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Motos Pensatas

Minha primeira moto — ou “terapia em duas rodas”

É natural que as coisas mudem. Nada está estático, nada é absoluto. Absolutamente nada. Mas é impressionante como as coisas podem mudar drasticamente em pouquíssimo tempo. Escrevo estas palavras entre um cigarro e outro – vício que nunca tentei largar, embora hoje considere esta possibilidade –, no quarto onde cresci. Na casa de onde saí há quase quinze anos, para onde achei que jamais voltaria. As circunstâncias que me trouxeram até aqui pouco importam para o contexto. O que interessa: olhando para a porta (meu quarto não tem uma janela, e sim uma porta que dá acesso à parte de fora da casa) vejo minha motocicleta ali parada. Uma Yamaha XTZ Crosser 150. Nada demais – uma dual-sport de entrada, a mais barata da linha. Feita para encarar com certa desenvoltura o asfalto das cidades e o chão batido das zonas rurais. Pegou fama de "moto de entregador". Grande coisa. No meio de um turbilhão de mudanças, andando pela cidade que hoje já não é mais meu lar, passei em frente a uma

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