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O fdptamente insano Toyota GR Yaris: 4×4, torque de Golf GTi, motor recuado – para as ruas!

Prepare o seu queixo, porque ele vai cair com força: é bastante provável que o carro mais esperado de 2020 por nós, entusiastas, seja um Toyota Yaris. Peço desculpas por mal começar o texto e já o soterrar com uma lista de especificações técnicas, mas só assim você vai entender o tamanho do drama.

 

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Tração 4×4 com distribuição mais traseira em direção esportiva – que pode chegar a 100% do torque apenas para as rodas de trás. Câmbio manual de seis marchas como única escolha. Torque e potência acima de 35 kgfm e 250 cv em seu 1.6 três cilindros, corte de giro a 7.000 rpm. Motor recuado em 21 mm. Turbo roletado. Teto 95 mm mais baixo em fibra de carbono. Bitolas alargadas na dianteira e na traseira. Portas, capô e tampa traseira de alumínio. Carroceria de três portas – o único Yaris sem a configuração de cinco portas. Rodas forjadas aro 18. Freios maiores do que os do Supra, ou seja, com ao menos 348 mm de disco na dianteira, com pinças de quatro pistões na frente e de dois atrás. Suspensão traseira double wishbone (duplo A) no lugar do eixo de torção.

Quer mais? Desenvolvido no Japão, testado em Nürburgring Nordschleife, com a participação de ninguém menos – preste atenção – que a lenda dos Lancer Evo de rali Tommi Mäkinen e de três pilotos atuais do WRC: Ott Tänak, Kris Meeke e Jari-Matti Latvala. Leve em conta outra informação importante: não basta essa lista enorme de especificações aí de cima. O Yaris é um carro de entre-eixos muito mais curto que o Honda Civic Type R, Mégane RS ou Golf GTi – sua tocada dificilmente será comparável com algo que existe no mercado hoje já original, quanto menos com um alinhamento mais agressivo, voltado para pista.

Está meio incrédulo? Segura essa: este carro não é um veículo de competição. Não é um conceito. Não é um veículo de produção limitada. A Toyota lançará o GR Yaris como um veículo de rua regular de produção, o apresentando no Salão de Tóquio agora em janeiro e lançando-o ao mercado no fim de 2020.

Meus caros: vocês estão vendo a história acontecer diante dos seus olhos. É o tipo de hot hatch extremo que nos leva de volta aos tempos de Renault R5 Turbo, de Clio V6. O tipo de insanidade que faz os atuais recordistas de Nürburgring de tração dianteira soarem como carros racionais, por mais incríveis que sejam. Aplausos longos e ruidosos à Toyota e a Naohiko Saito, engenheiro-chefe da Gazoo Racing. Não sabemos como você conseguiu convencer os engravatados a aprovarem isso. Certamente uma aposta regada a saquê que eles perderam. E nós ganhamos.

Digo isso porque, embora o GR Yaris seja feito para trilhar o caminho para o carro de WRC de 2021, a Toyota não precisava mesmo fazer este carro. A época dos especiais de homologação já se foi, não é mais uma exigência da FIA para os carros de rali: as marcas podem fazer os carros de WRC com motores 1.6 turbinados e transmissões sem nenhuma relação com qualquer carro de rua. Eles estão fazendo o GR Yaris porque querem. Tudo feito em casa ao longo dos últimos três anos.

Um pouco mais de detalhes que foram revelados nesta fase final de protótipo, para o nosso queixo continuar cavando em direção ao núcleo da Terra. Os modos de direção só alteram o nível de interferência do controle de estabilidade e de tração e a distribuição de torque entre os eixos é mediado por um sistema de embreagens eletromecânicas. No modo normal, 60% do torque vai para as rodas dianteiras. No modo Sport, 70% para as rodas traseiras. No modo track, 50-50, mas com maior variação de distribuição de torque para frente e para trás, podendo chegar a 100% traseiro. Haverá um Performance Pack, com LSD do tipo Torsen na dianteira e traseira, pneus Michelin Pilot Sport 4S no lugar dos Dunlop SP Sport Maxx 050, e amortecedores mais firmes.

Naohiko Saito declarou à revista Car que “90% do que a equipe de Tommi Mäkinen solicitou foi atendido. Os 10% restantes são basicamente uma queda mais acentuada na traseira do teto para o fluxo aerodinâmico – mas é um carro de rua, então precisa haver algum espaço atrás e uma janela por onde você consiga enxergar algo”. Para a Autocar, Saito afirmou que muitos dos pedidos eram complexos e que custaram muito capital político dentro da Toyota para conseguir a aprovação – incluindo a configuração de três portas. Saito também afirmou que no desenvolvimento do sistema de tração nas quatro rodas, foram avaliados carros como Audi S1, Focus RS, Subaru Impreza e, sim, Lancia Delta Integrale. “Sonhos realmente viram realidade”, Saito declarou à Autocar. Não poderíamos concordar mais.