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Automobilismo Especial Le Mans 2014

De volta a Le Mans: conheça os detalhes do trem de força do Porsche 919


Desde que venceu Le Mans duas vezes consecutivas em 1970 e 1971, a Porsche tornou-se grande favorita à vitória todas as vezes que alinhou no circuito de La Sarthe. Fosse nas mãos de pilotos independentes ou de equipes apoiadas pela fábrica, os protótipos da marca exibiram um domínio nunca visto na história da prova, vencendo outras 13 vezes e marcando presença em massa entre os dez primeiros lugares todos os anos.

Mas então, um dia eles abandonaram Le Mans e a Audi assumiu o posto de marca dominante, vencendo 12 vezes desde 1999, ano de sua estreia em Mans. Entre 2000 e 2013, a Audi só não faturou duas edições 2003 e 2009. Isso logicamente é suficiente para transformar a Audi na favorita à corrida de 2014. A Porsche, apesar de não ter perdido a majestade, talvez esteja fora de forma depois de tanto tempo longe — já são 15 anos, se você ainda não fez as contas. Então como eles esperam superar seus irmãos corporativos?

Com tecnologia, como sempre. Segundo a Porsche, seu novo 919 Hybrid é o “Porsche de corrida mais complexo já feito”, e considerando a linhagem de corredores da fabricante nos últimos 45 anos, isso não é pouca coisa.

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Logo de cara, a Porsche tem uma grande desvantagem em relação às outras equipes. Seus dados de corrida mais recentes são de 1999. Outro tempo, outra tecnologia, outras regras. Eles também não foram até Ingolstadt com um memorando interno do CEO do Grupo solicitar os dados das últimas 14 corridas para a divisão de competições da Audi. #tamojunto mein ars! Aqui é cada um por si.

Por outro lado, isso deu a eles muito mais liberdade para desenvolver seu protótipo híbrido. Como se sabe, a chave da vitória em Le Mans é a confiabilidade e eficiência e a forma que a Porsche escolheu para chegar a esta combinação foi usar um motor 2.0 V4 com injeção direta e 500 cv combinado a um sistema elétrico com mais 250 cv — 750 cv no total, portanto. O sistema de recuperação de energia cinética, foi instalado no eixo dianteiro, pois como o peso do carro é transferido para a dianteira durante as frenagens, a Porsche acredita que é possível recuperar mais energia dessa forma.

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Por usar um motor turbo, o Porsche 919 também tem pode usar um sistema de recuperação de energia termodinâmica. Ele consiste em uma turbina extra movida pelos gases de escape, de modo semelhante aos motores da F1. Quando a gasolina é queimada durante as acelerações, os gases expelidos pelo escape giram essa turbina, que por sua vez produz energia. Dessa forma o carro consegue recuperar energia quando freia e quando acelera — ou seja, praticamente o tempo todo. Nenhum outro carro no grid faz isso e esta pode ser uma vantagem no retorno da Porsche.

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A Porsche está inscrita na categoria 6MJ, ou seis megaJoule, o que significa que o carro pode usar, no máximo 1,67 kWh de energia ao longo dos 13.629 metros de uma volta em La Sarthe. Segundo o regulamento, o motor a gasolina (sim, porque um Porsche diesel em Le Mans seria demais para os corações puristas) só pode consumir 4,78 litros de combustível por volta, o que significa rodar, no mínimo, 2,85 km com um litro de gasolina. Parece fácil, mas não esqueça que é preciso manter um ritmo competitivo contra um carro híbrido a diesel para ganhar a corrida e rasgar a Mulsanne a mais de 320 km/h.

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A Porsche confia na eficiência de seu carro. No ano passado o Audi e-tron venceu a prova com 348 voltas, e a Porsche acredita que com o sistema do 919 percorrendo essa mesma distância é possível alimentar uma lâmpada de 60 Watts por 9.687 horas.

Você acha que a combinação de recuperação de energia cinética e energia termodinâmica (e um know-how de 15 vitórias em diferentes épocas) é suficiente para a Porsche bater a ousada Audi, ou a experiência recente das quatro argolas irá falar mais alto?

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