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Zero a 300

Ford confirma Territory no Brasil, Audi Q8 chega por R$ 476.000, Chevrolet Cruze de cara nova e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Ford confirma o lançamento do Territory no Brasil

Depois de dez meses desde sua apresentação no Salão do Automóvel, o Ford Territory finalmente teve seu lançamento confirmado para o Brasil. O modelo será posicionado entre o EcoSport e o Edge, preenchendo uma lacuna imensa de preços e de segmento na linha de produtos da Ford, que atualmente tem o EcoSport Titanium na faixa dos R$ 104.000 e, acima dele um intervalo de R$ 45.000 até o Fusion – ou de R$ 195.000 até o Edge ST se consideramos apenas os SUV da marca.

Ainda não há nenhuma previsão de preços, mas podemos esperar algo na faixa dos R$ 125.000 a R$ 140.000. Por esse preço ele terá equipamentos como câmera de 360 graus, base de carregamento de celular por indução, conectividade wireless com Apple CarPlay, quadro de instrumentos digital, cruise control adaptativo, estacionamento automático, alerta de permanência em faixa e monitoramento de ponto cego.

Com o Territory, a Ford finalmente terá uma alternativa ao Jeep Compass, Volkswagen Tiguan e Peugeot 3008, e acima de tudo, um produto para os clientes da marca que gostariam de um SUV maior que o EcoSport.

O Territory, contudo, não é exatamente um modelo Ford: ele foi desenvolvido em parceria com a chinesa Jiangling (JMC) e não utiliza nenhuma plataforma da fabricante americana. Apesar da marca Ford, como explicamos na ocasião de sua apresentação no Salão de São Paulo, ele não compartilha elementos estéticos tampouco componentes mecânicos com os modelos da marca.

Nem mesmo o motor, que, apesar de se chamar EcoBoost e de ter 1,5 litro de deslocamento, não tem relação alguma com a versão turbo do 1.5 Dragon de três cilindros. Em vez disso, o 1.5 turbo do Territory é baseado no Mitsubishi Orion 4G15, um antigo projeto da marca japonesa que foi atualizado com turbo e injeção direta e atualmente é usado pelo Colt Ralliart Version-R na mesma configuração de 163 cv. (LC)

 

Audi inicia pré-venda do Q8 no Brasil

A Audi anunciou nesta semana a pré-venda do Q8 no Brasil. O modelo será lançado no próximo dia 14, mas já pode ser reservado nas concessionárias da marca por R$ 476.000.

Baseado no Q7, o Q8 compartilha as mesmas dimensões do irmão, embora pareça bem mais baixo devido à sua linha de teto truncada. Com 2,99 metros de entre-eixos, ele promete oferecer um pouco mais de espaço interno que seus rivais — GLE e X6 têm, respectivamente, 2,92 m e 2,93 m de entre-eixos. Como o número no final de seu nome sugere, ele é o modelo de topo da linha de SUVs da Audi, e irá oferecer “a elegância de um cupê de quatro portas e a versatilidade de um SUV grande”.

Apesar da relação parental com o Q7, o Q8 tem visual próprio, baseado na nova linguagem de estilo da Audi, que estreou no A8 — marcada pela grade octogonal com barras verticais e faróis de matriz de LED. Nas laterais, o elemento marcante é a coluna C larga e, claro, a linha de teto em queda, bem como as portas sem molduras nas janelas. O interior também o aproxima do A8, com duas telas sensíveis ao toque no console central e o quadro de instrumentos digital Virtual Cockpit.

Para o mercado brasileiro o Q8 virá com um powertrain a gasolina, usando o V6 3.0 TFSI de 340 cv e 50,9 kgfm combinado ao motor elétrico de 48 volts e ao câmbio automático de oito marchas que modera a força enviada para as quatro rodas pelo sistema quattro. A distribuição padrão é 40% para o eixo dianteiro e 60% para o eixo traseiro.

Colaborando com o baixo peso, a suspensão é feita majoritariamente de alumínio, assim como as pinças de freio dianteiras. O sistema pode usar suspensão pneumática adaptativa como opcional, com quatro modos de rodagem e uma variação de até 90 mm na altura da carroceria, e o eixo traseiro ainda tem esterçamento de até cinco graus para mais estabilidade em alta velocidade ou para reduzir o raio de giro em baixas velocidades. (LC)

 

Novo Hyundai HB20 será lançado em setembro

Se aproxima o lançamento da segunda nova geração do Hyundai HB20: o evento está marcado para os dias 16 a 18 de setembro, exatamente sete anos depois da estreia da primeira geração, e no mesmo local – a Ilha de Itaparica, na Bahia.

De acordo com a informação oficial, o lançamento incluirá apenas o hatchback – a fabricante não se pronunciou a respeito do sedã HB20S e do aventureiro HB20X. No entanto, de acordo com os colegas do Autoesporte, é provável que eles também sejam revelados no mesmo evento.

De todo modo, já é sabido que o novo HB20 não se distanciará tanto do modelo atual em estética – ele terá proporções semelhantes, porém uma nova identidade visual na dianteira, com grade mais larga e faróis mais afilado. Na traseira, as lanternas terão extensões na tampa do porta-malas e, pelo que dá para ver sob a camuflagem, elementos na cor âmbar. O visual será inspirado pelo conceito Saga, que foi apresentado no Salão do Automóvel em novembro de 2018.

O interior do HB20 de segunda geração também ficará diferente, com uma nova central multimídia “flutuante” no topo do painel, quadro de instrumentos com velocímetro digital e conta-giros de ponteiro, além de itens que não são encontrados na geração atual, como sistema start-stop, partida por botão e, nos carros com câmbio automático, aletas atrás do volante para troca de marchas.

Também já é sabido que o novo HB20 terá um motor 1.0 turbo com injeção direta e 120 cv e 17,5 kgfm de torque – que pode ou não substituir o motor 1.6 naturalmente aspirado de 128 cv e 16,5 kgfm de torque. O 1.0 naturalmente aspirado de 80 cv tem tudo para continuar sendo oferecido. No entanto, só saberemos os detalhes daqui a pouco mais de um mês. (DH)

 

Lamborghini pode correr nas 24 Horas de Le Mans em 2021

Com a categoria Hypercars, que tem tudo para trazer de volta os incríveis especiais de homologação às 24 Horas de Le Mans, era questão de tempo até que as fabricantes de superesportivos manifestassem interesse. Olha só: até mesmo a Lamborghini, que sempre preferiu focar-se nos campeonatos de turismo para equipes independentes (GT3 e afins), admitiu que poderá participar do WEC a partir de 2021.]

De acordo com os britânicos da Autocar, foi o próprio Stefano Domenicali, atual CEO da Lamborghini e ex-diretor da Scuderia Ferrari quem revelou a informação. “Estamos discutindo a respeito e estudando o regulamento para ver se há interesse”, disse ele. “Não dá para dizer nada antes de terminar esta avaliação, e quando isto acontecer a resposta pode ser sim ou não. Por enquanto, é possível.”

O chefão da Lamborghini até falou a respeito do carro. “Não temos condições financeiras de criar um projeto do zero, mas o SC18 mostra que temos a base para uma abordagem que pode ser interessante”, afirmou Domenicali. Ele se refere ao modelo derivado do Lamborghini Aventador que foi mostrado no fim de 2018. O SC18, do qual só foi feito um exemplar, usa o mesmo conjunto mecânico do Aventador SVJ, ou seja, uma versão de 770 cv do motor V12 de 6,5 litros.

Por enquanto, o Lamborghini SC18 é um one-off, e deverá continuar assim – o cliente que o encomendou provavelmente não gostaria de vê-lo sendo reproduzido. Contudo, ele poderá servir como ponto de partida para a criação do suposto Hypercar para Le Mans. É aguardar para ver. (DH)

 

Honda Civic chega a 2020 e perde o câmbio manual

Preparando-se para a chegada da nova geração do Toyota Corolla, seu maior rival, o Honda Civic acaba de chegar à linha 2020 – e ganhou algumas mudanças sutis no line-up. Agora, não há mais câmbio manual – todas as versões são equipadas com transmissão CVT. Também há uma nova versão de entrada, posicionada abaixo da Sport, e leves mudanças estéticas.

As mudanças estéticas, aliás, são leves mesmo – o para-choque dianteiro é novo, com entradas de ar redesenhadas, e a traseira não traz diferenças perceptíveis. Por dentro, há novos materiais nos revestimentos de porta.

Isto posto, o reposicionamento de versões e a oferta de equipamentos é mais sensível – assim como o aumento nos preços. A nova opção de entrada traz de volta a sigla LX, jogando o Civic Sport para cima. A demais versões, EX, EXL e Touring, permanecem. Em motor, nada muito: quase todas as versões mantém o motor 2.0 naturalmente aspirado de 155 cv e 19,5 kgfm de torque, enquanto o Civic Touring continua sendo o único com motor 1.5 turbo de 173 cv e 22,4 kgfm de torque. Só que, agora, não há mais o câmbio manual de seis marchas.

Por R$ 97.900, o Civic LX oferece rodas de 17 polegadas, seis airbags e ar-condicionado digital de série. O Civic Sport, que custa R$ 104.100 (antes eram R$ 99.900, um aumento de R$ 4.200) acrescenta acendimento automático dos faróis e central multimídia touchscreen de sete polegadas com conexão Android Auto e Apple CarPlay. Ambas vêm com bancos de tecido.

O Civic EX agora custa R$ 107.600 (antes eram R$ 103.400, também R$ 4.200 mais caro) e adiciona oito alto-falantes, bancos de couro preto ou cinza e retrovisor interno eletrocrômico. Já o EXL ganhou sensor de chuva, saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, chave presencial e partida por botão – cobrando R$ 112.600 por isto (um acréscimo de R$ 2.600 aos R$ 110.000 anteriores).

Por fim, o Civic Touring ficou R$ 6.000 mais caro, passando de R$ 128.900 a R$ 134.900, e agora vem com carregador de celular por indução, ajuste lombar elétrico para o banco do motorista e sistema de som de 452W com dez alto-falantes e subwoofer. (DH)

 

Chevrolet Cruze recebe facelift, ganha novos equipamentos e WiFi

Assim como a Honda, a Chevrolet se prepara para o lançamento da nova geração do Corolla e apresentou a linha 2020 do Cruze nessa quarta (7). O Cruze recebeu um facelift na dianteira seguindo o adotado pelo modelo vendido nos EUA.

Recebendo para-choque dianteiro novo com grade maior, com a logo do fabricante reposicionado para a barra que divide a grade superior da inferior. As mudanças na traseira foram mais discreta, com mudança na disposição das luzes da lanterna traseira e um friso cromado novo na tampa do porta-malas.

O hatchback Cruze Sport6 não foi esquecido, ele e o Golf GTI são os últimos hatches médios do Brasil. Na dianteira do Sport6 tem a mesma grade do Cruze sedã, mas sem os frisos cromados, o desenho do para-choque é diferente e mais agressivo que o do sedã. Na traseira apenas a disposição das luzes nas lanternas mudaram. Duas cores novas foram adicionadas, o marrom Capuccino e o azul Eclipse.

Agora o Cruze adota a nova nomenclatura da Chevrolet, rebatizando o topo de linha LTZ como Premier. O interior do Cruze Premier adota forração de couro marrom no lugar do cinza usado no LTZ. As principais novidades no Cruze 2020 são nos equipamentos.

A central MyLink é de geração nova e agora vem com um cartão SIM da Claro que roteia WiFi no interior do carro através de sinal 4G, semelhante ao sistema que vinha no Agile WiFi. O fabricante não divulgou se essa internet será gratuita. A central multimídia agora aceita ser pareada por dois celulares ao mesmo tempo através do Bluetooth e motoristas diferentes podem criar perfis individuais nas configurações, o carro identifica qual motorista está usando através da chave.

A central agora pode agendar revisões online e vem com o manual do carro digitalizado. A câmera de rá agora tem imagens de alta resolução. O Cruze agora conta com um botão para desligar o start-stop, atendendo a pedidos dos consumidores. O médio da Chevrolet recebeu também frenagem automática de emergência. Esses equipamentos citados são da versão Premier, a Chevrolet não divulgou informações sobre o Cruze LT.

O motor continua o mesmo 1.4 turbo de 153 cv, sempre com câmbio automático de seis marchas. O Cruze 2020 chega às concessionárias em setembro, os preços ainda não foram divulgados. (ER)

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