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Zero a 300

Nova Ford Ranger chega em 2022, Mercedes declara a morte dos sedãs, o cockpit de simulador mais bonito do mundo e mais


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Nova geração da Ford Ranger será revelada nesse ano

A atual Ranger completa dez anos em 2021, e é chegada a hora de nos despedirmos dela: a Ford anunciou a nova geração para o ano que vem. Ela será revelada até dezembro, e será produzida na Argentina.

A última novidade é um vídeo divulgado pela Ford dos EUA, confirmando a apresentação da nova Ranger para 2021 e mostrando a picape, ainda sob pesada camuflagem, em testes off-road. A camuflagem deixa à mostra a silhueta, que aparentemente ficou mais retilínea e robusta; e também permite ver parte dos faróis, que pelo visto serão influenciados pela recém-lançada Maverick e também pela F-150.

De acordo com a Ford, o mercado norte-americano vai receber a nova Ranger no ano que vem, mas o lançamento na América do Sul ficará para 2023. Até lá, a Volkswagen também deverá ter revelado a nova Amarok – que, como é sabido, será feita sobre a mesma plataforma da nova Ranger. As duas até seriam fabricadas juntas em Pacheco, na Argentina, mas a Volks decidiu transferir os planos para sua unidade na África do Sul.

 

Mercedes-Benz diz que elétricos vão matar os sedãs três-volumes

 

No que depender de mim, nunca terei um sedã – para mim, carros de três volumes perdem em versatilidade para levar cargas maiores, e também são menos práticos no trânsito. Mas, ao mesmo tempo, gosto do estilo, e acredito que seja o que melhor representa a imagem mental que formamos ao ouvir a palavra carro. Duvida? Peça a qualquer criança para desenhar um carro e as chances de o resultado ser um sedã são enormes.

Pois a Mercedes-Benz – que, entre outras coisas, é bem conhecida por seus sedãs – diz que eles vão morrer. E a culpa é das baterias.

Tecnicamente não foi a Mercedes-Benz como um todo quem disse isso, mas sim Gorden Wagener, designer chefe da Daimler – que, tecnicamente, é o cara que supervisiona o estilo de todos os modelos do grupo. E ele foi bem direto ao falar com o Top Gear. As palavras a seguir são dele:

“A eletrificação vai matar o sedã três-volumes por várias razões. A aerodinâmica é a primeira. Segundo, o visual de um sedã com um conjunto de baterias de 15 centímetros [no assoalho] simplesmente não fica bom. Fica uma merda. É preciso fazer alguma coisa para quebrar visualmente a altura [extra].”

Olhando os recentes Mercedes-Benz EQS e EQE, fica evidente a que “alguma coisa” Wagener se refere: repare como nos dois “sedãs” elétricos, há uma mera sugestão do terceiro volume, que é ainda mais discreto no EQS (acima) que no EQE (abaixo).

Em alguns casos, os sedãs modernos são, na verdade, hatchbacks – a abertura do porta-malas inclui o vigia traseiro, o que é a definição de um hatch. Ganha-se em praticidade, sem dúvida. Mas não deixa de ser um pouco melancólico, ainda mais vindo da Mercedes-Benz.

 

Pininfarina apresenta o cockpit de simulador mais bonito do mundo

Os simuladores modernos são tão avançados que conseguem reproduzir até os solavancos de um carro de corrida de verdade – e, com parâmetros cada vez mais altos de simulação, incluindo pistas escaneadas a laser para copiar até as imperfeições do asfalto, os pilotos até treinam usando simuladores.

Um rig avançado não precisa ser bonito, precisa ser funcional: um banco confortável, volante, pedais e câmbio bem posicionados, um monitor de respeito e pronto. Pode até ser tudo preso a uma armação tubular, de madeira, de PVC… o que vale é a ergonomia (e robustez para segurar tudo sem desmoronar).

Mas tem gente que não sabe brincar – e a Pininfarina, pelo visto, sabe disso. O estúdio italiano de design apresentou nesta semana seu cockpit para simuladores e, sinceramente, o negócio é mais bonito que muito carro de verdade.

O cockpit, pintado de prata, foi feito com base no monoposto Cisitalia 202, de 1946. O interior tem revestimento de couro, um volante Nardi de madeira, alavanca de câmbio e três pedais que parecem mesmo ter vindo de um carro de corrida antigo. O monitor pode ser uma tela curva de 46 polegadas, mas o conjunto também é compatível com kits de realidade virtual. E a carroceria esconde atuadores hidráulicos da suíça Racing Unleashed, garantindo uma experiência ainda mais realista.

Rodando Assetto Corsa, o simulador vem com um brinde bem interessante para colecionadores – a Pininfarina vai providenciar o escaneamento e a recriação em 3D de qualquer carro que o dono tenha e queira pilotar em Assetto Corsa.

Serão feitos apenas nove cockpits como esse, e o primeiro deles será leiloado com lance inicial de US$ 130.000 – o que dá quase R$ 685.000 em conversão direta (setembro de 2021).

 

Radford Type 62-2 John Player Special mostra como se faz algo retrô do jeito certo

Jenson Button deixou de correr na Fórmula 1 para construir esportivos – sua empresa, a Radford, apresentou recentemente o Type 62-2, completamente inspirado pelos Lotus de antigamente e feito com a ajuda da própria Lotus.

A versão apresentada há algumas semanas foi a Gold Leaf, com pintura vermelha, branca e dourada – uma combinação clássica dos Lotus – já era bem interessante, com um V6 supercharged de 3,5 litros (o mesmo do Lotus Evora) calibrado para entregar 507 cv. Pois agora a Radford apresenta a versão John Player Special, evidentemente pintada no mesmo esquema de cores da fabricante de cigarros que patrocinou a equipe Lotus de Fórmula 1 pela maior parte de sua vida. E, além da nova pintura, a variante JPS também traz um motor mais potente, com 608 cv.

A Radford diz que a potência extra é obtida com novos pistões e bielas, comandos de válvulas com perfil mais agressivo e um supercharger com maior capacidade. Além disso, rolou uma programação mais agressiva na ECU.

Dos 62 exemplares que serão feitos, apenas 12 trarão o tratamento John Player Special, enquanto os 50 restantes serão da versão Gold Leaf.

 

Ford também vai encerrar produção na Índia

Era questão de tempo, na verdade: depois de fechar suas fábricas no Brasil, a Ford agora prepara sua saída da Índia. O anúncio foi feito nesta semana por Anurag Mehrotra, presidente da Ford no país.

“Apesar dos nossos esforços, não conseguimos encontrar um caminho sustentável para obter lucros a longo prazo”, declarou o executivo em pronunciamento oficial.

Mehrotra também revelou que, nos últimos dez anos, os custos operacionais na Índia trouxeram prejuízo de mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões em conversão direta). O site Reuters lembra que a Ford já produz na Índia há 25 anos e até hoje não conseguiu mais que 2% de market share entre os veículos de passeio.

A publicação avalia que parte do motivo para a decisão tem a ver com a forte concorrência de fabricantes japonesas e chinesas na Índia, onde a maior parte dos carros de passeio é de modelos de baixo custo, com motor pequeno e capacidade para até sete pessoas. Além disso, uma boa parcela desses carros é importada – contrariando a expectativa que a Ford tinha de o mercado automotivo indiano tornar-se o terceiro maior do mundo em 2020. Com a pandemia e seus efeitos, ocorreu o oposto: as vendas se retraíram e a Índia já foi ultrapassada pelo Japão e pela Europa. Em 2020, houve uma queda de 3 milhões de unidades nas vendas de carros novos em relação ao ano anterior.

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