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Ares Panther, o De Tomaso Pantera moderno finalmente foi revelado – e feito sobre um Lamborghini Huracán

Depois de assumir o comando da Lotus, em 2009, o empresário suíço Dany Bahar decidiu transformar radicalmente a tradicional companhia britânica. Como? Renovando totalmente sua linha, incluindo os modelos clássicos, que seriam completamente transformados, e adicionando SUVs e grand tourers ao portifólio da marca. Três anos depois, em 2012, Bahar foi acusado de desviar recursos da Lotus para fins pessoais, e acabou demitido – e ainda foi processado pela fabricante.

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Em maio de 2014, as duas partes chegaram a um acordo e seguiram com suas vidas. A Lotus continuou fabricando seus tradicionais esportivos de baixo peso e foi comprada pelos chineses da Geely em 2017. Já Dany Bahar mudou-se para Dubai, mas abriu sua nova empresa, a Ares Design, em Modena, na Itália. Seu objetivo: customizar esportivos modernos e transformá-los em homenagens a clássicos do passado – de certa forma, o oposto do que Bahar queria fazer com a Lotus.

O projeto se chama Legends Reborn, e o primeiro carro finalmente ficou pronto: o Ares Design Panther – que, na prática, é uma versão moderna do De Tomaso Pantera feita com base no Lamborghini Huracán. E, querem saber? Até que ficou interessante, considerando o histórico de Bahar.

O De Tomaso Pantera renascido foi anunciado em dezembro de 2017, com um par de projeções, o anúncio do Huracán como base e entrega prevista para o segundo semestre de 2018. Em agosto do ano passado, foram publicadas fotos do protótipo em fase final de testes, com a carroceria camuflada – e, agora, podemos ver que o Ares Design Panther finalizado ficou bastante próximo das projeções iniciais, com poucas divergências.

O Lamborghini Huracán cedeu ao Panteher seu monocoque de fibra de carbono e alumínio, além de todo o conjunto mecânico, os componentes eletrônicos e o sistema de suspensão por braços triangulares sobrepostos nos quatro cantos. Os freios também são iguais aos do Huracán, com discos de carbono-cerâmica de 380 mm na dianteira e 356 mm na traseira, com pinças de seis e quatro pistões, respectivamente.

Embora a silhueta das portas denuncie o uso do Huracán como base, todo o restante do Panther é consideravelmente diferente do que se vê no Lamborghini. A dianteira do Panther é mais longa e menos inclinada, com um capô mais pronunciado, e faróis escamoteáveis de LED com projetores. Eles são pequenos e sobem pouco quando ligados, mas estão presentes – e, sendo este carro um tributo ao Pantera, não poderia ser de outra forma.

O para-brisa é mais inclinado, e o contorno dos vidros laterais foi modificado de acordo. As maçanetas embutidas nas portas foram trocadas por peças menores e de desenho mais simples, e foram incorporadas entradas de ar nas colunas “B”, como no Pantera original.

A traseira também ficou bem diferente do que se vê no Huracán – mais empinada, com um deque horizontal sobre o motor e um pequeno vigia traseiro vertical, novamente em alusão ao design original da década de 1970. O balanço traseiro mais longo e ascendente foi incorporado ao desenho da carroceria, e as lanternas traseiras emprestadas do Chevrolet Corvette C7 foram disfarçadas com grelhas sobre as peças – uma solução inteligente para dificultar sua identificação. E elas até combinaram com o desenho geral da traseira.

As rodas originais do Huracán deram lugar a um jogo de Vossen de 20×9 polegadas na dianteira e 21×12,5 polegadas na traseira, calçadas com pneus Pirelli 255/30 e 325/25, respectivamente.

O interior do Huracán também foi modificado no Ares Design Panther. Embora o console central seja parecido, assim como boa parte dos comandos para o motorista, o volante recebeu uma nova almofada, em formato circular, e a parte superior do painel é totalmente diferente, com acabamento em fibra de carbono exposta. O cluster de instrumentos digital, embora seja o mesmo do Huracán, recebeu uma nova moldura que remete aos mostradores analógicos do Pantera dos anos 70.

O primeiro Ares Panther foi inspirado pela versão norte-americana do De Tomaso Pantera GTS, que trazia o nome do carro em um adesivo nada discreto nas laterais inferiores – ausente no modelo europeu. No entanto, obviamente, o motor não é um V8 Ford, como no clássico. O V10 de 5,2 litros do Huracán ficou no lugar, recebendo apenas uma ECU reprogramada e um novo sistema de escape para entregar, segundo a Ares, 650 cv a 8.250 rpm, com 61,2 mkgf de torque. Originalmente, o motor usado no Huracán entrega 610 cv a 8.500 rpm, com 57,1 kgfm de torque a 6.500 rpm. O câmbio de dupla embreagem e sete marchas também foi mantido.

De acordo com a Ares Design, o Panther pesa 1.423 kg, exatamente 1 kg a mais que o Huracán. No entanto, apesar de mais potente, o Panther é 0,2 segundo mais lento que o Lamborghini no zero a 100 km/h, precisando de 3,1 segundos para chegar à marca – o Huracán leva 2,9 segundos, disparidade que pode ser explicada pela silhueta do Panther, que pode até ser charmosa, mas é menos aerodinâmica. A velocidade máxima, por outro lado, é a mesma: 325 km/h.

A Ares Design diz que cada exemplar do Panther é fabricado de forma artesanal e leva cerca de três meses para ficar pronto. Por isto, ele custará caro, partindo de partir de € 615.000 (o equivalente a aproximadamente R$ 2,66 milhões, em conversão direta), sem contar opcionais – e será limitado a 21 unidades. Há rumores de que quase todos eles já foram reservados.

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