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Volkswagen Tukan é a sucessora da Saveiro

A Volkswagen confirmou oficialmente o nome da sua próxima picape desenvolvida no Brasil: Tukan. O nome foi revelado junto do primeiro teaser do modelo, que será produzido a partir de 2027 em São José dos Pinhais/PR, e faz parte da próxima leva de 21 lançamentos da marca na América do Sul.
O nome vem exatamente de onde você está pensando: o pássaro sul-americano de bico longo e colorido que chamamos de “tucano”. A grafia do nome, aliás, remete à palavra original em guarani, “tukã”. Segundo a VW, a palavra foi escolhida por ser curta, sonora, fácil de pronunciar e visualmente marcante. O nome também se alinha à temática do T, usada pela Volkswagen em boa parte dos seus SUV/crossovers recentes.
O teaser não revela muito, mas entrega um pouco mais que silhuetas escurecidas: claramente se vê uma caçamba curta e para-lamas volumosos, com a linha de quadril bem marcada e protetores plásticos nos para-lamas, além de um pseudo-santantônio na caçamba. A cor do carro é uma releitura da clássica amarelo canário, usada nos anos 1970. E sim, se você pensou nas cores da camisa da CBF, o teaser foi apresentado na sede da confederação e o Canário Pistola aparece em um dos teasers.

Ainda não foram revelados detalhes técnicos do carro, mas vários colegas da imprensa já apuraram que a picape terá a estrutura dianteira e da parte dianteira da cabine compartilhada com o T-Cross, mudando apenas das portas traseiras em diante — o que inclui uma suspensão traseira mais robusta para otimizar a capacidade de carga da picape.
Sabe-se também que ela terá uma versão de cabine simples, que substitui efetivamente a Saveiro — esta, deixará de ser produzida depois de 45 anos de estrada. A motorização deve ser o 1.0 TSI de 117 cv nas versões de entrada, e o novo 1.5 TSI com alguma eletrificação nas versões de topo. Ainda é cedo para falar de preços, mas ela não ficará longe de Strada, Toro e Montana. Nem pode, afinal.
Singer chama Red Bull para reforçar os modelos Targa e Cabriolet do Porsche 964

Como se sus carros não fossem suficientemente desejáveis e exclusivos, a Singer decidiu fazer algo ainda mais especial: chamou a Red Bull para ser sua parceira técnica. Não, infelizmente não se trata de um 930 Tag Turbo reimaginado. A parceria com a Red Bull Advanced Technologies foi firmada para desenvolver uma solução estrutural para reforçar os modelos abertos do Porsche 964 usados pela Singer.
Desde 2022, a Singer passou a fazer versões abertas na linha Classic Turbo, mas deparou-se com a natureza das carrocerias abertas: a falta de rigidez à torção. A Red Bull, usando análise de elementos finitos (FEA ou AEF), a equipe mapeou o monobloco do 964 em suas diferentes configurações e identificou os pontos críticos de flexão. Eles então desenvolvera 13 estruturas de fibra de carbono, coladas diretamente ao monobloco original do carro.

O ganho foi expressivo. Segundo as empresas, a rigidez à torção dos 964 Targa e Cabriolet aumentou em 175%, permitindo que os modelos abertos entreguem comportamento e desempenho equivalentes aos do cupê, sem um aumento significativo de peso. Não ficou claro se os modelos feitos de 2022 até agora terão estes reforços instalados, ou se ele se aplicam apenas aos modelos feitos a partir de agora. Mas isso é um problema bom de se ter, não?
China vai banir maçanetas retráteis a partir de 2027

A China decidiu proibir maçanetas retráteis e ocultas, aquelas que ficam embutidas na carroceria e dependem de sistemas elétricos ou eletrônicos para funcionar — solução popularizada pela Tesla e hoje espalhada por boa parte dos carros elétricos e “premium”.
Segundo a Reuters, a nova regulamentação exigirá maçanetas mecânicas, tanto internas quanto externas, com especificações claras sobre localização, funcionamento e identificação visual. O motivo é evidente: permitir que qualquer pessoa consiga abrir a porta do carro em uma emergência, sem depender de eletricidade, software ou conhecimento prévio do sistema.
A decisão é uma resposta institucional a uma sequência de incidentes ocorridos no país, incluindo um acidente fatal envolvendo um Xiaomi SU7, que não pôde ser aberto pelas equipes de socorro. Situações semelhantes já haviam ocorrido com diversos modelos da Tesla, especialmente nos EUA, onde o assunto acabou nos tribunais. O exemplo mais extremo é o Cybertruck, que combina abertura por botão com vidros propositalmente difíceis de quebrar. Em dois casos de grande repercussão, um deles deixou o jogador Alijah Arenas preso por alguns instantes em um veículo em chamas; outro terminou em mortes e ação judicial. Tudo isso em nome de um design “limpo”.
As maçanetas retráteis foram adotadas pelas fabricantes e se tornaram cada vez mais comuns pois reduzem o arrasto aerodinâmico e ajudam a melhorar a eficiência, algo especialmente valioso em carros elétricos. O problema é que o ganho é pequeno, enquanto a complexidade e o risco aumentam significativamente Não por acaso, soluções semi-embutidas e puramente mecânicas, como as usadas por alguns Aston Martin, não entram na proibição chinesa.
No fundo, a decisão escancara algo que era óbvio desde o início: transformar o ato de se abrir uma porta em um exercício de interface homem-máquina é estupidez disfarçada de tecnologia. A China apenas foi a primeira a escrever isso em regulamento.
Brabus terá reality show
A Brabus já fez de tudo para chamar atenção: carros absurdamente caros ainda mais absurdos, SUVs com potência de supercarro, motorhomes dignos de vilão de filme e até barcos que parecem ter saído de um videogame. Faltava só uma coisa. Um reality show. Faltava.
No próximo dia 26 de fevereiro, estreia no Amazon Prime Video a série Brabus: One Second Wow, um documentário-reality show em seis episódios que acompanha os bastidores e a vida pessoal da cúpula da preparadora alemã. A estreia será simultânea em cinco mercados: Alemanha, Reino Unido, EUA, Canadá e Austrália — ainda não sabemos se ela será disponibilizada no Brasil.
O foco da série é o CEO Constantin Buschmann, que assumiu o comando da empresa em 2018 após a morte repentina de seu pai, o fundador da Brabus Bodo Buschmann, e sua parceira Mili Umicevic, diretora criativa da marca. A promessa é mostrar a dinâmica do casal entre decisões milionárias, viagens intermináveis e, claro, drama suficiente para justificar o formato.
Segundo o material de divulgação a série mistura vida pessoal e trabalho. No trailer, Umicevic reclama do jeito “maníaco” de Buschmann ao volante; ele responde que ela soa como “a irmã infernal da Siri”. Aparentemente teremos algo a la “The Kardashians”
Felizmente, a série não será apenas feita de situações ensaiadas para parecer uma briga de casal. As câmeras também entram na oficina, acompanhando o desenvolvimento de projetos e a preparação da Brabus Signature Night, um evento para mais de 1.000 convidados VIP onde a Brabus apresenta seu lineup. As gravações acompanham o casal e os carros na Alemanha, Califórnia, Milão, Cannes e Dubai, e também mostra a expansão da Brabus para o segmento náutico, para as motos e até para o mercado imobiliário/construção civil.
Ao que tudo indica, One Second Wow será mais uma propaganda do lifestyle que a Brabus quer atrair, do que uma série realista sobre carros. Espero estar errado, por que a Brabus tem uma história rica e respeitável demais para acabar como uma caricatura de celebridades vazias.


