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Motores lendários: o garboso V12 da Jaguar

Normalmente não acho que uma empresa está presa em suas tradições quando se fala de configuração de motor. A Ferrari e a Alfa Romeo são exemplos bons aqui: apesar de terem sua configuração tradicional, mais conhecida e popular (o quatro em linha DOHC na Alfa, e o V12 na Ferrari), conseguem imprimir em qualquer motor suas características marcantes, seu brio, sua alma. Não há nem exceções aqui: mesmo um quatro-em-linha Ferrari e um quatro contraposto Alfa Romeo são motores distintamente Ferrari, indubitavelmente Alfa Romeo. Mas não consigo deixar de estranhar uma Jaguar como a de hoje, sem um seis em linha. Neste caso, parece que a empresa é tão intrinsecamente ligada à sofisticação e suavidade deste tipo de motor que qualquer outra configuração parece algo errado. Talvez porque todo Jaguar até 1971 era seis em linha exclusivamente, época que foi certamente sua época áurea, que criou a fama e o nome que sustentam a marca até hoje. E quando a marca, em 1971, lançou um motor

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