 815 cv do GTD. Na prática, espere algo em torno de 650 cv a 700 cv. A má notícia aqui é que ele não terá câmbio manual, apenas a transmissão de embreagem dupla e oito marchas.

A receita ainda inclui suspensão MagneRide, braços de controle dianteiros e mangas de eixo redimensionados, rodas de fibra de carbono, freios de carbono-cerâmica Brembo, pneus Michelin Pilot Spot Cup 2 R e controle de tração ativo de cinco estágios vindo do GTD. Por dentro, ele ganha bancos Recaro e pacotes de personalização que parecem tentar conquistar o público que considera comprar um Porsche 911.

Quanto ao preço, a Ford também decidiu fazer suspense, limitando-se a dizer que ele ficará entre os US$ 70.000 do Dark Horse e os US$ 300.000 do GTD. Considerando o preço do Shelby Super Snake também, eu apostaria em algo entre US$ 100.000 e US$ 150.000 nos EUA. O lançamento oficial e todos os detalhes serão apresentados ainda neste semestre.
M3 elétrico chega ano que vem – tentando parecer um M3 a combustão…

Faz sentido substituir ou oferecer uma alternativa a um carro oferecendo um carro que tenta fazer o mesmo que o carro original? Pois é isso o que a BMW pretende fazer com o M3 elétrico, que será o primeiro modelo desse tipo da BMW M e chega em 2027.
O carro terá quatro motores elétricos, que fornecerão tração integral e tração traseira conforme a demanda de tração e o gosto do motorista. Esse é o ponto-chave e a principal novidade técnica do carro. Mas o que chama a atenção é como a BMW se esforçou para dizer que ele terá a mesma pegada emocional do M3 a combustão. Além da possibilidade de tração traseira, ele também terá simulação de trocas de marcha e opções de “paisagem sonora” — as chamadas “soundscapes”.

Claro, eu entendo que isso é uma forma de trazer mais apelo a um tipo de carro que, por sua natureza, é muito difícil de se personalizar em termos dinâmicos. Motores elétricos se comportam de forma muito semelhante e não têm as nuances dos motores a combustão. Restam a suspensão e artifícios para torná-lo mais interessante para quem procura algo elétrico com o nome M3 (ou iM3 ou M3EV; o nome ainda não foi definido, mas as apostas são estas).

Os motores (dois no eixo dianteiro e dois na traseira, um em cada roda) são arranjados em paralelo, e entregam potência individualmente para as rodas, e as duas unidades têm um inversor. A ideia aqui é controlar a potência e torque de cada roda para obter controle de estabilidade, tração e vetorização de torque entre os eixos e entre as rodas do mesmo eixo. Com isso, a BMW diz que o carro terá uma “experiência de direção nunca alcançada antes”.

Tudo é muito interessante, mas você não tem a sensação de que este carro só está sendo feito por que a BMW é obrigada a fazê-lo, e não por que há uma demanda sólida por ele?
Mais um Mustang, mais um restomod neste início de 2026…





Sentiram falta de restomods no Zero a 300? Então aqui vai mais um: depois do Corvette C1 “Z06”, agora temos um Shelby GT350TR. Sim, TR, de Trick Rides, a preparadora que idealizou e realizou este carro.
Olhando as fotos ele parece mais um Mustang Fastback da primeira fase personalizado com inspiração no Eleanor, mas isso é só a capa do livro. Quando você abre e olha o conteúdo, encontra um Coyote V8 5.0 supercharged de 700 cv, com sistema de escape Magnaflow e combinado ao câmbio Tremec T-56 de seis marchas.
Evidentemente não se trata de um mero mustang 65-66 com um swap de motor — especialmente por que o monobloco do Mustang dessa época não é dos mais rígidos mesmo para preparações mais mundanas. Além dos reforços estruturais, a Trick Rides ainda deu a ele suspensão dianteira com coilovers Fox, barras estabilizadoras mais espessas nos dois eixos, suspensão traseira four-link e o famoso eixo/diferencial de 9 polegadas da Ford. As rodas são da Forgeline enquanto os freios Baer têm pinças de seis pistões na frente e quatro pistões na traseira.
O bodykit, diferentemente da maioria dos restomods deste tipo, é feito todo em aço — o que é um argumento de vendas apelativo nesse nicho. Agora… a questão é o preço. Ele é certamente um carro muito competente, mas custa US$ 339.000 — preço do Mustang GTD zero. Faz sentido pra você?
Fiat sugere limitar a velocidade dos carros para baratear os itens de segurança

Vejam só… ainda ontem falávamos sobre os carros descartáveis e como a segurança ajudou nesse cenário — além de ajudar a matar o carro popular. Agora vem a Fiat, em uma entrevista à Autocar, e sugere uma forma de reverter esse quadro.
O CEO da marca, Olivier François, sugeriu uma solução radical para reduzir o custo dos compactos: limitar a velocidade máxima dos veículos a 117 km/h para criar um “atalho” regulatório que permita dispensar a obrigatoriedade dos caríssimos sistemas ADAS, como frenagem autônoma e sensores de permanência em faixa.
A lógica de François é simples: os sistemas ADAS atuais são projetados para atuar em velocidades de rodovia, onde os impactos são potencialmente fatais. Como carros do porte de um Panda, Grande Panda ou 500 são essencialmente urbanos, o executivo argumenta que a instalação de câmeras e sensores complexos encarece o produto final em cerca de 60% sem oferecer um benefício real para o uso na cidade. “Tenho dificuldade em entender por que precisamos desse hardware caro. Não acho que os carros urbanos de 2018 eram extremamente perigosos”, afirmou o CEO, defendendo que a segurança não deveria ser uma barreira financeira intransponível para quem precisa de mobilidade básica.
A proposta de limitar o velocímetro a 117 km/h — um número curiosamente específico que flerta com os limites legais de várias rodovias europeias — visa enquadrar esses novos modelos na categoria M1E. Esta nova norma, recentemente aprovada na Europa, foi criada justamente para estimular carros elétricos urbanos acessíveis e fabricados localmente, permitindo regras de homologação menos rígidas. Para modelos como o Grande Panda elétrico, que hoje já é limitado a 132 km/h, a perda de desempenho seria irrisória perto da economia potencial no preço final.
Embora a ideia ainda não tenha força de lei, ela reflete a pressão dos fabricantes contra a escalada de preços imposta pelas normas de segurança e emissões. Se a medida prosperar, a Fiat poderá inaugurar uma nova era de “Kei cars” europeus: veículos focados na eficiência de custos e no propósito urbano, abrindo mão do status de “faz tudo” em troca de valores que os consumidores possam pagar.


