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Zero a 300

A nova Ferrari de Le Mans | o novo Hyundai HB20 | o fim dos Lamborghini retrô e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco.

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Hyundai HB20 renovado chega por R$ 76.690

Depois dos flagras e da oficialização, o Hyundai HB20 renovado finalmente está lançado. O modelo passa por um extenso facelift que traz a linguagem estética mais recente da Hyundai, mantendo a base mecânica e a plataforma usadas desde o lançamento do modelo em 2012.

As mudanças estéticas foram concentradas no capô, para-choques, conjunto óptico e rodas — as portas e a coluna C são as mesmas. Mas é difícil perceber que se trata apenas de um facelift com a boa integração entre as linhas renovadas e as pré-existentes, especialmente por que o HB20 já tinha alguns elementos desta linguagem de design mais recente da Hyundai como os vincos laterais que se convergem nas portas traseiras.

As novidades também aproximam o HB20 do seu primo distante, o i20, com linhas mais retas na dianteira, faróis menos “espalhados” pelas laterais, tomadas de ar maiores e as lanternas traseiras integradas em um conjunto único que se estende sobre a tampa do porta-malas.

Essas mudanças, juntamente das novas rodas de 16 polegadas no lugar das antigas de 15, fizeram com que o carro ganhasse um aspecto mais corpulento do que sugerem os poucos milímetros que ele ganhou no comprimento (75 mm no total, sendo 50 mm no balanço dianteiro e 25 mm no balanço traseiro). Como as dimensões foram aumentadas por elementos externos, o espaço interno e o volume do porta-malas se mantiveram inalterados.

O design interno também se manteve inalterado, porém com novos tecidos e padrões de revestimento dos bancos e painel, nova grafia dos instrumentos, um novo comando do ar-condicionado e um novo sistema multimídia com tela de oito polegadas e conectividade sem fio com smartphones Android ou Apple. Na versão de topo, os bancos têm couro nas laterais com a parte central de tecido.

Na versão de topo, a Platinum, o quadro de instrumentos passa a ser digital, colocando o HB20 em paridade com alguns dos seus rivais. O ar-condicionado também passa a ter controle digital e automático, e agora há seis airbags em todas as versões (laterais, frontais e cortinas).

Ainda no quesito segurança, o HB20 teve seu pacote SmartSense atualizado com novos sistemas ativos de auxílio ao motorista. A assistência de permanência em faixa, que antes emitia apenas sinais sonoros quando o carro começava a sair da faixa de rodagem (LKA, assistente de permanência em faixa), agora também tem a capacidade de atuar sobre a direção para corrigir sutilmente a trajetória (LFA, assistente de centralização em faixa).

O assistente de tráfego à traseira (RCCA), além de monitorar o movimento atrás do carro (em manobras em marcha à ré, claro) agora também pode acionar os freios automaticamente para impedir uma colisão/atropelamento.

O pacote ainda inclui o assistente de ponto cego (BCA), que sinaliza a presença de objeto em pontos cegos e, em último caso, pode atuar sobre a direção para evitar colisão, o sistema de saída segura (SEW), que emite alertas sonoros ao detectar objetos próximos ao carro ao se abrir as portas dianteiras, e o sistema de alerta e frenagem autônomo (FCA), que agora detecta também ciclistas e pedestres à frente do carro. O pacote SmartSense, contudo, está disponível apenas na versão de topo, a Platinum.

Sob o capô o novo HB20 manteve os mesmos motores 1.0 de três cilindros, um aspirado e outro turbo com injeção direta. O modelo aspirado manteve os 80 cv e 10,2 kgfm, e é sempre combinado ao câmbio manual de cinco marchas. As versões com o motor turbo têm 120 cv e 17,5 kgfm, e podem ser equipadas com o câmbio manual de seis marchas, ou automático de seis marchas.

O novo Hyundai HB20 parte de R$76.690 na versão de entrada, Sense, com motor 1.0 aspirado e câmbio manual de cinco marchas, e vai até os R$ 114.390 na versão Platinum Plus, com o motor 1.0 turbo e câmbio automático de seis marchas. Veja a seguir, os preços e itens de cada versão:

Sense, R$ 76.690: DRL, rodas de aço de 14 polegadas com calotas, cruise control e limitador de velocidade, retrovisores e maçanetas sem pintura, bancos de tecido preto, vidros dianteiros elétricos, rádio com Bluetooth.

Comfort, R$ 79.990: rodas de aço de 15 polegadas com calotas, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, e acrescenta à lista do Sense alarme, vidros elétricos nas portas traseiras, chave tipo canivete, sistema multimídia com tela de oito polegadas e conectividade Carplay e Android Auto.

Limited, R$ 85.490: acrescenta à lista do Comfort rodas de liga leve de 15 polegadas, câmera de ré, função one-touch em todos os vidros, fechamento dos vidros por telecomando, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, sensor crepuscular, e sensor de estacionamento traseiro.

Comfort Turbo, R$ 93.790 MT6 ou R$ 99.390 AT6: mesmos itens da Comfort aspirada, porém com antena tipo barbatana e rodas de liga leve de 16 polegadas.

Platinum AT6 Turbo, R$ 105.390: acrescenta ao pacote da Limited o sistema de chave presencial e partida por botão e remota, quadro de instrumentos digital, retrovisores com rebatimento elétrico, e entrada USB-C no console para o banco traseiro.

Platinum Plus AT6 Turbo, R$ 114.390: acrescenta à Platinum AT6 Turbo as borboletas no volante, luzes de cortesia no para-sol, porta-luvas e porta-malas, banco traseiro bipartido, base de recarga wireless para smartphones e afins, farol alto adaptativo e sistema SmartSense.

Todas as versões podem ser compradas nas cores Branco Atlas, preto Ebony (sólidas), Prata Brisk, Prata Sand e Cinza Silk (metálicas) e Sapphire Blue (perolizada). Esta última era uma exclusividade do HB20S, que agora passa a ser oferecida no hatch.

 

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Quanto ao HB20S, a Hyundai fez a apresentação estática do HB20 S na noite desta terça-feira (5), porém ainda não divulgou preços ou detalhes da versão, que deve chegar nos próximos meses. (Leo Contesini)

 

Ferrari de Le Mans dá as caras durante testes

Ferrari de Le Mans

Depois de um teaser sombrio, a nova Ferrari de Le Mans agora aparece em dois momentos diferentes: um oficial, igualmente na sala pouco iluminada da Ferrari em Maranello, e outro extra-oficial, durante testes no circuito de Fiorano.

Na imagem oficial, o carro aparece camuflado, refletido em uma janela da fábrica. Na imagem de testes, feita pelo pessoal do Motorsport.com, o carro aparece igualmente camuflado, mas sem a penumbra convenientemente posicionada para ocultar detalhes. Não é uma visão muito bonita, infelizmente — jamais houve uma Ferrari de Le Mans que pudesse ser considerada feia, afinal —, mas ela revela um projeto aerodinâmico aparentemente ousado.

Ferrari de Le Mans

O carro é extremamente baixo, apenas com a bolha do cockpit saliente. O deck traseiro tem um perfil quase de Fórmula 1 — como se a Ferrari tivesse carenado seu carro de F1, na verdade. Mas o que chama a atenção de verdade é o arranjo de asas na traseira.

Note que há uma asa posicionada bem abaixo da asa principal, onde aparentemente ocorre a saída do fluxo aerodinâmico sobre as laterais superiores da traseira. Certamente é um arranjo feito para interagir com o difusor traseiro de alguma forma. Note ainda que a caixa de roda traseira é praticamente inexistente: apenas uma cobertura para as rodas para cumprir o regulamento, pelo jeito.

O pessoal do Motorsport.com conversou com a Ferrari, que confirmou este primeiro teste dinâmico com Alessandro Pier Guidi ao volante e que foi um shakedown padrão, com uma volta na pista e depois o retorno aos boxes para verificar os dados coletados e o estado geral do carro.

A Ferrari ainda mencionou que irá iniciar um programa de desenvolvimento mais intenso ainda neste mês, com testes em vários circuitos europeus. Os pilotos que participarão destes testes serão alguns membros do programa GT da marca — a Ferrari mencionou James Calado, Nicklas Nielsen e Antonio Fuoco, mas é de se esperar que Daniel Serra também seja incluído de alguma forma, afinal, ele já venceu as 24 Horas de Le Mans duas vezes na classe GTE Pro — uma delas pela Ferrari, com James Calado e Alessandro Pier Guidi, ambos participantes do programa LMH. (Leo Contesini)

 

A Lamborghini não fará mais carros retrô

O novo Countach, na verdade uma carroceria retrô em um Aventador, é, de qualquer forma que se olhe para ele, um sucesso comercial. Todas as unidades planejadas foram vendidas na semana de lançamento, e certamente foi algo que fez um bocado de dinheiro para a empresa.

Mas pergunte entre entusiastas a opinião deles a respeito do carro, e a controvérsia começa. Tem gente que acha legal, uma justa homenagem à um ícone do passado da empresa. Mas tem gente que acha um mero caça-níqueis, uma enganação, uma forma de separar bobos saudosistas incautos de seu rico dinheirinho. Qualquer um dos times que for o seu, tens que concordar que está longe de ser uma unanimidade.

Talvez por isso, para preservar a imagem futurista da empresa, que a Lamborghini anunciou que não vai mais fazer coisas deste tipo. Sim, você ouviu corretamente: acabaram-se os carros retrô da marca.

“O Countach é um experimento único, mas como somos uma marca pequena, temos que olhar para frente”, disse o CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, à Road & Track durante uma entrevista no lançamento do Huracán Tecnica em Valência, Espanha. “Não podemos confiar no passado e pensar que o passado está criando o futuro. Então é isso. Chega. Sempre temos coisas novas chegando, então temos que nos concentrar no futuro, não no passado.”

Lembrando: todos as 112 unidades do novo Countach venderam em uma semana. A US$ 2.640.000 cada um deles. Esse é o tipo de dinheiro que estamos falando. Uma estratégia arriscada, mas deveras corajosa. (MAO)

 

GTO Engineering mostra mais detalhes do seu 250 GT SWB moderno

Enquanto a Lamborghini abandona os carros retrô, outros desesperadamente entram correndo neste trem de veículos exclusivos inspirados no passado. A GTO Engineering, uma empresa inglesa especializada em Ferrari clássica, anunciou à algum tempo um carro novo, inspirado na famosa 250 GT SWB, o “Squalo”. Agora conhecemos mais detalhes da máquina.

A GTO Engineering mostrou o avançado monocoque de fibra de carbono e o V12 que servirá de base para o novo carro. Tanto o monocoque quanto todos os painéis da carroceria do Squalo serão feitos de fibra de carbono, garantindo que o carro pese “menos de 1.000 kg”. A empresa britânica diz que o Squalo deve ter 55/45% do peso em cada eixo, e terá um centro de gravidade muito baixo.

O motor será um V12 de 4,0 litros naturalmente aspirado. Este motor é um V12 Colombo, mas não veio da Ferrari: a GTO os reproduz a partir do zero para equipar carros restaurados e réplicas de Ferraris antigas. Esta versão do Squalo será uma evolução moderna do motor antigo: DOHC, 10.000 rpm e apenas 165 kg de peso, 11 kg a menos do que um motor Ferrari original. Promete 460 cv, o que, no mais vocal e lendário V12 já criado, é algo de esperar ansiosamente.

O preço? Não foi revelado, bem como não se sabe como a empresa pretende homologar o carro, já que é novo, zero km, e não um restomod. Mas se você precisa saber desses detalhes mundanos de plebeu, certamente não é o público-alvo. (MAO)

 

Os quatro anéis da Audi completam 90 anos

Three Rings for the Elven-kings under the sky,

Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,

Nine for Mortal Men doomed to die,

One for the Dark Lord on his dark throne

In the Land of Mordor where the Shadows lie.

One Ring to rule them all, One Ring to find them,

One Ring to bring them all and in the darkness bind them

In the Land of Mordor where the Shadows lie.”

Assim nos contou J.R.R. Tolkien sobre o que significavam os famosos anéis do poder na terra média. Aqui no nosso mundinho do automóvel o Senhor dos Anéis deve ser a VW; juntou não só os quatro anéis entrelaçados da Auto-Union com o seu, trouxe também mais um, a NSU, para formar um só grupo forte que tenta até hoje ser o maior do mundo. O One Ring é o símbolo da VW? Era Piëch a encarnação de Sauron? Tá, parei; sorry.

Não, não acreditamos nessa bobagem, além de uma brincadeira inevitável com a mitologia moderna. O fato é que os quatro anéis entrelaçados da Auto-Union fazem 90 anos em 2022, e a Audi, marca herdeira do símbolo e do legado deles, aproveita para relembrar esta história.

Como sabemos, os quatro anéis significam quatro companhias de automóvel, que se juntaram para fazer uma Auto-Union, uma união automobilística. Era uma época de crise na Alemanha em 1932, e a união era para evitar o fim dessas quatro empresas, todas elas em maus lençóis financeiros.

A Horch fazia carros de luxo, rival da Mercedes-Benz. Foi criada por um August Horch, mas que logo foi expulso dela; em 1910 cria outra empresa. Para nomear esta empresa, traduziu seu nome para o latim: Horch significa “ouço” em alemão, que em latim é “audi”. Às duas empresas que se juntaram em 1932 se uniram a DKW, produtora de carros baratos com motor dois tempos e tração dianteira, e a Wanderer, uma empresa de carros médios. Quatro empresas, quatro anéis entrelaçados.

Apenas os carros de corrida de Grand Prix se chamou Auto-Union; os inovadores carros de motor central-traseiro projetados pelo Professor Porsche.  No pós guerra, após um tempo produzindo DKW’s apenas (inclusive no Brasil sob licença, pela Vemag), foi comprada pela VW ao mesmo tempo que se tornava a Audi. Depois, com a compra da NSU, um quinto anel se juntou à empresa, mas não no logotipo, então já consolidado como “Audi”.

A Audi é a base da VW moderna; uma história confusa, longa e cheia de reviravoltas, mas que continua firme e forte, mesmo num eventual futuro elétrico. Um anel para dominar todos os outros? Ainda não, mas quem pode prever o futuro? (MAO)


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