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Os carros mais legais que você pode comprar gastando entre R$ 25 mil e R$ 30 mil – Parte 2


Com algo entre R$ 25 mil e R$ 30 mil e muita vontade de pechinchar, talvez você consiga comprar um carro zero-quilômetro. No entanto, talvez seja uma ideia melhor gastar seu rico dinheirinho em algo que já teve outros donos, mas é maior, mais potente e melhor equipado do que um popular novinho em folha. Ou não.

De um jeito ou de outro, perguntamos aos leitores quais eram os carros mais bacanas que se poderia comprar gastando R$ 25-30 mil, como parte de nosso guia de compra reformulado, e já demos a primeira parte da lista com as respostas. Agora, chegou a vez de ver outras opções. E a gente já se adianta: se você queria diversidade, encontrou!

 

Ford Focus

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O Ford Focus já apareceu em duas listas anteriores e aparece de novo aqui. Desta vez, em sua segunda geração, que ganhou um visual mais elegante e robusto, mantendo qualidades como bom acabamento, espaço interno bem aproveitado, excelente ergonomia e dinâmica mais do que correta graças à suspensão multilink na traseira.

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Partindo de R$ 26 mil, já é possível comprar um Focus pós-2008 com menos de 80 mil km rodados, e ainda escolher se quer um sedã ou hatchback. A melhor opção de motor é o 2.0 16v Duratec, que até 2010 era movido a gasolina e entregava 145 cv. Depois disso, passou a ser flexível e desenvolver 148 cv com etanol. Dito isto, o motor 1.6 16v Sigma de 115 cv, disponibilizado a partir de 2009, também entrega desempenho satisfatório — ainda que não aproveite as qualidades dinâmicas da plataforma tão bem quanto o 2.0.

 

Audi A4

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Este é daqueles que te deixam surpreso: “já dá para compra esse carro com essa grana?” Pois é, dá sim: um Audi A4 de segunda geração (B6), vendido de 2000 a 2005, já está custando menos de R$ 30 mil. Por esta grana, você leva para casa um sedã médio de visual muito agradável, acabamento “premium” e um motor 1.8 turbo muito parecido com aquele encontrado no Golf GTI Mk4, com 150 cv, ou V6 de três litros e 218 cv.

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O motor 1.8 turbo custa menos para manter do que o V6 3.0, mas em ambos os casos é preciso ter atenção na hora da compra e escolher um carro que tenha sido mantido corretamente. Tome um cuidado especial com as trocas de óleo: ainda que o manual recomende uma troca a cada 15.000 km, algumas oficinas sugerem reduzir o intervalo para 10.000 km, reduzindo bastante o risco de formação de borra.

 

Mitsubishi Eclipse

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Na década de 1990, o Eclipse ficou famoso por ser “carro de jogador de futebol”, mas a verdade é que ele é um competente cupê de quatro lugares cujo estilo envelheceu muito bem. Dentro do nosso orçamento de faz-de-conta, você encontrará exemplares da primeira e da segunda geração (1992-1995 e 1995-1999, respectivamente) bem conservados e pouco rodados.

Em ambos os casos, o motor é um quatro-cilindros de dois litros que pode ser naturalmente aspirado ou turboalimentado. A potência é de 135 cv e 190 cv, respectivamente, para a primeira geração; e de 140 cv e 210 cv para a segunda geração. A tração é dianteira, mas o comportamento dinâmico é condizente com a proposta do carro — a suspensão é independente nas quatro rodas com multilink na traseira, e o carro é baixo e muito estável.

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Os cuidados são os mesmos que você precisa ter na compra de qualquer cupê esportivo importado nos anos 90: dê preferência aos carros originais e procure saber o histórico de manutenção, tendo em mente que danos cosméticos podem dar tanta dor de cabeça quanto problemas mecânicos neste tipo de carro. Por sorte, hoje em dia não é tão difícil importar peças, mas é bom ter uma verba de reserva para tais contratempos.

 

Chevrolet Tracker

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Não estamos falando do atual SUV compacto da Chevrolet, e sim da geração anterior, que nada mais é do que um Suzuki Vitara rebatizado. O visual quadrado até que é charmoso, e a competência fora de estrada é conhecida — todo Tracker de primeira geração tem tração 4×4 com reduzida. Foi vendido de 2001 a 2004, e depois novamente de 2006 a 2009.

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O preço depende mais do estado de conservação do que do ano de fabricação a versão escolhida — um bom Tracker custa entre R$ 26 mil e R$ 30 mil. Dito isto, evite os carros fabricados em 2001, pois o desempenho do motor turbodiesel Mazda de dois litros e 87 cv é bem fraco. A partir de 2002, começou a ser oferecido o motor Peugeot turbodiesel de dois litros e 108 cv, tão econômico quanto o japonês, porém mais forte. Também é possível comprar um Tracker com motor 2.0 16v a gasolina de 128 cv, mas o desempenho cobra seu preço na hora de abastecer.

 

Gol GTI 2.0 16v

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A versão mais quente do Volkswagen Gol foi a GTI 2.0 16v, apresentada em 1995 e dotada de um motor tão especial que até o capô era diferente para acomodá-lo. Vindo da Alemanha, o motor tinha bloco mais alto, e cabeçote de 16 válvulas de fluxo cruzado — diferenças em relação ao 2.0 8v brasileiro que ajudavam a elevar a potência do motor a 141 cv a 6.250 rpm, com torque de 17,8 mkgf a 4.500 rpm.

Em 2000, quando a reestilização conhecida como “G3” foi promovida, o Gol GTi 16v perdeu a exclusividade, pois qualquer Gol poderia ficar, esteticamente, igual a ele. Isto não afetou de forma nenhuma a qualidade do nosso hot hatch brazuca — na verdade, ele virou um sleeper bem bacana, pois é a cara do Gol G3 1.0.

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Em ambos os casos, o preço de um exemplar bem conservado nunca é inferior a R$ 25 mil. Dito isto, o Gol GTI 16v é uma ótima pedida para quem quer um carro colecionável e divertido de guiar sem apelar para os importados.

 

Mercedes-Benz E 320

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Que tal um sedã alemão classudo, imponente, com motor de seis cilindros e muito robusto? O Mercedes-Benz E320 de terceira geração, o W210. Disponível também como perua, o W210 é um carro bastante robusto, e seu motor V6 de 3,2 litros e 220 cv é capaz de levá-lo até os 100 km/h em 8,8 segundos, com máxima próxima dos 240 km/h. O visual sisudo, dizem, inspirou a Volkswagen a colocar quatro faróis circulares na quarta geração do Polo.

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Vale repetir a dica: são carros que ficaram bem mais baratos nos últimos anos e, por isso, para não ter dor de cabeça, é essencial procurar um exemplar com procedência. Quanto à manutenção, a maior preocupação será encontrar mão de obra especializada, pois a Mercedes é bastante generosa na oferta de peças de reposição. Para quem curte pegar a estrada, dificilmente haverá opção melhor entre R$ 28 mil e R$ 30 mil.

 

Chevrolet Zafira

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“Uma minivan?” Sim! Mas a gente está falando de uma das únicas minivans verdadeiramente respeitadas pelos entusiastas. A Chevrolet Zafira é um projeto da Opel, feita sobre a plataforma do Astra e fabricada no Brasil por mais de uma década, de 2001 a 2012, sem grandes alterações no projeto.

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Disponível apenas com motor de dois litros de oito ou 16 válvulas, a Zafira esbanja espaço interno (cabem até sete pessoas, sendo que os dois bancos traseiros podem ser rebatidos para dar lugar à bagagem) e tem excelente acabamento, além de um visual elegante que faz bastante falta na sua sucessora, a Chevrolet Spin.

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Com R$ 27-30 mil, você já consegue comprar um exemplar fabricado depois de 2008, com motor 2.0 8v de 127 cv, já reestilizado e com menos de 60 mil km rodados. Com sorte, dá até para encontrar uma Zafira pós-2009, cujo motor entrega 140 cv.

 

Honda Civic

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Quando ele foi apresentado, em 2006, não se falava em outra coisa: a oitava geração do Civic (terceira fabricada no Brasil) merecia mesmo o prenome “New”, visto que elevou a barra em termos de design para os sedãs médios. O motor 1.8 16v de 140 cv tinha desempenho mais do que correto, o interior com painel de dois níveis era algo jamais visto em carro algum aqui no Brasil (quer dizer, o Renault Twingo tinha algo parecido, mas nem se compara) e o espaço interno era melhor aproveitado do que nunca. Não foi à toa que este foi o primeiro Civic a realmente dar dor de cabeça para o Toyota Corolla no segmento…

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Menos de R$ 30 mil já te compram um Honda Civic 2007, tanto na versão LXS quanto na EXS. A primeira já traz de série trio elétrico, freios ABS, ar-condicionado, direção assistida e airbag duplo frontal, com câmbio manual ou automático. A segunda acrescenta, entre outros itens, interior revestido em couro e ar-condicionado automático, e dispensa o câmbio manual.

 

BMW 528i

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Não, meus amigos, ainda não dá para comprar um bom BMW V8 com R$ 30 mil. Mas dá para chegar perto: a versão 528i do Série 5 E39, com um seis-em-linha de 2,8 litros com comando duplo no cabeçote e 193 cv, já custa menos de R$ 30 mil.

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Por esta grana, você leva para casa um dos Série 5 mais bonitos já feitos, muito bem equipado e com tração traseira. Os cuidados necessários, você já sabe: procure um carro bonito e bem cuidado, de preferência com menos de 100 mil km (ainda que isto não seja muito fácil), e certifique-se de que tem um bom canal de peças.

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