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Car Culture

BMW M3 e M4 são revelados, Chevrolet apresenta Onix RS e Onix Plus Midnight, as mudanças no Código de Trânsito e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

BMW M3 e M4 chegam com até 510 cv, tração nas quatro rodas e grades polêmicas

Bem, aí estão eles: os novos BMW M3 e M4, finalmente revelados depois de todo aquele processo clichê dos últimos anos, que começa com flagras, depois com teasers, depois com informações a conta-gotas, vazamento das fotos oficiais e, enfim, a revelação oficial.

 

É por isso que a única novidade mesmo foi o visual dos carros — principalmente o lado de dentro deles, que até agora não havia sido mostrado de forma alguma. E eles surpreenderam — de forma positiva ou negativa, dependendo do seu gosto.

Sob o capô, como já havia sido confirmado, está o novo seis-em-linha S58 biturbo de três litros, com 485 cv na versão básica e 510 cv na versão Competition. A primeira será a única oferecida com câmbio manual de seis marchas e tração traseira, enquanto a segunda terá apenas o câmbio automático de oito marchas também com tração traseira — a BMW M já confirmou que ele terá uma versão com o sistema M xDrive, o mesmo usado no BMW M5, que traciona as quatro rodas, mas permite até 100% da força transferida somente às rodas traseiras.

A potência máxima vem às 6.250 rpm, a 950 rpm do limite de 7.200 rpm. O torque máximo é de 56 kgfm, aplicado entre 2.650 e 6.130 rpm na versão básica e 66,1 kgfm entre 2.750 e 5.500 rpm na versão Competition. O eixo traseiro tem um diferencial com controle eletrônico que pode ter 10 estágios de deslizamento com o sistema de gerenciamento opcional M Drive Professional.

Os dois modelos têm velocidade máxima limitada a 250 km/h nas duas versões, mas opcionalmente o limitador é modificado para podar o carro a 290 km/h. A aceleração de zero a 100 km/h é de 4,1 segundos na versão básica ou 3,8 segundos nos Competition.

Como esperado, as versões esportivas ganharam uma caixa de direção diferente dos modelos regulares, com  um novo mapa da assistência elétrica e relação variável, além de reforços na carroceria para torná-la mais rígida à torção. O M3 e o M4 básicos têm pneus 275/40 R18 na dianteira e 285/35 R19 na traseira, enquanto os modelos Competition usam 275/35 R19 na dianteira e 285/30 R20 na traseira.

Visualmente o M4 é semelhante ao seu irmão comportado, diferenciando-se pelos para-choques mais agressivos. Já o M3, ao adotar a mesma dianteira do M4, distancia-se drasticamente das versões comportadas, e também por painéis da carroceria mais volumosos e agressivos, além do difusor traseiro. Por falar nele, aquele protótipo com quatro saídas de escape centralizadas não era o GTS, mas um para-choques traseiro opcional do catálogo da M Performance.

Por dentro, a verdadeira surpresa, como eu havia dito mais acima: além dos grafismos e comandos específicos da BMW M, ele também ganhou bancos esportivos com revestimento de couro de dois tons no M3 e um banco ainda mais esportivo com acabamento de fibra de carbono e couro colorido no M4. É justamente o que nos surpreendeu: o M4 das fotos, com carroceria Amarelo São Paulo, tem interior combinando tons pasteis de azul e amarelo, em um visual um tanto “neo-noventista” (você sabe, aquelas referências do passado que não existiram no passado).

Os BMW M3 e M4 básicos e Competition chegam ao mercado somente no início de 2021, enquanto o Competition xDrive virá mais perto da metade de 2021. (Leo Contesini)

 

Novos Onix RS e Onix Plus Midnight são apresentados

A Chevrolet acaba de apresentar os novos Onix RS e Onix Plus Midnight, que vêm atuar como versões de topo alternativas para a linha, trazendo foco no design – uma pegada mais esportiva para o Onix hatch, e um visual mais sofisticado para o Onix Plus.

O Onix RS traz o mesmo visual já visto nas outras versões para a América Latina, com novo para-choque dianteiro com spoiler integrado, saias laterais, grade com padrão do tipo colmeia e emblemas escurecidos – além do logo da versão RS no lado do motorista.

As rodas de 16 polegadas também são pintadas de preto e têm design inédito. O destaque fica por conta do spoiler na tampa traseira na cor preto brilhante. O teto é pintado de preto independentemente da cor escolhida – no caso, são três opções: vermelho Carmim, preto Ouro Negro e branco Summit. Por dentro, o Onix RS traz bancos parcialmente revestidos de couro, com detalhes de acabamento e costuras vermelhas.

O Chevroelt Onix RS é parcialmente baseado no Onix LTZ, mas abre mão de itens como chave presencial, botão de partida, carregador de smartphones por indução, cruise control e câmera de ré.

O Onix Plus Midnight, por sua vez, traz o mesmo tratamento de outros modelos nesta versão, como S10, Tracker e Equinox – ou seja, acabamento escurecido nas rodas, grade, emblemas e letreiros – além das rodas, que são exatamente iguais às do Onix RS. Por dentro também há bancos e volante com revestimento em couro, porém as costuras e os detalhes do painel vêm na cor preta.

Segundo a Chevrolet, o comprador do Onix Plus Midnight procura o mesmo apelo estético do Onix RS, porém com mais requinte e conforto. Assim, ele é baseado na versão de topo Premier e, diferentemente do hatch, ele traz câmera de ré, sensor crepuscular e chave presencial com partida por botão. (Confira abaixo a avaliação em vídeo do Onix Premier que fizemos para o Autoline.)

Ambos os carros trazem a nova central multimídia MyLink da Chevrolet, agora com tela de oito polegadas, que continua compatível com Apple CarPlay e Android Auto. A mecânica dos dois é a mesma: o motor 1.0 turbo de 116 cv a 5.500 rpm e 16,3 kgfm de torque a 2.000 rpm, ligado a um câmbio automático de seis marchas. Durante a transmissão ao vivo para apresentar os carros, a Chevrolet afirmou que a demanda pelo câmbio manual não justificava sua adoção. Confirmou também que não houve modificações na mecânica, como acerto de suspensão mais firme, por exemplo.

Veja a seguir a lista de equipamentos das duas versões:

Onix RS: Rodas de 16”, faróis com mascara negra e projetores, seis airbags, controles de tração e estabilidade, hill-holder, direção elétrica, volante com regulagem de altura e profundidade, central multimídia MyLink com tela de 8” compatível com Android Auto e Apple CarPlay, sistema de som com seis alto-falantes, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos e sensor de estacionamento traseiro.

Onix Plus: os mesmos do Onix RS, mais câmera de ré, chave presencial e partida por botão.

Tanto o Onix RS quanto o Onix Plus Midnight chegarão às concessionárias no mês de outubro. Os preços, infelizmente, ainda não foram divulgados – a Chevrolet diz que os revelará em breve. Mas também diz  que ambas ficarão entre as versões LTZ e Premier de Onix e Onix Plus.

No caso do Onix RS, isto o coloca entre R$ 67.390 (LTZ) e R$ 77.090 (Premier) – apostamos em algo entre R$ 71.000 e R$ 73.000. Já o Onix Plus Midnight, seguindo a mesma lógica, deve ficar entre os R$ 71.690 do LTZ e os R$ 80.690 do Premier – o que, a nosso ver, o coloca na faixa dos R$ 75.000 a R$ 77.000. (Dalmo Hernandes)

 

Novo Mini Countryman estreia no Brasil ainda em 2020

A Mini confirmou que o novo Countryman será lançado no Brasil no fim deste ano. O crossover foi reestilizado na Europa em maio deste ano, recebendo novos faróis com LEDs, grade frontal com nova padronagem e lanternas traseiras que remetem à Union Jack, a bandeira do Reino Unido. O para-choque dianteiro também é novo, com novas molduras para os faróis de neblina e novo desenho nas entradas de ar.

Por dentro, há um novo quadro de instrumentos com tela digital de cinco polegadas colorida – e também serão adotados novos acabamentos e recursos no sistema multimídia.

Fora isto, não deverão acontecer mudanças na mecânica. A exemplo do que se tem na Europa, o Countryman seguirá usando os motores 1.5 turbo de três cilindros com 136 cv, e o 2.0 turbo de 192 cv – ou 306 cv na versão John Cooper Works. Em todos os casos, o câmbio é automático de oito marchas.

Os preços ainda não foram revelados, e devem ficar para o lançamento oficial. (Dalmo Hernandes)

 

Novos Toyota GR86 e Subaru BRZ podem ser revelados antes do previsto

Não é sempre que as fabricantes antecipam lançamentos – mas é exatamente isto que Toyota e Subaru deverão fazer com os novos GT86 (que passará a se chamar GR86) e BRZ. Inicialmente esperados para o segundo semestre de 2021, agora eles estão programados para o início do ano.

De acordo com o site australiano Carsales, ambos os modelos começarão a ser divulgados através de teasers já nos próximos meses. Segundo a publicação, a campanha terá foco em diversos elementos dos novos esportivos, preparando o terreno para a revelação completa, marcada para o primeiro trimestre de 2021.

Relembrando o que se sabe até agora: já foram publicadas algumas fotos dos carros camuflados, em testes, e sua silhueta lembra bastante a primeira geração de Toyota 86 e Subaru BRZ. Com isto, pode ser que a plataforma atual seja mantida – abrindo mão da arquitetura modular TNGA (Toyota New Global Architecture) por questões de custo. Acredita-se que o motor será o boxer turbo de 2,4 litros usado no crossover Subaru Ascent e na perua aventureira Outback, com pelo menos 255 cv. (Dalmo Hernandes)

 

Câmara aprova mudanças no Código de Trânsito e veta proposta polêmica

Depois da aprovação no Senado e da inclusão de algumas modificações, o projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro retornou à Câmara dos Deputados e foi novamente aprovado pelos parlamentares. A câmara alta aprovou mudanças que já consideramos positivas anteriormente, como a ampliação do prazo de validade da CNH para dez anos e o fim da pena alternativa a motoristas embriagados que causam acidentes fatais.

Com as mudanças, o prazo de validade da CNH será de 10 anos para os motoristas de até 49 anos, de cinco anos para os motoristas com idade entre 50 e 69 anos, e de três anos para motoristas com 70 anos ou mais. O sistema de pontuação também irá mudar: limite de 40 pontos para quem não tiver infração gravíssima, 30 pontos para quem tiver uma infração gravíssima e 20 pontos para quem tiver duas ou mais infrações gravíssimas.

A única proposta mais polêmica, que proibia  a circulação e permanência em estacionamentos com bebida alcóolica não-lacrada no habitáculo — ainda que o motorista não a esteja consumindo — felizmente foi derrubada pelos deputados federais. Na opinião deste que vos escreve, a proposta era autoritária e poderia  ser usada para abusos de fiscalização e poderia ser facilmente driblada pela remoção da cobertura do porta-malas.

Outra mudança positiva aprovada pelo Senado e agora pela Câmara estabelece regras para a circulação de motocicletas quando o trânsito estiver parado ou lento. De acordo com o texto, os motociclistas devem transitar em “velocidade compatível com a segurança dos pedestres e demais veículos” nesta condições. Apesar de “velocidade compatível” ser um termo vago, bastará uma resolução do Contran para determinar o que é a velocidade compatível. Além disso, a proposta cria oficialmente a área de espera para motociclistas nos semáforos, colocando-os à frente dos automóveis e demais veículos.

O projeto agora segue para o gabinete presidencial para veto ou sanção. (Leo Contesini)

 

 

 

 

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