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Mitsubishi New Outlander 2016 é renovado e ganha motor diesel – e nós o aceleramos no Velo Città!


Toyota Hilux SW4 e Chevrolet Trailblazer terão companhia com preço mais competitivo no segmento dos SUVs e crossovers classe III movidos a diesel: o Mitsubishi New Outlander acaba de chegar renovado e, além das já conhecidas opções a gasolina 2.0 e V6 3.0 4WD, há a novidade 2.2 turbodiesel 4WD, com bloco e cabeçote de alumínio e turbina de geometria variável, gerando 165 cv a 3.500 rpm e a patada respeitável de 36,7 mkgf de torque entre 1.500 rpm e 2.750 rpm.

Esta nova face do crossover de sete lugares foi apresentada pela Mitsubishi no mês passado, no Salão de Nova York, e estará à venda nos EUA em junho – mas no Brasil as vendas começam agora. Nós estivemos presentes no evento de lançamento, realizado no autódromo Velo Città (Mogi-Guaçu, SP), e pilotamos o bichão a diesel no circuito, na estrada e fizemos até uma pequena trilha off-road com ele. E aí, será que ele segura a onda?

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Preços, versões, equipamentos e cores

O New Outlander está disponível em quatro versões: uma 2.0 (160 cv a 6.000 rpm / 20,1 mkgf a 4.200 rpm, com câmbio CVT Invecs III com opção de seis marchas simuladas e modo sport) de cinco passageiros, duas V6 3.0 de sete passageiros (240 cv a 6.250 rpm / 31 mkgf a 3.750 rpm) e a novidade 2.2 a diesel (165 cv a 3.500 rpm / 36,7 mkgf entre 1.500 rpm e 2.750 rpm) – as três últimas, com câmbio automático de seis marchas e tração nas quatro rodas.

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New Outlander 2.0L (R$ 114.990): ar condicionado digital single zone, bancos com revestimento em couro com ajustes elétricos (motorista) e aquecimento (dianteiros), sistema de partida por botão (keyless), bancos traseiros reclináveis em duas posições, controle de velocidade de cruzeiro, volante multifuncional com paddle shifters, direção com assistência elétrica, sensores de chuva e crepuscular, teto solar, rack de teto, seis air bags, sistema multimídia com rádio, CD/DVD/Mp3/Bluetooth, freios ABS com EBD, rodas aro 18 com pneus 225/55 R18

New Outlander GT V6 3.0 (R$ 141.990): além do motor V6 e do câmbio automático, acrescenta tração nas quatro rodas com três programações (Eco, Auto, Lock), ar condicionado digital dual zone, opção de cor bege no acabamento interno, navegador com GPS no sistema multimídia, controle de estabilidade, assistente para frenagens de emergência (BAS), nove air bags, assistente para partida em rampas (HSA), terceira fileira de bancos (sete lugares), segunda fileira de bancos deslizante em 250 mm

New Outlander GT V6 3.0 + Full Technology Pack (R$ 151.990): acrescenta faróis em LED + lavadores, sistema de abertura e fechamento automático do porta-malas (botão na tampa, no console e na chave), controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ASC), sensores de estacionamento mais câmera de ré, sistema de frenagens de emergência automáticas (FCM), aviso de desvio de faixa (LDW)

New Outlander 2.2L Diesel (R$ 173.990): os mesmos equipamentos da versão V6 top, com motor diesel 2.2.

Cores: branco, prata, cinza Titanium Gray, preto, azul marinho, vermelho e marrom Quarts Brown. Acabamentos internos na cor preta, opção de interior bege para as cores marrom, preto, branco e azul marinho (modelos V6 e turbodiesel).

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De cara nova

O New Outlander utiliza uma evolução da plataforma GS, que originalmente forma modelos como o Lancer e o ASX. Ela é conhecida pela tecnologia RISE (Reinforced Impact Safety Evolution), que forma uma célula de sobrevivência com aços de alta e de altíssima resistência formados a quente e de espessura variável (tailor rolled blank) em torno do habitáculo e nos reforços das portas, combinada a uma zona de deformação inteligente, dotada de elementos estruturais projetados para distribuir a tensão dos impactos, como as longarinas dianteiras de perfil octogonal com triangulações deformáveis na parede corta-fogo. Com tudo isso, a versão topo de linha do crossover recebeu cinco estrelas nos testes de impacto da Euro N Cap e a classificação Top Safety Pick+ no instituto norte-americano IIHS.

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A filosofia de construção lembra bastante a moderna plataforma MQB, do grupo Volkswagen – e os resultados, também: graças a esta evolução, o Outlander perdeu 90 kg e ganhou 18% em rigidez à torção se comparado à segunda geração. Na dieta ajudou também o teto de alumínio, que de quebra ajuda a baixar o centro de gravidade. Desenvolvido em túnel de vento, a silhueta do Outlander permite ótimo coeficiente para um crossover com proporção de SUV: 0,33.

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Mas isso é a parte que não se vê. Onde os olhos alcançam, a maior mudança está na dianteira, que adotou uma interpretação de produção do crossover-conceito XR-PHEV, ficando mais esportiva e imponente: uma silhueta em forma de taça, emoldurada por frisos cromados, contorna os novos faróis de LEDs com assinatura de luz diurna e a área da grade, ampliada esteticamente pela pintura negra da seção central do para-choque. Na prática, a solução de design nos lembra algo entre o Honda HR-V e o Ford Edge e resultou numa sensação de dianteira mais baixa. Na carroceria branca o arranjo fica harmonioso, mas nas cores escuras, tantos cromados e prateados podem dividir opiniões.

Para-choques, para-lamas e faróis auxiliares também são inteiramente novos, bem como as belas rodas 18″ em acabamento de dois tons (face diamantada, miolo negro), calçadas por pneus Goodyear Eagle LS2 225/55.

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A lateral segue quase igual, com frisos cromados emoldurando as janelas e forte linha de cintura conectando os elementos óticos dianteiros aos traseiros. Mas a porção inferior recebeu novo acabamento plástico preto e prata, com função de proteger a pintura no fora de estrada e também para deixar a lateral visualmente mais esguia.

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A traseira também ficou mais mundana: foram-se as estreitas lanternas cromadas tipo Altezza, entram elementos óticos parrudos, com bom trabalho de joalheria e iluminados por LEDs, conectados por um robusto friso cromado. Da mesma forma que a lateral, o acabamento plástico preto e prata da base ficou mais alto, aumentando a sensação de horizontalidade do design.

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Qualidade sem firula

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Nenhuma revolução em design, mas materiais bem selecionados, vários recursos de conforto e conveniência e arranjo sucinto. O New Outlander segue com exatamente a mesma cabine do modelo anterior, mas além da nova opção na cor bege, alguns detalhes foram refinados: sai o acabamento que simula madeira na cor caramelo, entra o tal do dark wood (amplie a foto abaixo), bem como um novo volante, mais sofisticado e de empunhadura mais envolvente, com acabamentos em black piano e prata.

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A arquitetura do painel, apesar de simples, mantém certo frescor – afinal, o Outlander de terceira geração foi lançado há menos de dois anos. Os plásticos são de ótima qualidade, emborrachados e foscos, ajudando a conter reflexos da luz do sol. O motorista conta com ajustes elétricos e sistema de aquecimento nos bancos de couro perfurado, e o sistema multimídia com navegador e tela de 7″ tem hardware bastante veloz e boa usabilidade.

De acordo com a Mitsubishi, entre novos painéis e materiais fonoabsorventes, mais de 30 itens foram alterados ou inseridos para aprimorar o isolamento acústico – até mesmo a frequência de ressonância das rodas foi levada em conta na busca do silêncio na cabine. De fato, a experiência a bordo é bastante silenciosa e isolada do ambiente, algo especialmente importante num veículo diesel.

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A ergonomia de direção é típica de um SUV, se assemelhando bastante à do Land Rover Discovery Sport: ponto H alto, postura ereta, acionamento dos pedais relativamente verticalizado, mas boa visibilidade e amplitude de ajustes da coluna de direção. O teto solar amplia a sensação de espaço da cabine pelo ganho de luminosidade, mas poderia ser mais longo.

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Os passageiros de trás possuem um belo espaço para as pernas e também contam com duas opções de ângulo de encosto – apenas fez falta uma saída de ventilação central ou nas colunas B. Tanto a segunda quanto a terceira fileira de bancos são bipartidas, possibilitando múltiplas configurações.

O porta-malas possui excelentes 798 litros, ampliável a até 1.625 litros com os bancos da 2ª e 3ª fileira rebatidos (como ambos são bipartidos, há várias configurações possíveis para se carregar objetos longos ou em forma de “L”). O acesso ganhou 37 mm de altura e, nesta versão a diesel e na V6 GT topo de linha, há sistema elétrico para abertura e fechamento da tampa, que pode ser feito por botão na própria tampa, painel ou chave.

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Na estrada, no off-road e… no autódromo?

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A proposta do New Outlander é de ser um crossover urbano sem abrir mão de boa capacidade no fora de estrada moderado. Nosso test-drive começou no cascalho e na terra batida das estradas vicinais que circundam o autódromo Velo Città, com direito a travessias de trechos alagados e outros mais acidentados, com costelas e facões. Com boa altura livre do solo e monobloco bastante rígido, dá pra manter uma média de velocidade razoavelmente alta, sem nenhum ruído estrutural nem preocupações se haverá contato com o chão.

A suspensão traseira multibraços, agora mais leve e com amortecedores traseiros reprojetados, resulta em ótima estabilidade transversal do veículo na transposição de trechos acidentados em velocidade. Você só sentirá os batentes dos amortecedores se realmente exagerar na tocada.

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A tração nas quatro rodas possui três opções: Eco, na qual o veículo se mantém com tração dianteira para reduzir as perdas energéticas do sistema de transmissão e poupar combustível, Auto, na qual os sensores de velocidade das rodas alteram a distribuição de torque entre os eixos conforme a necessidade e a Lock, que trava o torque em 50% para cada eixo, ideal para o off-road e em trechos de baixa aderência.

O acoplamento do diferencial traseiro é controlado eletronicamente e se dá por sistema de discos de fricção. No modo Auto, as rodas de trás recebem ao menos 15% do torque do motor, enquanto sob aceleração total essa razão sobe para até 40%. O sistema trabalha em conjunto com os controles de estabilidade e de tração, que podem ser desligados.

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Na estrada – dirigimos o modelo entre as cidades de Mogi-Guaçu e Holambra –, o Mit oferece bastante conforto: a cabine está muito bem isolada do motor a diesel e do ambiente, e o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, que trabalha com um radar na dianteira que reduz a velocidade de acordo com a presença de veículos adiante (e retoma para a programação original quando o horizonte volta a ficar livre), é bastante conveniente para viagens longas. A 120 km/h, o motor mantém 2.100 rpm em sexta marcha. Sem abusar do pedal da direita, conseguimos obter a média de 13,8 km/l. Os 36,7 mkgf de torque a 1.750 rpm são muito úteis para ultrapassagens rápidas e seguras na rodovia.

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O New Outlander oferece alguns outros recursos interessantes, típicos de modelos da Audi e da Volvo: sistema de alerta de colisão frontal, que inclusive pode frear completamente o veículo em velocidades de até 25 km/h se o radar não detectar reação do motorista até a distância crítica, alerta de mudança involuntária de faixa, e o tradicional assistente para partida em rampa.

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E no autódromo? Pense no Lancer Evo X. Agora esqueça. O New Outlander definitivamente não é o carro pra isso, meu chapa. Mas não deixou de ser uma brincadeira interessante, especialmente pra sentir a dinâmica do Mit no limite de aderência (destaque para o bom apoio lateral dos bancos) e o torque do motor turbodiesel nas saídas de curva. Sempre subesterçante e comunicativo, a tocada é segura e previsível.

 

Bottom Line

Com um spread que varia largamente de R$ 115 mil a R$ 174 mil e propostas bem diferentes de motorização e tração, o New Outlander acaba brigando com uma série de veículos grandes: a versão de entrada disputa espaço com crossovers como o Fiat Freemont e a topo de linha diesel, como mencionamos, encara os SUVs 4×4 da Toyota e da Chevrolet.

Em relação aos seus principais concorrentes a diesel, o New Outlander leva vantagem por ser mais leve – tanto no bolso quanto na balança: R$ 173.990 e 1.640 kg, contra os R$ 196.900 e 2.020 kg do Toyota Hilux SW4 3.0 TDI e os R$ 183.900 e 2.164 kg do Chevrolet Trailblazer. A diferença de 380 kg ou mais se dá pela diferença de concepção: a Mitsubishi utiliza monobloco enquanto os concorrentes, derivadas de picapes, seguem pelo caminho mais tradicional, de carroceria montada sobre chassi – solução mais rígida e ideal para o transporte de carga, mas que possui desvantagens dinâmicas, de eficácia energética e de segurança na progressividade da absorção de impactos.

Relações peso-potência (diesel): New Outlander 9,93 kg/cv; Trailblazer 10,82 kg/cv; Hilux SW4 11,8 kg/cv

Relações peso-torque (diesel): Trailblazer 39,3 kg/mkgf; New Outlander 44,6 kg/mkgf; Hilux SW4 55 kg/mkgf

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Um rival acidental interessante é a versão de entrada do Land Rover Discovery Sport, que sai por R$ 179.900. As coisas se misturam porque, fora o valor de etiqueta similar, o 2.0 turbo a gasolina do inglês (futuramente será fabricado no Brasil) gera torque semelhante ao diesel (34,6 mkgf a 1.750 rpm, contra 36,7 mkgf a 1.500 rpm do Mit), mas na potência a diferença é de sólidos 75 cv – suficiente para superar a diferença de 200 kg entre os modelos: o Discovery Sport pesa 1.840 kg e tem 240 cv.

Mas aí vale lembrar que existe o New Outlander GT 3.0 V6 topo de linha, com os mesmos 240 cv, bem mais leve e por R$ 152 mil – além de custar R$ 28 mil a menos que o inglês, traz mais equipamentos sobre o Land Rover, como o navegador por GPS, teto solar, bancos de couro e faróis de LED. Se o diesel compensa sobre o V6? Bem, a tributação sobre este tipo de veículo sempre irá colocar os diesel em uma posição de nicho bastante específica: na ponta do lápis, o melhor custo-benefício-desempenho sem dúvida é o seis cilindros.

 

Serviço: test-drive & afins

Mitsubishi New Outlander: Agende o seu test-drive (necessário o cadastro), encontre a concessionária mais próxima.

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Ficha técnica: Mitsubishi New Outlander 2.2L Diesel

Motor: quatro cilindros em linha, transversal, 2.268 cm³, 16V, cabeçote com duplo comando de válvulas, injeção direta common rail, diesel, turbo

Potência: 165 cv a 3.500 rpm

Torque: 36,7 mkgf entre 1.500 e 2.750 rpm

Transmissão: automática de seis marchas, tração nas quatro rodas

Suspensão: dianteira do tipo McPherson e traseira do tipo multibraços

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás

Pneus: Goodyear Eagle LS2 225/55 R18

Dimensões: 4,69 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,68 m de altura e 2,67 m de entre-eixos

Peso:  1.640 kg

Itens de série: tração nas quatro rodas com três programações (Eco, Auto, Lock), ar-condicionado automático dual zone, faróis em LED + lavadores, teto solar, bancos com revestimento em couro com ajustes elétricos (motorista) e aquecimento (dianteiros), bancos traseiros reclináveis e deslizantes na 2ª fileira (sete lugares), direção com assistência elétrica, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, sensor de chuva e crepuscular, sensor de estacionamento mais câmera de ré, sistema multimídia com tela de 7″, navegador GPS, USB, Bluetooth, CD/DVD e cartões SD, freios ABS com BAS, controles de tração e estabilidade, nove air bags, assistente para partida em rampas, aviso de desvio de faixa, partida por botão (keyless)

Preço: R$ 173.990 (abril de 2015)

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