A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Car Culture História

Para-choques de impacto: como uma canetada destruiu o design automotivo nos EUA ao longo de um ano

Se você é ligado em carros clássicos, já deve ter reparado em uma coisa: os carros vendidos nos EUA na década de 1970, tanto os fabricados localmente quanto os importados, tinham para-choques muito maiores e bem desajeitados. Isto tem a ver com uma medida chamada Federal Motor Vehicle Safety Standard Nº 215 (FMVSS 215), ou "Padrão Federal de Segurança para Veículos Automotores Nº 215",  estabelecida em 1972 e adotada a partir do ano seguinte. A FMVSS 215 exigia que os para-choques resistissem a impactos de 5 mph (8 km/h) na dianteira e 2,5 mph (4 km/h) na traseira sem danos cosméticos à carroceria. Mas o buraco era bem mais embaixo e, na prática, tudo o que a medida conseguiu foi tornar todos os carros americanos bem mais feios em questão de um ano. É só reparar, por exemplo, nos para-choques do Mercedes-Benz W116, o Classe S da década de 1970, cuja foto abre este post. Na foto de cima, o carro está equipado com os para-choques de especificação americana, enquanto a foto de baixo

Matérias relacionadas

Leyton House Racing: a intensa história da imobiliária japonesa que virou equipe de Fórmula 1

Leonardo Contesini

Charlie Whiting: a trajetória do carismático diretor de provas da Fórmula 1

Dalmo Hernandes

Quando a Volkswagen levou um Golf Mk2 com dois motores para subir Pikes Peak

Dalmo Hernandes