Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem alma gerados por IA alucinadas.
Porsche quebra recorde de vendas com os carros que ela está “matando”

A Porsche divulgou seus números de venda globais em 2025 e eles refletem o momento de transição da marca: uma queda de 10% no volume total de vendas. Era esperado: em 2025 a Porsche encerrou a produção dos 718 Cayman e Boxster em outubro e deixou de oferecer o Macan a combustão em alguns mercados. Curiosamente estes dois modelos foram justamente os que ajudaram a Porsche a quebrar seu recorde de vendas nos EUA, que sempre foram seu maior mercado.
O aumento das vendas do 718 nos EUA é claro: com o fim da produção, o público garantiu as últimas unidades puramente a combustão antes do fim de fabricação. Os dois carros venderam 6.399 unidades, que correspondem ao maior volume de vendas do modelo desde que a nomenclatura 718 foi adotada, em 2016.
O recordista de vendas da Porsche, não só nos EUA, mas no mundo todo, foi o Macan. E aqui há uma pegadinha: a Porsche divulga o volume total dos “nameplates”, ou seja: ela combina o Macan EV de segunda geração ao Macan a combustão de primeira geração. Não é possível saber quantos de cada tipo foram vendidos com os números divulgados pela Porsche — ela divulga apenas o total de 84.328 unidades em todo o mundo e 27.139 unidades nos EUA.
A Porsche também diz que em 2025, 34,4% dos carros vendidos eram híbridos ou elétricos, sem distinguir quantos eram puramente elétricos e quantos eram híbridos. Mas considerando que o Taycan teve uma queda de 22% em relação ao ano anterior (segundo a Porsche, devido à “desaceleração da adoção da eletromobilidade”) é evidente que boa parte destes carros “eletrificados” eram, na verdade, híbridos. Isso fica mais claro quando se considera que a Porsche admitiu erros na estratégia elétrica e explica o porquê de a Porsche estar desenvolvendo um novo Macan simplificado a combustão interna/híbrido e uma variação a combustão interna do próximo 718, que seria apenas elétrico.

Cayenne e Panamera também venderam menos em 2025: o SUV caiu 21% globalmente e o Panamera 6%. Somente o 911 se manteve inalterado, com um crescimento sutil de 1%. No geral, a Porsche perdeu 10% mercado em todo o mundo — exceto nos EUA e nos mercados “além-mar” e emergentes, justamente onde a eletrificação está menos avançada.
Por último, um dado que diz muito sobre o cenário atual, não só da Porsche, mas do mercado em geral: o volume de seminovos certificados pela Porsche aumentou 11% — quase 50.000 unidades somente nos EUA, o que pode ser uma evidência de que os clientes estão recorrendo aos usados certificados como alternativa à alta de preços dos modelos novos, ou mesmo como alternativa aos modelos eletrificados.
Produção de veículos no Brasil fica abaixo do esperado

A indústria brasileira fechou 2025 com uma produção total de 2,64 milhões de veículos, o que representa um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento, ainda estamos abaixo dos volumes pré-pandemia e abaixo da projeção para o ano — a expectativa era atingir as 2,8 milhões de unidades produzidas. Segundo a Associação das Fabricantes (Anfavea), o freio no crescimento se deve à taxa Selic em 15%, acima dos 12,25% previstos, o que dificulta o crédito para aquisição dos carros novos.
O aumentou da produção foi muito impulsionado pelas exportações, que totalizaram 528.000 unidades, um aumento de 32,1%. O principal comprador foi a Argentina, que aumentou o volume comprado em 85% em relação a 2024. Por outro lado, as importações colaboraram na estagnação do mercado interno, em especial as importações chinesas, que chegaram a 37,5% do total de importados, enquanto Mercosul e México, juntos, correspondem a 48,8%.
Para 2026, a Anfavea projeta novamente um crescimento moderado, com alta estimada em 3,7% na produção, o que elevaria o volume total para 2,74 milhões de unidades — abaixo da expectativa para 2025 e, novamente, abaixo da produção de 2019. A entidade aposta em medidas governamentais, como o programa Carro Sustentável e novas linhas de crédito para caminhões, mas ainda é preocupante que a indústria não tenha se recuperado dos níveis pré-pandemia e ainda mantenha um volume de produção inferior ao recorde de 2013, quando 3,17 milhões de veículos foram produzidos no país.
Red Bull e Racing Bulls divulgam pintura de 2026

A Red Bull Racing inaugurou sua “nova era” na Fórmula 1 com o lançamento da pintura para a temporada de 2026, realizado em Detroit. O evento marcou o início da parceria técnica com a Ford, que estampa seu logotipo no bico e na cobertura do motor do novo RB22. Apesar da mudança radical sob a carenagem — com a estreia das unidades de potência próprias da Red Bull Ford Powertrains — a identidade visual permanece conservadora, mantendo o tradicional azul marinho, agora com um acabamento brilhante que remete ao primeiro carro da equipe em 2005.
O novo carro será pilotado pelo tetracampeão Max Verstappen, que para esta temporada decidiu trocar seu número 33 pelo número 3 (seu favorito e anteriormente usado por Daniel Ricciardo). Ao seu lado, a equipe promoveu o jovem francês Isack Hadjar, que sobe da Racing Bulls para ocupar a vaga deixada por Yuki Tsunoda, agora piloto reserva da escuderia. A equipe irmã, Visa Cash App Racing Bulls (VCARB), também revelou sua pintura em Detroit, mantendo o esquema predominantemente branco com detalhes em azul e preto, e terá como dupla Liam Lawson e o estreante de 18 anos Arvid Lindblad.

A estreia oficial do RB22 e dos novos propulsores acontecerá no GP da Austrália, em 8 de março, data que marca também a entrada das novas equipes Audi e Cadillac no grid. Antes disso, os carros vão para a pista nos testes de pré-temporada em Barcelona, previstos para o final de janeiro.
Ford terá o V8 Coyote no Hypercar de Le Mans

Sim, mais uma da Ford — eles dominaram o Salão de Detroit neste ano. A última é que eles divulgaram os primeiros detalhes da ofensiva para as 24 Horas de Le Mans de 2027: o novo hipercarro da marca usará o motor V8 Coyote de 5,4 litros — uma derivação do motor já usado no Mustang GT3, naturalmente aspirado.
Embora compartilhe o bloco com o motor do GT3, Dan Sayers, chefe do programa de hipercarros da Ford, destacou que o V8 do protótipo é uma unidade de competição muito mais refinada, com a maioria dos componentes internos feita sob medida para reduzir o peso. O chassi será desenvolvido em parceria com a Oreca, seguindo a mesma base técnica utilizada por marcas como Audi, Alpine e Genesis.
No cockpit, a Ford anunciou um trio de peso liderado pelo americano Logan Sargeant. O ex-piloto de Fórmula 1, que recentemente disputou provas de endurance na IMSA pela classe LMP2, fará sua estreia no programa de fábrica da Ford após uma breve passagem pelos testes de desenvolvimento da Genesis. Sargeant terá como companheiros os veteranos Mike Rockenfeller — campeão do DTM e vencedor geral de Le Mans em 2010 — e Sebastien Priaulx, ambos com experiência no programa oficial do Mustang GT3.
Por enquanto, o compromisso da Ford está restrito ao Mundial de Endurance (WEC) com uma operação de dois carros até 2029. Apesar das expectativas, a marca ainda não confirmou um programa paralelo para a IMSA nos Estados Unidos, embora Sayers admita que a participação no campeonato americano seja uma possibilidade “imaginada” para o futuro, talvez a partir de 2028. O novo hipercarro, que ainda não teve nome ou visual definitivo revelados, deve fazer sua estreia oficial na etapa de abertura do WEC no Catar, em março de 2027.
Honda XR300L ganha edição especial inspirada no Dakar

A Honda anunciou a primeira série especial da nova geração de sua trail média: a XR 300L Tornado Special Edition. Com preço sugerido de R$ 31.540 (sem frete) ela tem inspiração na história das motos Honda no Dakar/Paris-Dakar.


A diferenciação começa pelos grafismos. Sobre a base vermelha, a Special Edition ganha adesivos exclusivos que incluem logotipos “Red Rider”, “Pro Honda” e o número “300” estampado nas laterais e na carenagem do farol, simulando as placas de numeração das motos de corrida. Outra mudança estética é o acabamento: peças como guidão, rodas, chassi, balança traseira e o garfo da suspensão dianteira abandonam o preto brilhante da versão padrão e adotam um tom preto fosco.

Na parte mecânica, não houve alterações. A Tornado segue com o motor monocilíndrico de 293,5 cm³ flex, que entrega 24,8 cv com etanol e 24,3 cv com gasolina (a 7.500 rpm), além de 2,74 kgfm de torque. O câmbio de seis marchas conta com embreagem assistida e deslizante, conjunto ligeiramente menos potente que o da irmã Sahara 300 devido à caixa de ar reduzida, mas compensado pelo peso seco de apenas 143 kg.

A ciclística também permanece inalterada, mantendo o foco no uso misto com rodas raiadas de 21 polegadas na frente e 18 atrás, calçadas com pneus de uso misto. A suspensão tem 245 mm de curso na dianteira e 227 mm na traseira, com 268 mm de vão livre do solo. Os freios usam discos nas duas rodas, com ABS de dois canais de série. As vendas começam em fevereiro de 2026 com três anos de garantia e óleo grátis em sete revisões.


