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Zero a 300

O Pagani Alisea | O Alfa Romeo Milano | O BMW X5 brasileiro e mais!

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Pagani Alisea é homenagem ao Zonda

O Pagani Zonda, primeiro carro da marca de Horácio, foi mostrado pela primeira vez em 1999. O que significa que está fazendo 25 aninhos este ano, um aniversário que não foi esquecido por nosso argentino favorito. Afinal de contas, é conhecido justamente por ser um entusiasta do automóvel e de sua história, e dá valor a coisas assim.

Sim, o Zonda continua algo atual: por isso mesmo a empresa ainda fez alguns poucos até 2022. Mas para comemorar o quarto de século, o Istituto Europeo di Design (IED) criou uma homenagem à ele, junto com Pagani: é o Alisea.

É um modelo de estilo em 1:1; uma homenagem ao desenho original do Zonda, aperfeiçoado. As superfícies lisas foram maximizadas eliminando as grandes aberturas de ventilação e aberturas do carro original. As medidas são quase exatamente as do carro de 1999; é ligeiramente mais comprido. No geral, é bem menos agressivo do que o Zonda por isso: sem asas, guelras e outros apêndices aerodinâmicos, destila a forma á sua essência mais pura.

O Alisea é só uma homenagem, um desenho único em 3D e tamanho real criado apenas para aguçar nossa imaginação. Como seria o Zonda se tivesse sido criado em 1965, quando ninguém usava asas e dutos NACA? Está aí a resposta. Não há planos de produção, claro.

Dito isso, não parece difícil uma transformação em um Zonda antigo, ou mesmo a criação de um carro novo, se um cliente da marca financiar o projeto. Do jeito que a Pagani funciona, sem pressa e artesanalmente produzindo o que o cliente deseja, não parece nada difícil acontecer. (MAO)

 

Conheça o novo Alfa Romeo Milano

É triste, mas inevitável. Por mais que desejemos um pequeno sedã Alfa Romeo de tração traseira chamado Giulietta, o mundo hoje só aceita uma forma automotiva: o SUV. Então o novo Alfa Romeo pequeno é um deles. Deleite seus olhos no SUV compacto da marca, o Milano.

Não é a primeira vez que o nome é usado: Milano era como era chamado o Alfa Romeo 75 nos EUA. Milano, nome italiano para a cidade que é sede da famosa marca, é o mais novo Alfa Romeo, e um em que a empresa deposita grandes esperanças.

Foi lançado em versão híbrida ou totalmente elétrica, e um design bonito; pelo menos o mais bonito possível com as proporções esquisitas de “batata em 4 palitos” do SUV pequeno moderno. A grade e a frente são bem interessantes, com a grade “scudetto” recortada da superfície de metal, ladeado por três elementos de iluminação de cada lado. Há duas grades: para os elétricos, vem com a cobra engolindo criança e a cruz do brasão Alfa. Também consegue imprimir certa cintura e anca na batata. As rodas são de 18 polegadas, indo até 20 polegadas nas versões mais rápidas.

Medindo pouco mais de 4 metros de comprimento e quase um metro e oitenta de largura, o Milano é um carro compacto. Tem espaço interno, e para malas, entre os melhores da categoria. O cockpit também é bonito, e tem duas telas digitais de 10,25 polegadas – uma dedicada ao motorista e a outra servindo como tela central, como é padrão hoje.

A versão elétrica vem com um único motor de 156 cv e autonomia de 400 km no ciclo WLTP. O acabamento Veloce aumenta a potência para 240 cv, e adiciona um diferencial mecânico autoblocante. Vem também com suspensão esportiva, freios maiores e as rodas de 20 polegadas. Não foi revelado o peso, mas baseado nos seus irmãos Jeep Avenger e Fiat 600e, estima-se algo logo abaixo dos 1600 kg. Todas as versões elétricas do Milano podem carregar rapidamente de 10 a 80% em 30 minutos, em carregadores rápidos de 100 kW DC.

A versão híbrida vem com um motor turboalimentado de 1,2 litros e três cilindros, junto com um motor elétrico de 21 kW integrado a uma transmissão DCT de seis velocidades. A Alfa Romeo diz que a potência combinada é de 136 cv, e tração dianteira. Opcionalmente, pode vir com tração nas quatro rodas permanente, a versão Ibrida Q4.

A Alfa Romeo confirmou que Milano, pelo menos por enquanto, é exclusivo para a Europa. O preço ainda não foi divulgado; modelos híbridos com tração integral estarão disponíveis no final do ano. (MAO)

 

Chevrolet mostra teaser do novo Corvette ZR1

Era esperado, mas não deixa de ser uma ótima notícia. O Corvette normal já tem quase 500 cv; o E-Ray é um tour de force tecnológico e híbrido que chega a nível de supercarro; o Z06 humilha Ferraris com seu flat-plane V8 aspirado que grita 679 cv a mais de 8000 rpm. Parece suficiente, não? Mas “surpresa”: ainda vai aparecer o topo da montanha, o über-Corvette, o que se chama sempre ZR1.

E-Ray!

Sim, a Chevrolet mostrou um teaser do carro, e promete lançá-lo no meio do ano. Ainda não se sabe exatamente o que será, mas especula-se o primeiro Corvette com mais de 1000 cv.

Boatos sugerem que ele pode ser a versão biturbo do Z06, o que arregala os olhos de todo mundo.  O mais provável, porém, parece ser um E-Ray biturbo: junte-se o motor do Corvette básico de 490 cv com dois turbos e o motor elétrico dianteiro do E-Ray: 4×4 e mais de 1000 cv. De qualquer forma, será algo impressionante.

Lotus Corvette: o C4 ZR1

Existiu uma opção ZR1 no Corvette C3; mas se tornou a versão de maior motor da linha na geração C4, quando a Lotus projetou um V8 DOHC de alumínio com 5,7 litros e 32 válvulas novo para o carro, a primeira vez que um Corvette teve comandos no cabeçote. De lá para cá, sempre foi o mais potente Corvette, e um modelo separado. Não será diferente agora. O último ZR1, C7, tinha 755 cv de seu V8 supercharged.

O ZR1 também será o C8 mais caro até agora, ficando acima do Stingray, E-Ray e Z06. A Chevrolet ainda não divulgou o preço, mas provavelmente vai custar cerca de US$ 150.000 (R$ 762.000) nos EUA. Caro para um Corvette, mas como todo Corvette, barato pelo seu desempenho. (MAO)

 

Falece Paolo Pininfarina

O fundador da Pininfarina se chamava Battista Farina. Era inclusive tio do famoso piloto, primeiro campeão de F1, Nino Farina. De onde vem o “Pinin”? Era o apelido do Battista, que significa “caçula”, irmão mais novo, em piemontês. Ele incorporou o apelido ao sobrenome quando abandonou a empresa da família, o Stabilimenti Farina, para criar o seu próprio negócio: a Pininfarina, criada em 1930.

Mas foi mais adiante nisso: mudou oficialmente o seu nome para “Battista Pininfarina” em 1961. A mudança era rara na época, tendo que ser autorizada pelo Presidente da República Italiana. Lembra certos presidentes incorporando apelidos moluscos ao seu nome. Mas divago…

Battista, avô de Paolo e fundador da empresa.

A notícia aqui é que o neto de Battista, Paolo Pininfarina, veio a falecer esta terça feira, dia 9 de Abril, aos 65 anos. Paolo tomou as rédeas da empresa da família em uma situação trágica e inusitada: depois da morte de seu irmão, Andrea, num acidente bobo andando de Vespa, em 2008. Bom, pelo menos, uma maneira bem italiana de se ir embora. Andrea tinha 51 anos de idade. O pai dos dois era o também famoso Sergio Pininfarina, filho de Battista.

Paolo Pininfarina nasceu em Torino em 28 de agosto de 1958. Estudou Engenharia Mecânica na Universidade Politécnica de Torino e trabalhou para Cadillac, Honda e General Motors antes de ingressar na empresa familiar em 1982. Em 1987 tornou-se presidente e CEO da Pininfarina Extra. S.p.A. especializada em design industrial, moveleiro, arquitetônico, náutico e aeronáutico, desempenhando um papel importante no processo de diversificação do Grupo Pininfarina para além dos automóveis, expandindo o negócio para outras áreas de design industrial.

Durante sua gestão da empresa, Paolo viu o fim da produção automotiva da Pininfarina em 2011, a aquisição da Pininfarina S.p.A. pela empresa indiana Mahindra Group em 2015 e o lançamento da Automobili Pininfarina em 2018. Entre os pontos notáveis de sua vida está o lançamento do supercarro elétrico Pininfarina Battista, uma homenagem ao seu avô. Que agora, deve ter reencontrado, em um lugar melhor. Descanse em paz. (MAO)

 

BMW X5 híbrido será o carro mais potente produzido no Brasil

A BMW anunciou que irá produzir o novo X5 xDrive 50e em sua fábrica de Araquari/SC. O modelo, como o nome sugere (se você conhece a atual nomenclatura dos BMW) é um híbrido plug-in, o que significa que ele será o primeiro modelo desse tipo produzido no Brasil. Além disso, como ele usa um seis-em-linha de três litros e 313 cv combinado a um motor elétrico de 197 cv para um total de 489 cv. Sabe o que isso significa? Que ele também será o modelo mais potente já produzido no Brasil.

Não será um modelo brasileiro propriamente dito, porque ele será produzido em regime CKD, ou seja, com peças importadas montadas no Brasil, provavelmente com alguma nacionalização, que é suficiente para escapar do aumento de impostos sobre os elétricos e híbridos que começou gradualmente no início deste ano. Segundo o chefe de produção e logística da BMW, Michael Nikolaides, a produção começa entre julho e setembro deste ano, o que fará da fábrica local a única planta da fabricante a produzir carros flex e híbridos.

O modelo já é oferecido no Brasil atualmente, porém importado dos EUA. Ele pode ser comprado nas versões X-Line e M Sport, e custa a partir de R$ 731.950 segundo o site da BMW. Ainda não se sabe se ele terá alterações no preço ao ser produzido no Brasil, mas, considerando que ele é importado com isenções tributárias por ser um híbrido e que ele terá sua produção local para se adequar ao fim das isenções, eu não esperaria grandes descontos. Na verdade, eu não esperaria nenhum desconto, mas também não tenho a planilha de custos da fabricante, então é possível que, caso haja uma margem para torná-lo mais competitivo, isso acabe acontecendo.

Como já disse acima, o motor é um 3.0 seis-em-linha de 313 cv combinado ao motor elétrico de 197 cv que, juntos, desenvolvem 489 cv e 71,3 kgfm, moderados por um câmbio automático de oito marchas. Com o conjunto o carro vai do zero aos 100 km/h em 4,8 segundos. (Leo Contesini)