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Zero a 300

Novo Jeep de sete lugares tem informações reveladas, Audi e-tron GT terá versão RS, Mercedes vai abandonar de vez o câmbio manual e mais!

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

FCA dá detalhes sobre o novo Jeep de sete lugares

Depoisi que foram publicadas fotos do novo Jeep de sete lugares disfarçado, a Fiat Chrysler Automobiles decidiu falar mais a seu respeito – ajudando a esclarecer algumas dúvidas sobre o projeto. E agora sabemos que, ao contrário do que as imagens sugerem, o carro não será um Compass esticado.

Durante uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (7), Ricardo Dilser, gerente de comunicação da FCA América Latina, disse que o fato de usar elementos da carroceria do Compass não significa que o novo Jeep de sete lugares será derivado do mesmo. Na verdade, segundo ele, o modelo terá um visual mais próximo do Grand Cherokee. Dilser ainda lembrou que a prática de usar elementos de carroceria de outros carros é comum na empresa – citando como exemplos as mulas de teste da Fiat Toro, que utilizavam a dianteira do Grand Siena; e a nova Fiat Strada, que na fase de desenvolvimento circulava com componentes do Mobi.

 

Durante a coletiva, a FCA ainda mencionou que o Jeep de sete lugares será equipado apenas com motores turbo. As apostas concentram-se no mesmo motor 2.0 turbodiesel de 170 cv usado por outros modelos da linha, e não descarta-se a possibilidade da adoção dos novos motores GSE Turbo, derivados da família Firefly. A versaõ turbodiesel deverá ter tração nas quatro rodas, como um bom Jeep.

A fabricante também afirmou que o desenvolvimento do carro será totalmente brasileiro – design e produção serão concentrados no Brasil, assim como ocorreu com a Fiat Toro, e será comercializado em toda a América Latina. O veículo utilizará a parte frontal da plataforma Small Wide 4×4, já empregada nos Jeep Renegade e Compass, na Fiat Toro e no 500X, por exemplo. Contudo, das colunas “B” para trás, será totalmente novo.

A FCA diz que o novo Jeep de sete lugares será fabricado em Goiana (PE), dividindo a linha de produção com Compass, Renegade e Toro. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2021.

 

Audi e-tron GT terá versão RS

O Audi e-tron GT, próximo membro da família de carros elétricos da Audi, fará sua estreia global ainda em 2020 – e agora, sabemos que ele também terá uma versão RS, que será revelada na mesma ocasião.

Desenvolvido em conjunto com o Porsche Taycan, o Audi e-tron GT usará dois motores elétricos para produzir 600 cv. Com tração nas quatro rodas, ele será capaz de ir de zero a 100 km/h em 3,5 segundos – e a Audi garante que o e-tron GT RS será ainda mais rápido, embora não tenha dado detalhes sobre sua performance. Tanto a versão “básica” quanto a RS chegarão ao mercado por volta do terceiro trimestre de 2021.

A fabricante alemã aproveitou o anúncio para divulgar um vídeo que mostra o processo de desenvolvimento do “ronco” do carro – que será produzido artificialmente. Segundo a Audi, foram utilizadas gravações de diversas fontes, incluindo um didgeridoo (instrumento de sopro tradicional dos aborígenes australianos) e outros instrumentos musicais, para produzir uma “trilha sonora” composta por pelo menos 32 canais.

Estes canais serão mixados e masterizados para gerar o ronco do carro – que mudará de acordo com o modo de condução escolhido e será reproduzido por um alto-falante externo. A Audi ressalta que a versão RS terá seu próprio som, diferente do e-tron GT normal.

 

Mercedes-Benz vai “eliminar câmbio manual” nos próximos anos

A Mercedes-Benz pretende aposentar definitivamente o câmbio manual nos próximos anos. Quem dá a notícia é o jornalista Greg Kable, da Autocar. Kable conversou com Marcus Schaeffer, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercedes-Benz, que confirmou os planos da fabricante alemã para “eliminar o câmbio manual” a médio prazo.

Schaeffer diz que não será uma morte abrupta, mas sim algo que ocorrerá de forma natural, atrelado à redução da oferta de motores a combustão interna – a meta é 40% em 2025 e 70% em 2030.

Em um primeiro momento, parece mais uma notícia triste para os entusiastas da velha escola. Porém, ao analisar um pouco mais a fundo a situação, o fim do câmbio manual na Mercedes faz todo o sentido. Atualmente, os únicos modelos da fabricante com pedal de embreagem na Europa são o A180 e o A200, hatchback e sedã, equipados com o motor 1.3 turbo desenvolvido em parceria com a Nissan. No Brasil, não temos carros da Mercedes com câmbio manual há pelo menos 15 anos – o último deles foi o Mercedes-Benz Classe A de primeira geração (W168), que foi produzido até agosto de 2005.

Nem mesmo os AMG podem argumentar contra o fim do câmbio manual, pois simplesmente nenhum modelo AMG recebeu câmbio manual em toda a história. Mesmo os mais icônicos, como o C63 AMG W204 com seu belíssimo V8 aspirado, apostavam no câmbio automático.

A declaração de Marcus Schaeffer, assim, tem muito simbolismo, mas na prática é apenas uma consequência da evolução dos automóveis. Lamentamos, claro, mas por questões puramente filosóficas.

 

Volkswagen Up 2021 será vendido apenas na versão Xtreme com quatro lugares

A Volkswagen deve remanejar a linha Up para 2021. E, de acordo com os colegas do Autos Segredos, além de passar a vendê-lo apenas com quatro lugares – em uma solução simples para não precisar incluir o cinto de três pontos para o quinto ocupante – a Volkswagen também vai enxugar a linha. Assim, o Up 2021 será vendido apenas na versão Xtreme, com pegada aventureira.

É um destino um tanto melancólico e irônico para o carro que, um dia, foi a aposta da Volkswagen para revolucionar o segmento de entrada. A fabricante investiu pesado na nacionalização do projeto do Up – e chegou a aumentar suas dimensões de entre-eixos e comprimento justamente para permitir que ele levasse cinco pessoas e mais bagagem, pois o modelo europeu originalmente tem quatro lugares.

Atualmente o Up Xtreme custa R$ 60.990 e, segundo o Autos Segredos, este preço será mantido na linha 2021 – embora, com o prazo de entrega de 30 a 40 dias, os compradores devam pagar a diferença caso o preço do carro aumente neste meio tempo.

Os equipamentos de série do Up Xtreme incluem direção elétrica, freios ABS com EBD, luzes diurnas, alerta de frenagem de emergência, sensor de estacionamento traseiro, controle de tração, airbag duplo frontal, sistema de som Composition Phone com quatro alto-falantes e dois tweeters, retrovisores elétricos, vidros elétricos nas portas dianteiras, travamento elétrico remoto das portas e porta-malas, rack de teto, rodas de liga leve de 15 polegadas, volante multifuncional e banco do motorista com ajuste de altura.

O motor é o 1.0 turbo TSI de 105 cv e 16,8 kgfm (etanol), acoplado a um câmbio manual de cinco marchas.

 

Fiat Grand Siena ganha nova versão de entrada

Sim, o Fiat Grand Siena ainda existe – e acaba de chegar à linha 2021. E com direito a uma nova versão de entrada, que não tem nem nome e está disponível com motores 1.0 de 75 cv e 1.4 de 88 cv.

A versão básica é muito parecida com a Attractive – a única diferença são os retrovisores e maçanetas externas, que não têm pintura. Fora isto, há menos opcionais: somente o pacote Drive, que inclui vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos, banco do motorista com regulagem de altura e sensor de estacionamento traseiro. Os equipamentos de série são os mesmos: direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros travas elétricas e computador de bordo.

O novo Grand Siena básico custa R$ 51.290 com motor 1.0 e R$ 55.790 com motor 1.4.

 

Piech Automotive contrata ex-executivos da Porsche para brigar… com a Porsche

Um membro da família Porsche está organizando um “motim” contra a lendária fabricante de esportivos. Toni Piëch – filho de Ferdinand Piëch e bisneto de Ferdinand Porsche, acaba de contratar alguns ex-funcionários importantíssimos da Porsche para sua própria empresa, a Piëch Automotive.

Fundada em 2016, a Piëch Automotive quer produzir esportivos elétricos de alto desempenho e direção envolvente para rivalizar, principalmente, com a Porsche. Para isto, ele contará com a ajuda de Matthias Mueller, ex-CEO do Grupo Volkswagen e da própria Porsche, que será o presidente do conselho administrativo; e de Andreas Heinke, ex-diretor de marketing da fabricante de Stuttgart.

A Piëch está de olho nos clientes da Porsche que estão interessados em esportivos elétricos, mas não querem um sedã ou perua como o Taycan e sua versão Cross Turismo. Assim, o momento é oportuno: a empresa de Toni Piëch está em vias de começar a produção do Mark Zero, seu primeiro modelo – que contará com o investimento de Peter Thiel, fundador do PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook, para acelerar o início das entregas.

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