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Este é o Capricorn 01 Zagato de produção

A essa altura de 2026 parece mais claro que o mercado de supercarros encontrou sua “reserva de valor” na pureza mecânica extrema. Enquanto as grandes fabricantes se perdem em híbridos complexos, carros como o o GMA T.50 ou mesmo as Ferrari SP3, por exemplo, mostram que o verdadeiro luxo para o colecionador a pureza mecânica, o analógico. Algo semelhante ao que ocorreu com os relógios depois da crise/revolução do quartzo.

Se o tanto de restomods e supercarros de nicho nos últimos anos não foi bastante para te convencer disso, aqui vai mais um esportivo purista previsto para os próximos meses: o Capricorn 01 Zagato, que foi apresentado neste final de semana no Salon Rétromobile, em Paris. Se você está achando o nome familiar, é por que certamente lembra da Capricorn Group, que fornece componentes para a Porsche, a McLaren e para algumas das equipes da Fórmula 1.
O 01 Zagato é o primeiro projeto autoral da Capricorn. Como o nome sugere, ele foi projetado pelos milaneses da Zagato, que também inspirou o número de exemplares que serão construídos — apenas 19, em referência ao ano de fundação da casa de design, 1919.

O chassi será feito pela própria Capricorn, na Alemanha, enquanto o motor será um V8 5.2 supercharged da Ford, modificado para girar 9.000 rpm e entregar 900 cv e 102 kgfm. E se você esperava um câmbio DCT, pode parar de esperar. Ele tem um câmbio manual de cinco marchas “dogleg”.

O carro usa um monocoque de fibra de carbono com o teto de bolha dupla tradicional dos Zagato e portas asa-de-gaivota. Na porção traseira, o carro tem algo do último Ford GT com os arcobotantes aerodinâmicos (ou “colunas C flutuantes”, se preferir). O design, embora harmônico, tem algo de colagem de elementos de outros carros — Zagato ou não.
Além do motor/potência, o ponto forte é que ele tem menos de 1.200 kg, o que permite que ele vá do zero aos 100 km/h em menos de 3 segundos e siga até os 360 km/h. Por dentro, o carro é um “deserto digital” proposital, onde telas deram lugar a mostradores circulares, alumínio usinado e couro Connolly.

Com a entrega das primeiras unidades programada para o final de 2026, a Capricorn já confirmou que restam poucos slots de produção disponíveis — cada um custando a partir de US$ 3.500.000.
Novo Audi RS5 será mesmo um híbrido plug-in

Um “deslize” da Audi no LinkedIn acaba de confirmar o que os fãs da marca mais temiam: o próximo RS5 será o primeiro modelo da divisão esportiva a adotar um conjunto híbrido plug-in (PHEV). A confirmação foi extra-oficial, pois veio na forma de um post publicado “por engano” na semana passada e apagado logo em seguida. Mas, como dizem, o print é eterno.
As informações vazadas sugerem que o novo RS5 abandonará o posto de “esportivo médio conservador” para encarar o Mercedes-AMG C63 E Performance. A Audi deve manter uma evolução do motor 2.9 V6 biturbo, mas agora auxiliado por um motor elétrico que deve empurrar a potência combinada para a casa dos 640 cv e o torque para além dos 80 kgfm. O objetivo é adequar o RS5 às normas Euro 7 enquanto ainda consegue baixar o tempo de zero a 100 km/h para 3,5 segundos.

Os flagras mais recentes mostram que, apesar da eletrificação, ele continuará com o estilo visual agressivo que se espera de um RS5. O maior problema, contudo, é o que não se vê nas fotos: quanto peso as baterias acrescentaram a um carro que, por ter tração integral, já é naturalmente pesado? Não ficaria nada surpreso se ele chegasse aos 2.100 kg – uma vez que o antecessor já esbarrava nos 1.900 kg.
A Audi deve começar a vender o carro na Alemanha em março, com entregas começando em junho. O modelo será oferecido como Sportback e Avant apenas, sem cupê ou conversível.
Como foram os primeiros testes da F1 em 2026?

A primeira bateria de testes coletivos da Fórmula 1 para a temporada de 2026 terminou em Barcelona com Lewis Hamilton no topo da tabela de tempos com a Ferrari, enquanto a Williams protagonizou o momento mais amargo ao sequer conseguir levar seu carro para a pista. O que isso significa? A essa altura do pré-campeonato, nada concreto.
Nestes primeiros testes, tudo o que se pôde ver é quem conseguiu avançar mais com o carro e quem ainda está atrasado ou buscando confiabilidade. , mas nada muito além disso. que importa destes primeiros testes foi Com o novo regulamento de motores e aerodinâmica entrando em vigor, os três dias na Espanha serviram como um choque de realidade para as dez equipes presentes, revelando quem fez o dever de casa e quem ainda luta contra o relógio e a confiabilidade.
Hamilton cravou a melhor marca da semana na sessão da tarde de sexta-feira (30), superando o tempo de George Russell com a Mercedes no dia anterior. Charles Leclerc também se mostrou otimista com a SF-26, destacando que o carro permitiu explorar os limites logo de cara.
A Mercedes focou em acumular quilometragem, visando mitigar problemas de confiabilidade na unidade de potência que agora também equipa a Alpine. A equipe francesa, aliás, teve uma semana produtiva em termos de voltas, mas ainda não mostrou sua velocidade real na transição para os motores alemães.
A Aston Martin só chegou ao circuito na noite de quarta-feira, voando em um cargueiro fretado, e foi à pista apenas na quinta, exibindo os componentes aerodinâmicos complexos de Adrian Newey, que parecem promissores: Fernando Alonso registrou tempos competitivos logo de cara, sugerindo que o atraso na entrega pode ter sido o preço de um projeto extremamente ambicioso.

Na Red Bull, o clima foi de altos e baixos. O motor Ford começou surpreendendo na segunda-feira com Isack Hadjar no topo dos tempos, mas um acidente do jovem francês na terça-feira deixou a equipe de molho por dois dias à espera de peças vindas do Reino Unido. Max Verstappen só conseguiu uma sessão limpa na sexta-feira, elogiando a base do motor, mas admitindo que o tempo perdido terá um custo no desenvolvimento inicial.
A semana marcou as primeiras aparições oficiais da Audi e da Cadillac. Como era esperado, ambas sofreram com problemas mecânicas. A Audi teve problemas hidráulicos e de câmbio, enquanto a Cadillac fechou a lista de tempos, focando exclusivamente em corrigir os problemas eletrônicos.
As duas equipes, contudo, ainda se saíram melhor que a Williams, que não conseguiu finalizar o FW48 a tempo para o embarque, perdendo três dias de coleta de dados justamente durante uma mudança drástica de regulamento. Como a Fórmula 1 é o único esporte do planeta que limita treinos e desenvolvimento técnico, dificilmente teremos boas notícias da equipe nesta temporada.
Honda pode disputar Le Mans já em 2027

A Honda finalmente está preparando o terreno para levar seu programa de protótipos ao palco global das 24 Horas de Le Mans. A marca está prestes a aprovar um plano para colocar no Mundial de Endurance de 2027 (WEC) o Acura ARX-06, que já é conhecido e bem-sucedido no endurance americano (IMSA). A decisão veio após a unificação dos braços de competição da empresa sob a bandeira da HRC, transformando o protótipo em um produto global que, fora dos EUA, deverá carregar o logotipo da Honda.
Diferentemente da estrutura utilizada nos EUA, a operação europeia deve contar com a Inter Europol Competition como parceira técnica. A equipe polonesa, que já venceu Le Mans na classe LMP2, deve oferecer a base logística para que a Honda cumpra a exigência do WEC de inscrever pelo menos dois carros para a temporada completa. Isso não apenas garante a presença da marca no grid, mas também abre as portas para que as equipes do programa americano solicitem vagas extras para as 24 Horas de Le Mans.
Caso a Honda já participe das 24 Horas de Le Mans de 2027, ela deverá concorrer com as atuais fabricantes que disputam o WEC (Ferrari, Toyota, Aston Martin, BMW, Hyundai/Genesis, Alpine, Cadillac e Peugeot) além da McLaren e da Ford, que têm previsão de disputar as próximas temporadas. A Honda, contudo, tem a seu favor o desenvolvimento e confiabilidade do ARX-06, que é o único carro a ter vencido as 24 Horas de Daytona, as 12 Horas de Sebring e a Petit Le Mans — o que faria a Honda chegar como uma das favoritas para a disputa.
Teste de baliza é oficialmente excluído do exame de direção

Depois dos cinco estados que excluíram o teste de baliza do exame de direção, a Secretaria Nacional de Trânsito confirmou o fim da baliza como etapa eliminatória obrigatória em todo o Brasil. A partir deste mês de fevereiro de 2026, com a publicação do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, a manobra deixa de ser examinada isoladamente e passa a ser verificada apenas ao ao final do percurso em via pública. Ou seja: a baliza será avaliada no conjunto do teste prático, e não como uma prova separada como era até agora.
A ideia em si não é ruim. Antes, um candidato poderia ser reprovado se falhasse apenas no teste da baliza — algo que levou praticamente todas as auto escolas a usar macetes e marcas de sinalização dentro do carro para facilitar a aprovação — o que não refletia um aprendizado real, necessariamente. Eu próprio, Leo, fui aprender baliza sozinho meses depois, pois fui aprovado pelos pontos pintados nas laterais internas do Celta da auto escola.
Além disso, a Secretaria também modificou a pontuação, elevando o limite de pontos de 3 para 9 — ou seja: só é reprovado o candidato que atingir 10 pontos. Agora também não há mais faltas eliminatórias automáticas — a prova só é interrompida se houver risco real à segurança ou se o candidato perder o controle emocional. Erros comuns que não são infrações do Código de Trânsito, como deixar o motor apagar — um dos terrores dos candidatos —, não é mais considerado falta, nem motivo de reprovação.
Por último, a mudança mais marcante é a liberação de testes realizados com câmbio automático, acompanhando a mudança da realidade do mercado brasileiro — algo que, se bem aplicado, pode acabar com aqueles acidentes em que o sujeito confunde os pedais por estar acostumado a embrear o carro.
Velozes e Furiosos será encerrado em 2028 com “Fast Forever” e a volta de Paul Walker

A Universal Pictures anunciou que a saga principal de Velozes e Furiosos será encerrada com Fast Forever, agendado para estrear em 17 de março de 2028. O anúncio, feito na última sexta-feira (30), confirma que o décimo primeiro filme (ué… não eram 10, Univer$al?) servirá como a sequência direta de Fast X, resolvendo o impasse deixado no final de 2023.
Vin Diesel destacou que o projeto busca voltar à essência dos primeiros filmes, trocando os cenários internacionais de espionagem pelas corridas de rua e pela cultura automobilística de Los Angeles, um pedido antigo dos fãs que sentiam falta do asfalto mais “pé no chão” — algo que eu duvido muito que aconteça.
A grande aposta do filme é o retorno emocional de Brian O’Conner. Vin Diesel garantiu que Brian e Dom se reunirão no filme final, o que deve envolver o uso de CGI, inteligência artificial e a participação dos irmãos de Paul, Cody e Caleb Walker, como dublês de corpo — um processo similar ao que foi feito para concluir Velozes e Furiosos 7. Diesel reforçou que reunir a dupla original em sua cidade natal era uma prioridade para fechar o ciclo de 25 anos da franquia, tentando dar um ponto final definitivo à trajetória de Brian de forma mais participativa do que as menções rápidas dos últimos anos.
O elenco ainda deve reunir o maior número de estrelas da série até agora, incluindo os retornos de Dwayne Johnson e Gal Gadot, além dos veteranos Michelle Rodriguez, Ludacris e Tyrese Gibson.


