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Zero a 300

O V12 de 12.300 RPM da De Tomaso | Porsche pode “matar” o 718 elétrico | Hyundai i20 no Brasil e mais!

Bom-dia, FlatOuters! Aqui está nosso resumo com as melhores e mais importantes notícias do dia, para você ficar por dentro de tudo o que importa, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos sem graça gerados por IA alucinadas.

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Hyundai terá i20 e HB20 no Brasil

Parece que o fim da relação Hyundai-CAOA não será meramente uma formalidade burocrática — e os flagras do Hyundai i20 em testes no Brasil são uma evidência robusta de que a estratégia da marca está mudando por aqui. Caso você não lembre, a CAOA firmou uma parceria com a Hyundai ainda nos anos 1990 e, desde então, tinha exclusividade de venda dos modelos da marca por aqui. A matriz coreana, contudo, com um plano de produção no Brasil, desenvolveu o HB20, um modelo específico para o Brasil.

Agora, com a própria Hyundai no comando de toda a marca no Brasil, a estratégia local irá mudar: em vez de fazer um modelo exclusivo para o nosso mercado, o “novo HB20” será, na verdade, o i20 vendido no resto do mundo — afinal, é muito mais barato desenvolver um carro global e adaptá-lo localmente do que fazer um carro específico para o Brasil. Ainda mais para o Brasil.

O modelo já está em testes no Brasil (flagrado pelos camaradas do Autos Segredos) e não irá apenas atualizar o design do hatchback, mas também torná-lo alinhado à estrutura técnica do modelo estrangeiro, já preparada para soluções de eletrificação que agora trazem benefícios às fabricantes no Brasil. Além do HB20, o Creta e o Kona também devem ser alinhados aos modelos estrangeiros nos próximos ciclos de produto. Já o HB20 atual não sai de linha: como sempre, o modelo antigo ocupará a posição de entrada da linha.

O novo V12 da De Tomaso é um alienígena – em todos os sentidos

Existem motores bonitos, motores agressivos e existe o novo V12 da De Tomaso, que acabou de ser revelado. Desenvolvido para embalar o novo P900, ele foi desenvolvido ao longo de quatro anos, não usa nenhum tipo de eletrificação além do sistema de 12 volts comum e não se parece com absolutamente nada feito com 12 cilindros nos últimos 100 anos.

A especificação é relativamente comum: ele tem 12 cilindros, quatro válvulas por cilindro, comandos duplos nos cabeçotes e 6,2 litros de deslocamento. A potência ainda não foi revelada, mas é aqui que as coisas começam a mudar drasticamente: primeiro, ele gira 12.300 rpm. Sim: DOZE MIL E TREZENTAS REVOLUÇÕES POR MINUTO.

Segundo: ele tem um coletor de escape 12×1. Não tem nada sobrando ali: é DOZE por UM mesmo. Doze tubos que saem das portas de válvulas e convergem em uma única saída central enorme. Parece, sei lá, o primeiro Predador, ou uma obra de H.R. Giger, um um motor de avião sem carenagem. Tudo menos um V12 de 12.300 rpm. É o tipo de coisa que faz falta em um mundo de carros elétricos e motores envergonhados escondidos sob capas de plástico.

Infelizmente o visual agressivo não será exposto pelo design do carro — poderiam ter pensado nisso antes, não é mesmo, De Tomaso? O P900 tem um visual que remete tanto aos protótipos de endurance do começo dos anos 1970 quanto ao Durango 95/Probe 16, com foco extremo na aerodinâmica e no baixo peso — estima-se 900 kg seco. O preço é estimado em US$ 3.000.000 e serão feitas apenas 18 unidades, que, segundo os planos da De Tomaso, ficarão guardadas em Nürburgring.

Porsche pode cancelar versões elétricas do 718 Cayman/Boxster

Finja surpresa: depois de começar uma corrida contra o relógio para “combustionalizar” a nova plataforma elétrica dos futuros 718 Cayman e Boxster para evitar uma catástrofe comercial/institucional, a Porsche parece estar prestes a matar de vez as versões elétricas destes carros para manter apenas a boa e velha combustão interna. Puxa vida… o que será que aconteceu?

Segundo a Bloomberg, o novo CEO da marca, Michael Leiters, está reavaliando o programa em meio a restrições orçamentárias, atrasos no desenvolvimento e pressão crescente por aumento de rentabilidade. A Porsche enfrenta queda de vendas na China, revisões forçadas em sua estratégia de eletrificação e custos de desenvolvimento mais altos do que o previsto. Nesse cenário, o 718 EV, atrasado e caro, virou um alvo óbvio. Não por acaso, a simples notícia de que o projeto pode ser encerrado fez as ações da Porsche subirem até 0,6% em Frankfurt no mesmo dia.

A ironia é difícil de ignorar. Em 2025, a Porsche vendeu 6.399 unidades do 718 na América do Norte, o melhor resultado da história do modelo naquela região. Ainda assim, a geração a combustão saiu de linha, deixando um vazio evidente na gama. Hoje, quem quiser um Porsche esportivo novo precisa começar no 911 Carrera, com preços a partir de US$ 140.000 – o dobro do que custavam os Boxster/Cayman de entrada.

Os problemas da Porsche, claro, vão além do 718, mas é emblemático. Desde o início, matar os 718 parecia um erro. Afinal, eram a porta de entrada para a linha de esportivos da Porsche — algo que ela sempre teve, desde o 912, passando pelo 914, 924 e 944. Agora, com todos estes atrasos, o alto escalão da Porsche parece estar se fazendo a pergunta que deveria ter sido feita (ou refeita) há alguns anos: “o 718 elétrico faz sentido?”

Será este o Corvette Grand Sport?

Um vídeo publicado no Instagram pelo usuário @njp_moto, e rapidamente repercutido pelo pessoal do CorvetteBlogger, mostra o que parece ser um par de C8 Corvette em plena sessão de fotos, aparentemente sem qualquer disfarce. Um branco, outro azul-escuro, estacionados lado a lado em uma estrada de montanha, cercados por motorhomes estrategicamente posicionados para afastar curiosos — e que teve efeito contrário, claro.

O que chama atenção ali é o Corvette azul escuro com faixas vermelhas no para-lama traseiro — um tom que lembra muito o clássico Admiral Blue dos Grand Sport C4 e C7, que também têm as faixas vermelhas. Eu sei que você está pensando, por que todos estão pensando nisso também. Especialmente por que o carro tem emblemas vermelhos atrás das entradas de ar, rodas pretas exclusivas e um nada discreto escape central quádruplo.

Sim, parece ser o novo Corvette Grand Sport. Não, o escape não significa que ele terá o motor do Z06 ou do ZR1, por que, como já vimos aqui no Zero a 300, a GM pode estar preparando um novo V8 de 6,7 litros para ele, batizado LS6. Se confirmado, o novo Grand Sport deve chegar em meados de 2026 como linha 2027. Nada oficial, claro. Mas o fato de dois carros aparentemente prontos estarem sendo fotografados sem qualquer camuflagem diz bastante. Esse tipo de coisa raramente acontece por acaso, especialmente vindo da GM.

Novo VW Tiguan chega em março ao Brasil – ainda sem motor definido

A Volkswagen confirmou que a nova geração do Tiguan será lançada no Brasil em março. Baseado na plataforma MQB Evo, o novo Tiguan deixa de ser um produto adaptado para mercados específicos como o nosso e passa a ser global. Na prática, isso significa o fim da versão de sete lugares e entre-eixos alongado, única oferecida por aqui desde a segunda geração.

A maior incógnita, contudo, é a motorização. Se ele for mesmo menor que o atual, ele terá o porte do Taos. Se ele usar o mesmo motor adotado em mercados como Argentina e México, onde é vendido apenas com o 1.4 TSI, ele também terá o mesmo motor do Taos — o que não faria sentido no Brasil. Nos EUA, contudo, o Tiguan é vendido com o 2.0 TSI EA888 atualizado, com 204 cv, câmbio automático de oito marchas e 4Motion — basicamente a evolução do Tiguan Allspace que saiu de linha no Brasil. Ainda há possibilidade de se trazer os motores 1.5 TSI para aplicações híbridas “super-leves”, aproveitando as novas regras do programa MOVER.

Nesse cenário, o 1.5 TSI transformaria o Tiguan em uma vitrine tecnológica — o híbrido para enfrentar Corolla Cross que o Taos não tem. Mas isso não parece fazer muito sentido considerando o mercado brasileiro — por que não hibridizar o Taos e transformar o Tiguan no concorrente do Compass 2.0? É uma alternativa sensata também, não?