A revista semanal dos entusiastas | jorn. resp. MTB 0088750/SP
FlatOut!
Image default
Vídeo

Jornalista sofre acidente quase fatal com Audi R8 ABT GTR de 620 cv – assista ao relato

No ano passado, enquanto todos jornalistas automotivos se preparavam para o Salão de Frankfurt, a americana Jessi Lang, apresentadora da série de vídeos J-Turn da revista Motor Trend, aproveitou para ir ao sul da Alemanha gravar um novo episódio com o Audi R8 GTR preparado pela ABT.

A viagem não poderia ter começado por outro lugar senão o lendário circuito de Nürburgring Nordschleife, onde Jessi pilotou um 911 GT3 996. Em seguida, ela partiu para Kempten im Allgäu, cidade sede da preparadora, animada para buscar o supercarro que, entre outras modificações, recebeu um tempero extra no motor V10 para desenvolver brutais 620 cv.

G_1493_R8_GTR_3_4_Front

 

Logo ao receber o carro a equipe iniciou as gravações, acompanhada por um dos engenheiros da ABT que seguiu viagem no banco do carona de sua criação. Tudo corria bem até que o pior aconteceu: um carro mais lento a fechou enquanto ela conhecia melhor o potencial do carro. Segundo palavras da própria Jessi, naquele exato momento ela lembrou a terrível realidade de que “qualquer pessoa pode fazer qualquer coisa a qualquer momento”. O acidente foi inevitável, e graças à segurança do carro ela sobreviveu para contar a história. Mas isso foi por pouco.

No acidente o carro começou a pegar fogo antes mesmo de parar, ainda com os ocupantes presos pelo cinto. Eles conseguiram se soltar e se afastar do incêndio, mas Jessi não estava ilesa: ela havia quebrado dois ossos de sua perna e estava com hemorragia interna, além de ter lesionado nada menos que a artéria carótida, a principal responsável pela oxigenação do cérebro.

unfall-b2-rednitzhembach-112~_v-image853_-7ce44e292721619ab1c1077f6f262a89f55266d7

No mais recente episódio de J-Turn, Jessi conta em detalhes como foi o seu acidente, seu primeiro período no hospital e a dura recuperação até poder voltar a andar e dirigir novamente. Felizmente o vídeo não apela para dramas forçados, e baseia-se apenas na história — que por si já é dramática o suficiente para chocar até mesmo o mais destemido dos motoristas.

Afinal, ao sair do carro ela sabia apenas que sua perna estava quebrada, uma fratura exposta na tíbia e outra interna no perônio, os dois ossos da “canela”. Foi somente no hospital que ela descobriu a grave hemorragia que sofrera e que poderia matá-la em instantes, caso não fosse identificada — uma amostra de que nem sempre um acidentado que parece estar bem está realmente fora de perigo.

Jessi conta que as três semanas que passou no hospital foram as piores de sua vida. Ela ficou internada recebendo doses brutais de morfina para aliviar as dores intensas. Os médicos trataram a hemorragia e fizeram uma cirurgia para implantar uma placa de titânio em sua tíbia. Mesmo após voltar para casa, dois ou três meses depois, ainda sentia intensamente as dores da fratura e dos cortes. Segundo suas palavras, ela nunca imaginou que “uma dor tão intensa pudesse se estender por tanto tempo”.

Para piorar, o perônio calcificou de forma errada, e por isso ela precisou passar por uma segunda cirurgia na qual os médicos “quebraram” novamente o osso, o colocaram na posição correta e implantaram a segunda placa de titânio.

Jessi precisou passar todo o último trimestre de 2013 confinada à sua cama, com a perna engessada e impossibilitada de fazer as tarefas mais banais por conta própria. Depois disso, ela ainda precisou de um período na cadeira de rodas, já com a bota ortopédica. Tanto tempo sem esforço atrofiou os músculos da jornalista. Ela conta que mesmo podendo mexer a perna, ela não conseguia — era como se os músculos não obedecessem mais os comandos do cérebro. Assim, ainda sentindo dores ela começou as sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos completos e voltar a caminhar e retomar sua vida.

Acima, você vê o vídeo completo, no qual ela conta seu drama. Ele tem legendas em inglês que podem ser traduzidas automaticamente pelo YouTube.

 

Matérias relacionadas

Ronco de motor, fumaça de pneu e seis gerações para comemorar os 50 anos do Ford Mustang do jeito certo

Dalmo Hernandes

Esta é a prova de que todo cuidado é pouco quando se faz um test drive em uma Ferrari

Dalmo Hernandes

Golf GTI: a evolução ao longo das décadas e como ele se tornou sinônimo de hot hatch

Dalmo Hernandes