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Zero a 300

O novo Mercedes-AMG C63 de quatro cilindros | protótipos da LaFerrari a venda | um acidente com a Breadvan e mais!


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Novo Mercedes-AMG C63 quatro-cilindros apareceu discretamente em Goodwood

Você viu algum clipe do Mercedes-AMG C63 em Goodwood nos últimos dias? É provável que não. Porque a participação do modelo foi um tanto discreta para algo assim tão novo e com grande expectativa — afinal, é o tal do Classe C AMG com quatro cilindros. E sua participação discreta diz muito sobre o carro.

O modelo estava exposto no Festival of Speed durante o final de semana do evento, porém estacionado em um estande, e não acelerando na subida de Goodwood. Ele também estava com alguns adesivos de camuflagem leve, mas tinha detalhes técnicos apresentados — além de se deixar ver os elementos estéticos.

Como esperado, ele tem para-choques, rodas e saídas de escape próprias, diferentes das usadas no Mercedes-AMG C43, mas já é mais semelhante no interior, que tinha algumas partes cobertas, mas revelou o mesmo arranjo de telas do C43, assim como os bancos e volante esportivos. As saídas de escape duplas, como mostra o vídeo do canal Mr. Benz, são falsas, com apenas um cano simples por trás do acabamento mais esmerado.

Como não foi um lançamento propriamente dito, a Mercedes não divulgou dados concretos sobre o C63 especificamente, mas disse por meio do material de exposição que ele terá “a nova geração do E Performance”, que é o nome dos powertrains híbridos da marca, usados nos esportivos da AMG.

De acordo com o material, esse conjunto usa um 2.0 turbo de quatro cilindros, instalado longitudinalmente, dotado de um turbocompressor elétrico semelhante ao usado na Fórmula 1, ou seja: a turbina ainda é movida pelos gases de escape do motor, porém seu eixo tem um motor elétrico que mantém sua velocidade constante, eliminando o turbo lag, turbo threshold e as respostas de aceleração em retomadas.

O motor 2.0 sozinho é capaz de produzir até 476 cv, mas ainda contará com a ajuda de um motor elétrico de 204 cv, o que resulta em uma potência total de até 680 cv que “supera a potência de veículos semelhantes com motor V8”. Ainda não sabemos se estes serão os números finais do C63 AMG ou se essa é capacidade máxima do conjunto — que poderá ser adotado em modelos maiores, por exemplo.

É no mínimo curioso que a Mercedes tenha mencionado esse comparativo, de o conjunto “superar a potência de veículos semelhantes com motor V8”. Isso indica que ela está ciente do possível prejuízo de imagem do carro por não ter um motor mais sonoro e mais envolvente, e sim um “mero” quatro-cilindros. Ok, um quatro-cilindros de 476 cv que ajuda a chegar aos 680 cv, mas ainda um quatro-cilindros.

Não temos dúvidas de que o C63 2.0 E Performance será um carro rápido e competente na hora de acelerar nas ruas, estradas e pistas. A questão é: isso é tudo que um esportivo deve ser? O fato de ter passado quase em branco em Goodwood diz algo sobre esta mudança.

E junto disso, a discrição do AMG One — e até um certo desapontamento com a falta de ronco de um carro com motor de F1 — diz muito sobre a próxima era dos Mercedes-AMG e dos esportivos europeus em geral. O relógio está chegando à meia-noite e você sabe o que acontece com a carruagem quando os ponteiros se tocam. (Leo Contesini)

 

Protótipos da La Ferrari e McLaren Sabre a venda

Memphis Raines nos ensinou há 22 anos que uma Ferrari nova é vulgar demais para um homem distinto, e que investir em uma Ferrari clássica faz com que as pessoas tenham certeza de que você não é só um novo-rico, mas uma pessoa de bom-gosto, um connoisseur.

O boom dos carros clássicos, contudo, mudou um pouco esta imagem. Não que uma Ferrari clássica esteja ao alcance de qualquer pessoa, mas elas também se tornaram alvo de pessoas que queriam ser percebidas como conhecedores do assunto, ainda que não sejam muito. O que resta para mostrar que você é um Ferrarista raiz? Minha sugestão: os protótipos da LaFerrari.

Não é fácil de se encontrar um, eu sei. Mas às vezes a janela de oportunidade se abre e, neste exato momento, ela está aberta.

Os carros são, respectivamente, a mula de testes de emissões, a mula de testes de desenvolvimento mecânico e o protótipo de montagem/construção do carro. O primeiro deles é conhecido como F150 Muletto M4, e é baseado em uma Ferrari 458 modificada para acomodar o V12 híbrido. Ele foi usado entre 2011 e 2012 para testar componentes mecânicos e avaliar os níveis de emissões.

O segundo já usa o monocoque próprio, em uma versão pré-série, porém tem carroceria e acabamento próprios, não compartilhado com nenhuma outra LaFerrari. Ele também é o mais rodado dos três — e, provavelmente, de todas as LaFerrari —, com 36.068 km apontados no odômetro.

prototipos da laferrari

O último já é idêntico à versão de série, porém com componentes exclusivos do protótipo e uma identificação “F150” na base do volante, que é o código interno do projeto. Infelizmente, a Mecum não divulgou estimativa de valores, mas você já sabe o que falamos sobre ter de perguntar e poder comprar, não é?

A lógica da exclusividade se aplica à McLaren também. Você pode comprar um McLaren de série sem mesmo sair do Brasil, mas qualquer um pode fazer isso, se tiver saldo suficiente. Já um modelo MSO feito em série limitada é coisa mais reservada. Porque você precisa, além do saldo, ter a janela aberta. E ela também está, porque a Mecum irá leiloar, no mesmo evento que os protótipos Ferrari, um McLaren Sabre.

O carro é tão raro que muita gente nem lembra dele ou sequer o conhece. Foram feitos 16 exemplares do modelo para o mercado americano em 2020, e eles foram oferecidos somente a uma lista VIP da marca nos EUA.

Ele é baseado no monocoque do McLaren Senna e foi inspirado pelo McLaren Ultimate Vision Gran Turismo, o que significa que ele tem o V8 biturbo de 4 litros do Senna, porém com 835 cv e é capaz de chegar aos 351 km/h o que, segundo a McLaren, faz dele o carro de dois lugares mais rápido da marca. (Leo Contesini)

 

Ferrari 250 GT “Breadvan” se acidenta em Le Mans

Uma rápida recapitulação da Ferrari 250 GT “Breadvan”: Quando a famosa revolta dos oito gerentes da Ferrari em 1962 causa a demissão de todos, alguns deles, inclusive o criador do 250 GTO, Giotto Bizzarrini, vão trabalhar na ATS, uma empresa criada para bater a Ferrari no seu próprio jogo, mas que acabou tão rápido quanto começou.

Um dos financiadores da ATS era o Conde Giovanni Volpi di Misurata, descendente dos Doges de Veneza, e dono da Scuderia Serenissima. Tinha duas 250 GTO encomendadas para a sua Scuderia, mas Enzo o mandou vaffancullo e o Conde ficou sem carro. É assim que, baseando-se numa 250 GT usada, Bizzarrini cria para o conde uma 250 GTO “EVO”: o Breadvan.

É um carro único, famosíssimo, com uma história que é tão incrível que daria um filme sensacional com ela como protagonista. Existem livros escritos só sobre este carro sensacional e incrivelmente cheio de peso histórico. Basta dizer que o famoso Playboy Günter Sachs foi preso dirigindo ela “perigosamente” na Riviera francesa, com a ex-mulher do xá do Irã, a Princesa Soraya, no banco do passageiro!!!

Então imaginem o pavor ao se ver, durante as 24 horas de Le Mans clássica este fim de semana, este carro encontrar um objeto rígido e se espatifar. O “Breadvan” colidiu com a barreira de pneus, perdendo a porta do lado do passageiro no processo. O piloto – o austríaco Lukas Halusa, de 31 anos – saiu são e salvo do carro destruído, apesar de um acidente bastante brutal em um carro antigo que correu em Le Mans há cerca de 60 anos.

Mas apesar do susto e do estrago, está tudo bem. O piloto está bem, e um carro desses pode ser totalmente refeito tranquilamente: o seu valor é tão alto que sempre valerá a pena o gasto. Diferente de você com seu Corcel II inteirão: se bater assim, ele vira lixo! (MAO)

 

GMC Savana e Chevrolet Express finalmente acabam em 2025

Quer comprar um carro dos anos 1990 zero km? Um que tem um V8 de 400 cv, tração traseira, e é capaz de carregar sua família e malas tranquilamente? Mesmo se for uma família enorme com malas para caramba?

Os gêmeos univitelinos GMC Savana e Chevrolet Express parecem para sempre congelados no tempo. Os designs básicos e quadrados deles mudaram muito pouco desde os anos 70; basicamente é o mesmo carro, mas com atualizações tecnológicas periódicas. Este modelo atual estreou em 1996 e a última grande atualização aconteceu em 2003.

É uma van baseada em picape grande, com chassi. Mesmo nos EUA, algo em extinção: desde que a então DaimlerChrysler trouxe no início dos anos 2000 as vans grandes monobloco, a diesel, de desenho europeu para os EUA (uma Mercedes-Benz Sprinter com logotipo Dodge), elas praticamente acabaram com esta velha tradição americana.

Mas não quer dizer que não seja algo ainda desejável, e que vende razoavelmente bem. Com um V8 LS de 6,3 litros e 400cv, é um carro único: pode levar até 12 pessoas, ou muita carga, e qualquer combinação possível dos dois, num conforto e desempenho de carro grande americano de 1965.

Uma combinação famosa é a que pode levar cinco amigos e suas motos de trilha dentro da van, até a trilha. Ou dez ciclistas e suas bikes. Toda Van grande pode fazer isso, mas com um V8 de 400cv, já é raro.

Mas nada dura para sempre. A General Motors está supostamente (e finalmente) aposentando o Chevrolet Express e o GMC, o Savana, após décadas de produção. A notícia veio da Autoweek, que citou fontes não identificadas. De acordo com a publicação, as vans serão descontinuadas após o ano modelo de 2025. Devem ser substituídas por, rufem os tambores… uma nova van elétrica.

A GM, lembrem, diz que vai ser totalmente elétrica em 2040. Então, se você quer comprar esse maravilhoso fugitivo do passado, ainda zero km, tem até 2025 para fazê-lo. Um clássico imediato! (MAO)

 

Morreu o piloto e apresentador inglês Alain de Cadenet, aos 76 anos

Um tipo de cara que está em extinção; o clássico “English Gentleman”: educação clássica, bonito, elegante, simpático, sorridente. Uma pessoa também que curtia os aspectos menos sérios da vida: boas companhias (masculinas e femininas), boa comida e, é claro, carros de corrida.

Alain de Cadenet era inglês, apesar do nome herdado de seu pai, Maxime de Cadenet, um tenente do exército francês. Não nasceu gostando de carros, mas quando descobriu o esporte-motor, não houve mais volta para ele.

Disse ele ao Classic Driver:

“Fui convidado para Brands Hatch por um amigo meu que estava correndo lá e nunca tinha ido a uma corrida de automóveis na minha vida. Eu tinha uma namorada, uma modelo linda, então eu a levei comigo. Ela desapareceu – aparentemente ela se mandou com um cara que era um piloto de corrida. Pensei: melhor eu começar a correr de carro também. Embora eu tenha entrado nisso porque pensei que seria uma ótima maneira de conquistar mulheres, comecei a gostar muito das corridas em si.”

Sempre foi um amador, um Gentleman driver clássico, mas competitivo e famoso por sua habilidade. De 1972 a 1986 correu doze vezes em Le Mans, oito vezes com carros seus, os De Cadenet-Lola- Cosworth. Em 1972, seu primeiro ano, encomendou o desenho de seu carro de corrida para Gordon Murray, o Duckhams LM 72 (patrocínio da Duckhams Oil).

Embora nunca tenha ganhado a famosa prova, chegou perto: em três vezes, chegou em terceiro e subiu ao pódio. Em um ano, rebocou seu carro de corrida para a prova atrás de seu Bentley Speed Six 1928, o que mostra que tipo de pessoa ele era claramente.

De Cadenet em 1972

Com seus interesses amplos e variados, que iam desde colecionar selos, até vinhos raros e aviões antigos, naturalmente acabou entrando em outra carreira ainda mais pública: ficou ainda mais famoso como contador de histórias, historiador, jornalista, comentarista e apresentador de televisão.

Com grande carisma, e sempre simpático e sorridente, De Cadenet apresentou inúmeros shows por décadas, para o Speed Channel, ESPN, o Velocity Channel e o site Petrolicious, dentre outros.

Quando uma pessoa pública fica em evidência tanto tempo, parece que o conhecemos pessoalmente. Assim, é uma grande tristeza para os de nosso credo vê-lo finalmente partir, aos 76 anos de idade. Goodbye and Godspeed, Alain! (MAO)

 


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