Aston Martin Valhalla chega ao Brasil

A UK Motors, representante oficial da Aston Martin no Brasil, apresentou neste último final de semana (17) a primeira unidade do Valhalla a chegar ao País. Projetado em parceria com a Red Bull Racing — com participação de Adrian Newey, inclusive — o modelo é o segundo no topo da linha da Aston, posicionado imediatamente abaixo do Valkyrie, também projetado em parceria com a Red Bull Racing.
Apresentado originalmente como “Son of Valkyrie” (Filho da Valkyrie), o Valhalla é uma espécie de variação “user-friendly” do modelo de topo. Ele herdou o monocoque de fibra de carbono, a posição central-traseira do motor e o arranjo diedral das portas, mas é mais longo, mais largo e mais alto. A proposta menos radical também permite que ele tenha uma cabine mais prática para o uso comum — o que também resulta em um peso mais alto; 1.655 kg vs 1.355 kg.



Originalmente o conceito previa um motor V6 biturbo de três litros desenvolvido pela própria Aston, mas a versão final, de série, recebeu um conjunto híbrido formado pelo V8 4.0 biturbo da Mercedes-AMG e três motores elétricos síncronos, de magneto permanente para entregar uma potência combinada de 1.079 cv. A bateria de 150kW pode ser carregada na tomada (PHEV) e o câmbio é um DCT de oito marchas fornecido pela Graziano.









A assinatura de Newey está no projeto aerodinâmico, claro. O Valhalla tem um spoilier ativo oculto na dianteira, fundo plano com túneis venturi e uma asa traseira chamada “FlexFoil” que, além de ter ajustes ativos, também é capaz de se flexionar e torcer para otimizar redução de arrasto e downforce. O conjunto é capaz de gerar mais de 600 kg de downforce a 240 km/h.
Serão trazidas apenas dez unidades para o Brasil, inicialmente — todas já vendidas, claro. O preço varia de acordo com a configuração de personalização, mas passa dos R$ 13.000.000, segundo a própria UK Motors.
Fotos: @nsdcarsby/FlatOut Brasil
Chevrolet faz o Onix 1.2 manual que a gente sempre quis… e vai continuar querendo

Sabe aquele Onix 1.2 manual que você sempre quis que a Chevrolet fizesse? Pois ela fez. Mas não para colocar a venda nas lojas, infelizmente. Batizado Onix Track Day, ele é um show car feito exclusivamente para a comemoração dos 100 anos da marca no Brasil e não tem a menor chance de ser produzido em série.

O modelo foi desenvolvido no Brasil, pela engenharia local da GM, e tem a receita completa de um carro de track day: motor maior, de 1,2 litro com preparação específica para pista (a potência não foi divulgada, mas estima-se algo entre 130 cv e 140 cv) e combinado ao câmbio manual de seis marchas.

A suspensão foi recalibrada com amortecedores mais rígidos e bitolas mais largas, além da redução na altura de rodagem. O carro teve todas as forrações internas removidas, restando apenas os bancos dianteiros concha e a estrutura do painel e quadro de instrumentos. No fim, o carro ficou 150 kg mais leve, chegando aos 950 kg em ordem de marcha.

Por fora, o carro recebeu rodas com tala de sete polegadas com pneus Continental PowerContact — os mesmos do Onix de rua, além de detalhes amarelos sobre a pintura preta. Segundo a GM, o carro é capaz de acelerar de Zero a 100 km/h em 8 segundos. Infelizmente, como já disse, ele não será produzido em série — mas deve inspirar entusiastas a fazer o “Onix RS que a GM não fez”.
Imola reconfigura a Tosa para tentar voltar à F1

Depois de ser excluído da temporada de 2026 para dar lugar ao GP de Madri, os administradores do circuito de Imola decidiram sacrificar um de seus pontos mais marcantes para se adequar às exigências comerciais da categoria. A mudança mais simbólica é a demolição da antiga casa localizada na parte interna da icônica curva Tosa. No lugar da casa, está sendo erguida a Casa degli Eventi, uma estrutura multiuso de hospitalidade com grandes janelas semicirculares que oferecerão uma visão panorâmica da curva, transformando um espaço subutilizado em uma fonte de receita VIP.
Além da pista, a modernização se estende aos arredores para resolver problemas crônicos de acesso. Estão sendo construídas duas novas rotatórias próximas à Tosa e a ponte de acesso principal será alargada de uma para duas faixas, incluindo uma ciclovia dedicada. No coração do autódromo, a área impermeável do paddock está sendo ampliada, o terraço dos boxes receberá uma cobertura definitiva e a região do centro médico foi repavimentada para atender às regulamentações do Mundial de Endurance (WEC).

Apesar do investimento pesado por parte dos gestores do circuito, Stefano Domenicali, CEO da F1, afirmou recentemente que o circuito só voltou ao calendário em 2020 devido à pandemia e que sua localização e infraestrutura limitada são “desafios” quando se fala em mover o circo da categoria até lá.
Segundo ele, o público jovem atual prioriza destinos modernos e de fácil consumo como Las Vegas, deixando o fator histórico em segundo plano. Por enquanto, Imola permanece como a primeira opção de reserva para 2026 e trabalha com a esperança de retornar como titular em 2027, possivelmente em um sistema de rodízio com outros circuitos europeus. Enquanto isso, o traçado segue confirmado como palco de etapas do WEC, European Le Mans Series e do tradicional Historic Minardi Day.
Mitsubishi confirma novo SUV para este ano – é a volta do Pajero?

A Mitsubishi finalmente voltou a falar sobre o sucessor de um dos seus modelos mais icônicos — e que, inexplicavelmente foi tirado de linha sem um substituto. Durante o Tokyo Auto Salon, realizado neste mês de janeiro de 2026, o presidente da marca, Takao Kato, confirmou oficialmente o lançamento de um novo SUV off-road de “estirpe” para 2026. Embora o executivo não tenha pronunciado o nome Pajero, todos os indícios — incluindo teasers recentes e flagras de protótipos camuflados na Europa e na Austrália — apontam para o retorno do nome.
Diferentemente do que sugeriam os rumores anteriores, o novo Pajero não deve compartilhar a plataforma com o Nissan Patrol. Tudo indica que a Mitsubishi desenvolveu tudo “in-house”, utilizando a base da nova Triton. Isso significa que o modelo manterá a arquitetura de chassi sobre longarinas em vez de migrar para uma estrutura monobloco urbana.
Sob o capô, a expectativa é que o SUV herde o conjunto motriz da picape: o motor 2.4 turbodiesel, que na nova geração entrega cerca de 204 cv e 47,9 kgfm de torque. Além da opção a diesel, a Mitsubishi estuda seriamente uma variante híbrida plug-in (PHEV), adaptando o sistema do Outlander, mas com o fôlego extra necessário para um veículo de maior porte e peso.
A Volta do Bugatti Veyron

A Bugatti acaba de confirmar o retorno do Veyron em uma edição única e ultraexclusiva feita pelo seu Programme Solitaire. Batizado como um tributo de um só exemplar, o novo hipercarro será revelado oficialmente no dia 22 de janeiro de 2026, data que celebra exatamente os 20 anos do lançamento do modelo original.
Diferentemente do Veyron clássico, este projeto utiliza a base e o motor W16 de 8,0 litros quadriturbo do Chiron Super Sport, o que faz deste o Veyron mais potente de todos, superando com folga os 1.200 cv das antigas versões Super Sport e Grand Sport Vitesse.
Além do conjunto mecânico, a Bugatti também usou a arquitetura moderna do Chiron no modelo, ainda que o visual remeta ao do Veyron original. Os teasers mostram silhuetas que remetem ao carro de 2005, e a unidade única deve adotar a clássica pintura em dois tons, vermelho e preto, com interior em bege e detalhes em alumínio escovado. O carro terá emblemas comemorativos de 20 anos e acabamentos artesanais exclusivos. O preço, dizem, irá passar dos 15 milhões de eurosp.
O Programme Solitaire, responsável pela criação, é a divisão de altíssimo luxo da Bugatti que produz no máximo dois carros por ano, focando em encomendas sob medida para colecionadores selecionados. Após a revelação digital no dia 22, o carro será a estrela principal da primeira edição do Ultimate Supercar Garage, evento que acontece em Paris entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro, paralelamente ao tradicional salão Rétromobile.


