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Car Culture

Os 10 carros mais vendidos do mundo em 2020, BMW quer reduzir modelos e investir em elétricos, TVR Griffith pode chegar em 2022 e mais

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Os 10 carros mais vendidos do mundo em 2020

A agência Focus2Move divulgou os números de vendas globais de automóveis em 2020 e, surpresa, o Toyota Corolla lidera o ranking mais uma vez. Mas houve algumas mudanças importantes em relação ao ano anterior.

Vamos falar primeiro do que não mudou. O líder mundial de vendas emplacou 1.134.262 unidades – lembrando que, além do sedã que temos aqui, ele é vendido como hatchback e perua em outros países. E a Toyota ainda conseguiu uma dobradinha: a RAV4, que vendeu 971.516 exemplares.

Logo em seguida veio a Ford F-Series, que tem na F-150 sua representante mais forte – com 968.179 unidades vendidas, por pouco não alcançou a RAV4. A presença maciça da picape na lista mostra que, apesar das ações questionáveis que a Ford vem tomando nos últimos tempos, há um enorme potencial na linha utilitária do oval azul.

Honda CR-V e Honda Civic ocupam a quarta e a quinta posições, respectivamente. É a primeira vez que o CR-V vende mais que o Civic, com 705.651 exemplares contra 697.945 exemplares – fenômeno que certamente tem a ver com o crescimento da preferência do público pelos utilitários, o que fez com que a Honda retirasse o Civic de alguns mercados. Contudo, a diferença ainda é pequena.

Outras duas picapes aparecem na sequência: a Chevrolet Silverado em sexto, com 637.750 unidades vendidas; e a linha da Ram, com com 631.593 exemplares emplacados – outra evidência da força das picapes neste momento do mercado. O VW Tiguan ficou em oitavo, com 607.121 exemplares emplacados.

Dois sedãs fecham o ranking dos dez mais vendidos: o Camry, terceiro Toyota da lista, com 592.648 exemplares vendidos, e o Nissan Sentra (também conhecido como Sylphy), que emplacou 544.376 exemplares. Com isto, é a primeira vez em anos que o VW Golf não aparece no top 10 – o que pode ser explicado por duas coisas: a troca de geração, que sempre afeta os números de vendas de um modelo globalmente, e também a tendência geral do mercado, cada vez menos atraído por hatchbacks.

 

BMW reduzirá linha e cortará motores para investir em carros elétricos

Seguindo a tendência generalizada da indústria, a BMW declarou que suas intenções são reduzir o número de modelos na gama e enxugar a oferta de motores a combustão e, assim, liberar espaço e recursos para investir em elétricos.

Nicolas Peter, diretor financeiro da BMW, foi quem deu a letra à Reuters. Segundo ele, é necessário redirecionar gastos de uma área para financiar outra – e a ideia é manejar a gama de forma mais inteligente para conseguir investir o necessário no setor de eletrificação. E ele diz que não deve demorar muito: “Não estamos falando de um futuro distante, mas sim de um objetivo que estamos abordando sistematicamente no curto prazo.”

À luz desta atitude, Peter acredita que, caso as atividades industriais retornem a patamares próximos de antes da pandemia em fevereiro, ainda será possível obter resultados positivos no fim do primeiro trimestre.

 

Renault anuncia o fim do Twingo

No embalo do anúncio do novo Renault 5, a fabricante francesa confirmou que seu atual modelo de entrada, o Twingo, sairá de linha. Apesar de ser um carro interessantíssimo e inovador com seu esquema de motor traseiro, o Twingo nunca decolou em vendas – e, por isso, dará espaço para o Renault 5 em 2024. O Renault 5 será mais caro, evidentemente: estima-se que seu preço ficará na faixa dos € 20.000, enquanto o Twingo atual parte de € 12.000.

O fim do Twingo também significa o fim do smart, que divide sua plataforma com o Renault tanto na versão de dois lugares quanto na de quatro lugares. Isto alinha-se com a notícia recente de que a smart pode se tornar uma marca de crossovers elétricos, usando uma plataforma nova desenvolvida em parceria com a chinesa Geely.

 

Jeep pode lançar picape menor que a Gladiator para enfrentar Ford Maverick

A iminente chegada da Ford Maverick está fazendo a concorrência se mexer, ao que parece: segundo o site australiano Carsales, a Jeep já considera a criação de um modelo semelhante para rivalizar com a nova picape.

Christian Meunier, chefe global da Jeep, disse à publicação que “tudo é possível” neste sentido, e que a marca está estudando a oferta de uma alternativa mais robusta à Fiat Toro, possivelmente feita sobre a mesma plataforma, mas com o design tradicional da Jeep – algo necessário para conquistar os clientes, além de uma capacidade off-road superior.

Em vista do sucesso do Renegade, que também é feito sobre a arquitetura Small Wide da FCA, uma picape monobloco com a mesma identidade certamente tem potencia. Contudo, Meunier prefere deixá-la no campo das possibilidades, pois acredita que “não há tanto mercado para este tipo de picape no momento.”

 

TVR Griffith pode (enfim) chegar em 2022

Quando o novo TVR Griffith foi apresentado, lá em 2017, ficamos bem empolgados (talvez até demais…) com a volta do tradicional esportivo britânico – afinal, com um V8 Cosworth, câmbio manual e o mesmo jeitão de carro artesanal britânico, ele parecia trazer novo fôlego a uma espécie em extinção.

De lá para cá, porém, não houve muito progresso: o projeto parece ter empacado por questões internas, pela crise mundial e, mais recentemente, por conta da pandemia. Mas, segundo as notícias mais recentes do CEO Les Edgar, a TVR voltou aos trilhos e o Griffith pode, enfim, começar a ser entregue no ano que vem.

Edgar diz que, graças a um investimento recente de £ 2 milhões (quase nada para as gigantes da indústria, mas uma injeção bem vinda para uma empresa artesanal como a TVR), concedido pela Fiduciam, a renovação da fábrica pode começar em fevereiro e, logo em seguida, o Griffith começará a ser produzido.

 

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