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Zero a 300

Novo Porsche 911 GT3 chega com recorde em Nürburgring, McLaren Artura é apresentado, o fim da divisão SRT e mais

Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Novo Porsche 911 GT3 é apresentado (e já é sub-7 em Nürburgring)

Conforme prometido, a Porsche revelou ontem (16) o novo 911 GT3 992. E ele já chega com os dois pés no peito – o GT3 992 é o esportivo naturalmente aspirado mais rápido de Nürburgring, com um tempo de 6:59,9 no traçado mais longo, de 20,8 km. São 17,5 segundos a menos que a geração anterior do GT3.

O tempo foi registrado durante os ajustes finais do carro em Nürburgring, e a Porsche diz que realizou uma série de voltas consecutivas com números semelhantes.

Notavelmente, o novo GT3 tem números de potência e torque praticamente idênticos ao anterior. O boxer de quatro litros entrega 510 cv e 47,9 kgfm – contra 500 cv e 46,9 kgfm na geração passada. O motor continua girador, com a potência máxima chegando às 8.400 rpm e giro máximo de 9.000 rpm. É baseado no motor do 911 GT3 R de pista, e uma belíssima afirmação de resistência dos aspirados.

O carro testado em Nürburgring tem câmbio PDK de dupla embreagem e sete marchas, também derivada dos 911 de competição – é o câmbio de série. Opcionalmente, porém, o GT3 pode vir com câmbio manual de seis marchas. O PDK é obviamente mais rápido que qualquer piloto, e garante que o 911 GT3 vá de zero a 100 km/h em 3,4 segundos; com câmbio manual, são 3,9 segundos. A velocidade máxima com câmbio de dupla embreagem é de 318 km/h – com três pedais, são 320 km/h. Ah, e a tração é apenas traseira, obviamente.

Onde o novo GT3 muda mais: aerodinâmica, suspensão e pneus. O novo spoiler dianteiro gera quatro vezes mais downforce que o anterior, enquanto a nova asa traseira com suportes “pescoço de cisne” guarda outro segredo – seu desenho permite melhor escoamento do fluxo de ar por baixo da peça. No ajuste normal, o downforce gerado é pelo menos 50% maior em relação à geração anterior. No modo Performance, os componentes ativos se ajustam para produzir até 150% mais downforce que no GT3 antigo.

Em suspensão, o novo 911 GT3 adota na dianteira o mesmo layout que o 911 RSR de corrida, com braços triangulares sobrepostos – que, de acordo com a Porsche, garante mais estabilidade que o sistema MacPherson empregado anteriormente. Já o eixo traseiro do tipo five-link agora recebeu ball-joints nos braços triangulares inferiores e uma recalibragem no sistema de esterçamento das rodas traseiras. Além disso, as bitolas aumentaram em cerca de cinco centímetros.

 

Os pneus de série são os Michelin Pilot Sport Cup 2, 10 mm mais largos na dianteira, e opcionalmente podem ser substituídos pelos Cup 2 R – que, de forma resumida, são praticamente slicks legalizados para as ruas. São os mesmos pneus usados por GT3 RS e GT2 RS em suas respectivas voltas sub-7 em Nürburgring, e também pelo Mercedes-AMG GT Black Series. As rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 polegadas na traseira abrigam discos de freios maiores e 17% mais leves que a geração passada.

O Porsche 911 GT3 já foi confirmado para o Brasil, apenas com câmbio PDK, no segundo semestre de 2021. Ainda hoje publicaremos uma matéria completa destrinchando todos os detalhes. Fique ligado!

 

McLaren Artura é revelado com o primeiro V6 biturbo da família

Outra novidade revelada ontem foi o McLaren Artura – um carro que traz consigo duas marcas importantes: ele é o primeiro McLaren com motor V6 biturbo, e o primeiro híbrido plug-in produzido em série pela fabricante. O McLaren P1, de 2012, era um hipercarro de produção limitada que custava mais de US$ 1 milhão na época.

O McLaren Artura é construído sobre uma nova plataforma, a MCLA (McLaren Carbon Lightweight Architecture) – um monocoque de fibra de carbono criado especificamente para receber propulsão híbrida, de modo a compensar o aumento de peso do motor elétrico e das baterias com uma estrutura mais leve e mais rígida. De qualquer forma, a McLaren diz que os elementos híbridos são responsáveis por apenas 130 kg extras, e que o motor V6 de 160 kg pesa 20 kg a menos que o V8. No total, o McLaren Artura pesa 1.500 kg em ordem de marcha, ou 1.394 kg a seco.

O motor V6 entrega, sozinho, e 584 cv e 59,5 kgfm de torque, enquanto o motor elétrico – que fica junto ao câmbio – produz mais 95 cv e 23 kgfm. No total, são 680 cv e 82 kgfm de torque, moderados por uma caixa de dupla embreagem e oito marchas. É o bastante para ir de zero a 100 km/h em três segundos cravados, fazendo do Artura um carro apenas 0,2s mais lento no 0-100 que o McLaren P1.

Apesar de ser um veículo totalmente novo, o Artura não rompe com a atual identidade visual da McLaren. Os faróis pequenos alojados nas entradas de ar remetem ao 720S e as lanternas traseiras horizontais e delgadas têm mais que um quê do McLaren GT. A silhueta também é bastante familiar, embora as enormes entradas de ar nas laterais tenham um formato distinto do que se vê nos outros McLaren.

Por dentro, o carro também se vale da nova arquitetura para implementar recursos de segurança ativa, como alerta de saída de faixa, assistente de farol alto, reconhecimento de sinais de trânsito, farol alto automático e cruise control adaptativo. O sistema multimídia MIS II, que estreia no Artura, tem tela sensível ao toque, conexão Apple CarPlay e Android Auto e função de telemetria.

O McLaren Artura também terá uma matéria dedicada aqui no FlatOut!

 

Stellantis dissolve divisão SRT – mas Dodge continuará fazendo esportivos

Uma notícia meio dolorosa, esta: a SRT, divisão esportiva da Dodge, foi dissolvida pela Stellantis. O grupo, porém, diz que os entusiastas não precisam temer, pois todos os engenheiros da SRT continuam trabalhando para a empresa, porém agora integrados ao time de pesquisa e desenvolvimento geral da Stellantis.

Segundo o site Mopar Insiders, que falou com uma porta-voz da Stellantis, as demais marcas do grupo vão beneficiar-se da experiência da SRT em preparação mecânica e modificações aerodinâmicas.

Ela também assegurou que os projetos futuros da Dodge para seus esportivos continuarão em desenvolvimento – embora seus detalhes ainda sejam escassos. Nem mesmo a presença de um V8 é garantida, em luz das recentes declarações do CEO da Dodge, Tim Kuniskis, que afirmou que as regulações ambientais tornarão os motores V8 economicamente inviáveis.

 

Lotus apresenta conceito elétrico futurista

Em meio à renovação de sua linha com o hipercarro elétrico Evija e o novo esportivo Type 131, a Lotus parece empolgada com o futuro e não faz questão alguma de esconder: seu mais recente conceito é um carro de competição totalmente elétrico com aerodinâmica ousada que parece ter saído de um game.

Chamado Lotus ER-9, o carro foi pensado para provas de endurance, como as 24 Horas de Le Mans, e lembra uma mistura de monoposto com protótipo LMP e um toque de avião de caça – ele tem um canopi elevado, para-lamas bem destacados, uma asa na dianteira e, visto de cima, traz à mente o Nissan DeltaWing.

A Lotus diz que o conceito tem painéis móveis na carroceria, e que seu perfil aerodinâmico pode ser escolhido pelo piloto com o ER-9 em movimento, no meio de uma corrida. Embora não tenha dado detalhes, a Lotus diz que o ER-9 tem propulsão independente em cada uma das rodas, levando a crer que sua base seja o conjunto elétrico do Evija.

É claro que o Lotus ER-9 é apenas um exercício de design ousado, em uma tentativa de criar interesse por hipercarros elétricos futuristas. Honestamente, ficaríamos mais interessados em novidades sobre o novo Type 131.

 

Ford diz que venderá apenas carros elétricos na Europa em 2030

Mais uma fabricante anuncia o fim dos carros a combustão interna. Desta vez é a Ford, que anunciou suas intenções de vender apenas carros elétricos na Europa em 2030.

A migração acontecerá em duas etapas: primeiro, a ideia é oferecer apenas híbridos plug-in e elétricos até 2026. Nos quatro anos seguintes, a Ford irá gradualmente substituir os híbridos plug-in por modelos totalmente elétricos. Isto para veículos de passeio: no segmento dos veículos comerciais, a migração o fim dos modelos a combustão puros virá ainda mais cedo, em 2024.

A iniciativa será financiada pelo investimento global de US$ 22 bilhões anunciado recentemente pela Ford. Destes, US$ 1 bilhão serão destinados a modernizar a fábrica alemã da Ford, em Köln, para produzir os novos híbridos plug-in e elétricos. A fabricante prometeu que irá dar mais detalhes dos investimentos e mudanças ainda neste ano.

 

 

 

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