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Zero a 300

Nada de V8 para o C63 AMG | Lotus vende bem? | O McLaren “P1” elétrico e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere com a gente!

 

Nada de V8 para o Mercedes-AMG C63

Semana passada, a Car and Driver americana afirmou que a Mercedes estudava trazer de volta o motor V8 para o C63 e E63 já em 2026. Agora, uma nova reportagem da revista alemã Auto Motor und Sport indica o contrário: o V8 não retornará.

De acordo com a publicação, o seu informante dentro da Mercedes, obviamente cheio da característica doçura do povo alemão, disse que toda essa ideia de V8 de volta é “pura bobagem”. O C-Class AMG agora é 2.0 turbo de quatro cilindros híbrido, e muito provavelmente, o E-class será um seis cilindros 3 litros turbo híbrido. E pronto.

Se você não entendeu, parte da explicação está no fato de que o maior mercado do mundo, a China, taxa fortemente motores à combustão segundo uma tabela crescente baseada em deslocamento. Dois litros são um limite (1 litro e 1,5 litro as faixas abaixo), e três e quatro litros também. Menos imposto significam mais vendas na China, e o resto do mundo? Ora, vai ter que consumir o que chinês curte, e pronto.

Enquanto isso, quase um ano depois da introdução do Mercedes-AMG C63 S E Performance, e apenas algumas semanas desde seu lançamento no mercado na Alemanha, as vendas parecem desapontadoras no seu país de origem.

Com base em informações coletadas de concessionárias alemãs, o MB Passion Blog relata que os pedidos estão atualmente pairando “próximos de zero”. Os revendedores são da opinião de que o interesse moderado no C63 S decorre do fato de que seu rival BMW oferece valor superior.

É claro né? Não foi feito para este mercado. Lembro quando cada país criava carros para seu próprio mercado, e se alguém de outro país quisesse, vendiam para ele também. A Mercedes-Benz costumava ser um grande expoente disso. Agora as pessoas fazem coisas que não gostam para gente que não conhecem, tudo em nome de quê? De uma nova divindade inquestionável chamada “mercado”. (MAO)

 

Sucessor do McLaren P1 pode ser elétrico, em 2030

O McLaren P1 original

A revista inglesa The Autocar informa que o tão esperado sucessor do McLaren P1 deve ser 100% elétrico quando for lançado no final da década.

Se o P1 original era a resposta para o Porsche 918 Spyder, o novo “P1” elétrico será a resposta ao Porsche Mission X totalmente elétrico. O chefe da McLaren, Michael Leiters, disse à Autocar que os elétricos são um dos três pilares do desenvolvimento de powertrain para a McLaren, ao lado de motores de combustão interna e híbridos.

Mas Leiters disse também que a empresa hoje “não tem certeza” sobre supercarros elétricos. “A principal razão para isso é o peso. Não queremos fazer um carro com 2.000 kg e 2.000 cv – qualquer um pode fazer isso. Isso não está no DNA da McLaren. Queremos fazer um carro que seja comparável ao 750 em termos de peso; não precisamos de 2.000 cv. Estamos trabalhando em conceitos para isso, estamos explorando isso e temos ideias realmente empolgantes sobre isso, como uma forma de superar o que fazemos com os ICE hoje.”

Superar não somente em velocidade, claro, mas também em comportamento e agilidade. Ainda assim, parece claro que o que o mundo não precisa de verdade é de mais um supercarro elétrico. Qualquer elétrico caro, seja ele sedã ou SUV, tem desempenho superlativo em linha reta, e um comportamento dinâmico bem aceitável para 90% das situações e pilotos.

A verdade é que o maior desafio de todos, se falando de elétricos, está no campo do carro esporte, e do supercarro. Como fazer algo que apenas tem velocidade e torque extremo como atrativo, algo desejável, quando qualquer sedã Tesla pode fazer o mesmo? Desenho “esportivo”? Tempos melhores circulando pistas de corrida famosas nas montanhas alemãs? Comportamento dinâmico? Ora, faça-me o favor. A experiência de andar num carro esporte, cada vez parece mais claro, está intimamente ligada à personalidade de seu motor de combustão interna.

A verdade é que a resposta de como será o futuro desses fabricantes de carros esporte ainda está para aparecer. Será que os bilionários do oriente vão continuar comprando qualquer coisa que fazem, a preços cada vez mais exorbitantes, e tudo continua igual? É uma possibilidade. A ver. (MAO)

 

Lotus anuncia que já tem 17.000 encomendas de carros para 2023

Depois do anúncio de que o ano passado foi miseravelmente mal-sucedido para a Lotus, com apenas pouco mais de 500 carros vendidos, empresa e sua controladora Geely precisavam fazer algo para não parecer que a veneranda marca de carros esporte de Colin Chapman está nas últimas.

Um novo carro e uma nova estratégia? Não, a empresa anunciou que já tem “17.000 encomendas” para 2023. Parece um anúncio bem estranho, um renascimento incrível, mas que, por enquanto, é só dito, não efetivado.

Não quer dizer que seja impossível de acontecer. Este ano começa a entrega do Emira 2.0 com câmbio DCT na China; também é o início das vendas do mega-suv elétrico de nome super-criativo “Eletre”, que é fabricado na China com olhos naquele mercado, e do Oriente Médio, principalmente. Não é difícil que maior mercado do mundo, a China, que consome ao redor de 27 milhões de veículos anualmente, compre 90% desses 17 mil veículos. A maioria, claro, Eletre.

Pelo menos, serviria para manter a marca de Hethel viva. Que poderia aí, como uma Porsche, continuar fazendo carros esporte legais “por diversão”. Será? (MAO)

 

Conheça o exclusivíssimo Manhart MH3 3.5 Turbo.

BMW M3 E30. O M3 original. Um dos carros mais sensacionais que existem, mas um que muita gente não entende. Isso porque o seu motor original, algo feito para homologar carro de corrida, era de quatro cilindros aspirado e com 2,3 ou 2,5 litros; muita gente sonhava com um seis em linha da marca bávara, para mais potência, suavidade e sofisticação, no chassi melhorado do M3.

Desde que o E30 era novo isso existiu; e muitas vezes o seis em linha grande da marca, com 3,5 litros, acabou debaixo dos capôs de M3, via Alpina e outros preparadores. Agora a Manhart Classic Cars vai além disso tudo: conheça o MH3 3.5 Turbo.

O nome já diz tudo, o seis em linha SOHC de 3,5 litros da BMW, turbo. Mas não qualquer motor BMW 3,5 litros: este é o seis em linha de 3,5 litros do raríssimo e clássico Alpina B7 S Turbo. Com controle eletrônico moderno, entre outras modificações da Manhart, são agora 405 cv e 66,2 mkgf.  A tração é rodas traseiras por meio de uma transmissão manual de cinco marchas.

As rodas agora são de 19 polegadas na frente e atrás. Atrás deles estão os freios dianteiros Brembo atualizados com pinças de quatro pistões e discos de 13 polegadas. Os freios traseiros permanecem originais, exceto pelos rotores perfurados. A suspensão coilover H&R rebaixa o carro um pouco, e garante ainda mais firmeza na suspensão.

Manhart não menciona o preço de seu incrível MH3 3.5 Turbo, mesmo porque reproduzi-lo não será fácil: quantos M3 E30 estão por aí em mau estado para virar um restomod? E quantos motores Alpina turbo?  Uma coisa é certa: considerando que os preços do E30 M3 estão chegando aos R$ 500.000 nos EUA para os melhores exemplares, um restomod desses, definitivamente, não é barato.