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Zero a 300

Mustang EcoBoost perde 35 cv com gasolina comum, homem dirige 100 km com faca na cabeça no Piauí, radares são escondidos em caixas de metal e mais!

Este é o Zero a 300, nossa rica mistura das principais notícias automotivas (ou não) do Brasil e de todo o mundo, caro car lover. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Mustang EcoBoost produz 35 cv a menos se abastecido com gasolina comum de 87 octanas

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O Mustang EcoBoost pode ter soado como uma heresia em um primeiro momento, mas bastou a Ford declarar a potência máxima do motor 2.3 turbo para que muita gente mudasse de opinião — afinal são 310 cv, mais que o modelo V6 de 300 cv. Só que há um detalhe que nós e quase ninguém sabia até agora: os 310 cv só são produzidos com a queima de combustível de alta octanagem — Petrobrás Pódium  (93 octanas) ou Ipiranga Premium (91), no Brasil.

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Segundo o material de treinamento técnico da Ford publicado pelo site Mustang6G, quando abastecido com gasolina comum, de 87 octanas, o motor produz 35 cv a menos, chegando a apenas 275 cv — o que o coloca de volta abaixo do V6 em termos de potência.

 

Isso se deve ao próprio funcionamento da ECU, que é programada para monitorar o funcionamento do motor por meio de diversos parâmetros dentre os quais está o sensor de detonação. Caso a ECU detecte que há detonação ela automaticamente muda o mapeamento para evitar esse comportamento, o que logicamente irá comprometer a produção de potência. Isso também evidencia que o motor EcoBoost no Mustang leva a compressão dinâmica (influenciada pela pressão do turbo) a números extremos para o motor, o que exige um combustível com alta resistência à detonação — que é exatamente o significado de alta octanagem.

Vale lembrar que algo semelhante acontecia com a última versão do Golf GTI brasileiro, de quarta geração. Quando abastecido com gasolina Pódium ele chegava aos 198 cv, com gasolina comum a potência ficava nos 180 cv. Como o Mustang já está confirmado para o Brasil, resta saber agora se a Ford irá trazer seu pony car na versão turbo ou com o musculoso V8 para encarar o Camaro SS em terra brasilis.

 

Moto-taxista dirige 100 km com uma faca na cabeça no Piauí

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Foto: Portal G1

Nós já vimos muitas histórias de pessoas que foram esfaqueadas ou sofreram perfurações no crânio e sobreviveram para contar a história. A mais famosa delas é a de Phineas Gage, um operário da indústria ferroviária americana que teve lesões causadas por uma barra de ferro e acabou contribuindo para a neurociência.

Mas em nenhum caso desses a vítima subiu em uma moto e dirigiu por 100 km até chegar ao hospital como aconteceu em dezembro com o moto-taxista piauiense Juacelo Nunes de Oliveira, de 39 anos. Segundo o Portal G1, Juacelo estava em uma fez em Água Branca/PI, a 98 km da capital Teresina. Ele se envolveu em uma discussão e acabou esfaqueado por três homens. De acordo com o relato ao G1, Juacelo não sentiu o momento dos golpes de faca, mas sofreu quatro perfurações: uma no pulmão esquerdo, duas no tórax e uma na cabeça.

Os laudos médicos mostraram que a faca passou por trás do olho esquerdo e parou a perfuração ao atingir o osso maxilar inferior direito. Mesmo assim Juacelo manteve-se consciente e voltou os 98 km entre a festa e a capital guiando sua moto. No hospital ele passou por uma cirurgia de três horas e correu risco de morte, segundo os médicos. Ele não teve funções sensoriais afetadas apesar da gravidade do ferimento.

 

Novos radares móveis de São Paulo ficam escondidos em caixas “protetoras”

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Foto: Folhapress

Normalmente os radares móveis são identificados por duas formas: ou estão próximos a viaturas do órgão fiscalizador, ou sobre tripés, visíveis a todos os motoristas. Normalmente, por que em São Paulo/SP, a Prefeitura está instalando os radares móveis dentro de caixas de metal, como mostra esta notícia da Folha de S. Paulo. Oficialmente a estrutura serve para proteger o equipamento, mas acabam ajudando a escondê-los, tornando difícil sua identificação pelos motoristas.

No total, são aproximadamente 20 radares, que não dependem de operadores como os antigos, que ficavam sobre tripés. Os aparelhos fiscalizam excesso de velocidade, infração do rodízio municipal e invasões a corredores e ciclofaixas.

 

Volkswagen demite 800 funcionários na volta das férias coletivas

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Foto: Estadão

A crise no setor automotivo brasileiro voltou a dar as caras logo nos primeiros dias do ano: na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo/SP cerca de 800 funcionários receberam telegramas solicitando o comparecimento ao departamento pessoal. Segundo o Estadão, a Volkswagen não confirma as demissões, mas divulgou uma nota afirmando a urgente “necessidade de adequação de efetivo e otimização de custos para melhorar as condições de competitividade”.

Em 2014 as vendas de automóveis caíram 7,1% em relação a 2013, e as exportações diminuíram 40%. A Volkswagen teve uma redução de 13,5% nas vendas e caiu para terceiro no ranking das fabricantes brasileiras – resultado influenciado pelo fim do Gol G4 e da Kombi e também pelo fraco desempenho do up!.

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