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O Voyage de Leo Ceregatti é mais que parte da família: é parte de seu dono

Oito anos com um mesmo carro. Parece pouco — há quem passe décadas com um carro na família — mas, mais do que o tempo, existem muitas formas de se passar estes 2.920 dias. No caso de Leo Ceregatti e de seu Voyage, estamos falando de um envolvimento tão intenso que o carro se tornou uma extensão de seu dono, como podemos ver neste belo perfil em vídeo feito pela Intake Filmes, dos camaradas Márcio Murta e Diego Valenzuela.

Você deve conhecer o Voyage do Leo Ceregatti aqui mesmo, do FlatOuto carro dele é o Project Car #94 —, mas é provável que, se você acompanha a cena de track days da região do sudeste, já o tenha visto na pista ou em fotos na internet. E com razão: este é um dos Voyage mais legais que já vimos. Bloody roots.

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Não se trata de um automóvel impecável ou restaurado. Nada de carroceria lisinha, frisos perfeitos, acabamentos concours. O negócio do Leo Ceregatti é outro: vivê-lo intensamente, especialmente (mas não somente) na pista — objetivo definido já no momento da compra, em 2008, e que fica bem claro no perfil produzido pela Intake. Saca só:

O “Pangaré” é um carro totalmente bloody roots. Cabine depenada, capô preto, para-lamas dianteiros alargados na marra – para poder calçar as rodas 13×8″ com slicks de monoposto –, mas tem todos os vidros, frisos, faróis e acabamentos externos. E até mesmo alguns internos, como os painéis de porta.

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O motor segue a pegada direto aos negócios, sem muita frescura: um AP de 1,9 litro — o famoso milinove, com pistões maiores (de 81 mm para 83,5 mm de diâmetro) que aumentam o deslocamento de 1.780 cm³ para 1.892 cm³, alimentado por um sistema de injeção programável Fueltech e equipado com um turbo KKK K24 de 47 mm.

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O motor também tem bielas forjadas Ancona, bronzinas Clevite, cabeçote 8 válvulas original do AP 2.0 com novas válvulas, dutos polidos e comando de 276°, enquanto o bloco é original — apenas recebeu uma retífica recentemente.

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Números de potência e de torque? Não importam — não para nós, agora. O que importa é que o carro, que tem um único banco concha com cinto de quatro pontos e uma coluna de instrumentos funcional, entre outros upgrades, anda muito e intensamente. Olha só o bicho em ação no 15º Hot Lap Limeira, em maio do ano passado:

Como fica claro no perfil, porém, a diversão na pista é importante, mas não é o único tipo de diversão que o Voyaginho proporciona ao Leo Ceregatti. O carro também acaba juntando velhos amigos, trazendo outros novos e, assim, criando uma coleção de bons momentos regados a gasolina. Não é assim que tem que ser sempre?

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[ Fotos: Juliano Barata, Fabio Machado, Final Spec, Rafael Micheski ]

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