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Os clássicos brasileiros que merecem releituras modernas


Na semana passada, perguntamos qual carro brasileiro merecia ganhar uma releitura moderna e voltar para as ruas. Já deu tempo de responder, não? Aqui está a nossa lista (e de vocês!) com os carros que poderiam voltar às ruas em nova encarnação.

Para nos ajudar a ilustrar este post, pedimos ajuda ao nosso camarada Du Oliveira, o Irmão do Décio, especializado em projeções e releituras modernas de clássicos, que cedeu alguns de seus trabalhos para a gente. Vamos lá?

Chevrolet Opala

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O Opala é o Chevrolet brasileiro mais adorado de todos — e, em sua versão cupê, provavelmente o mais bonito. A traseira fastback e a lateral sem coluna central tinham o estilo dos muscles americanos, porém sem os oito cilindros anabolizantes. Mesmo assim sem nenhum V8 sob o capô, seu seis-em-linha de 4,1 litros e 171 cv brutos não decepcionava.

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Uma versão 2014 equipada com o 3.6 V6 de 292 cv do antigo Omega seria excelente para recuperar o prestígio da sigla SS, que já batizou até a minivan Meriva.

 

Volkswagen SP2

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O esportivo da Volkswagen brasileira tinha um visual incrível, bancos de couro, os primeiros cintos de três pontos de série no Brasil, e um painel envolvente e completo, incluindo termômetro do óleo, relógio, conta-giros e amperímetro. O problema era o motorzinho, um boxer de quatro cilindros, 1,7 litro e parcos 75 cavalos, potência de um carro 1.0 hoje em dia. Considerando os propulsores atuais da marca, dá gosto imaginar um hipotético SP3 com motor turbo e injeção direta. Agora, se for para apelar, por que não usar a plataforma do 911 e ser ainda mais fiel ao original?

 

Ford Maverick GT

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O Maverick tinha sob o capô o clássico V8 302 de 197 cv brutos, e qualquer carro já fabricado no Brasil com motor V8 merece voltar à vida ativa. Especialmente se o Opala ganhasse sua versão moderna.

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A carroceria fastback, sua cara de mau e seu interior negro com volante esportivo, peças metálicas cromadas e bancos de couro davam o ar agressivo e exclusivo que hoje voltou à moda, na forma dos novos Challenger e Camaro. Infelizmente a Ford dificilmente lançaria outro cupê retrô depois de abandonar o visual nostálgico na nova geração do Mustang.

 

Puma GTE/GT

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O mais bem-sucedido esportivo brasileiro era pequeno, leve e bonito. Tão bonito que foi exportado para 50 países. Além disso, a fábrica oferecia kits de adrenalina que aumentavam a potência dos tradicionais motores VW. Não era o carro mais veloz das ruas, mas seu comportamento dinâmico era notável, e o nome tornou-se sonho de consumo.

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Hoje, um novo Puma poderia ser mais uma vez inspirado nas linhas do belo Lamborghini Miura (o conceito apresentado há alguns anos) — e também aproveitar o 2.0 TSI do Golf GTI. Supondo que seja um fora-de-série, também não dá para descartar algo mais fiel ao original… que tal um boxer Subaru? Até mesmo o 2.0 aspirado de 200 cv do BRZ seria uma boa.

 

Gurgel BR-800

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Ele foi, há mais de 20 anos, o que todos os fabricantes estão planejando hoje: um minicarro econômico, prático e ágil no caos das grandes cidades. Além disso, havia todo o orgulho de ser um brasileirinho nesse mundão. O BR-800 veio ao mundo cedo demais, em uma época em que pouca gente precisava de suas qualidades. O conceito certo na hora e lugar errados. Seria diferente agora, não?

 

Willys Rural

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Durante muito tempo (e antes mesmo do termo SUV aparecer) a Rural foi o utilitário “esportivo” por excelência do Brasil. Poucos carros conheceram as estradas de terra do país como ele. Além disso era um bom carro de trabalho, com espaço de sobra para todo tipo de carga. Com a atual moda dos “adventures” e “off-roads do asfalto”, uma Rural com motor de seis cilindros, tração 4×4 e conforto de sobra não faria feio.

 

Ford Escort XR-3 conversível

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Os quatro faróis auxiliares do XR3 tornaram-se sinônimo de exclusividade para toda uma geração. Se você já passou dos 30, certamente já ficou babando ao ver um Escort com a capota aberta e uma bela garota a bordo passeando à beira-mar. Por dentro tinha um padrão de acabamento que não se vê há muito tempo em um carro nacional. Seria ótimo voltarmos a ver coisas desse tipo. Algo como um Focus conversível, por exemplo.

 

Ford Landau / Galaxie

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O Galaxie permanece até hoje na memória dos brasileiros como o carro mais luxuoso que já rodou por aqui. Silencioso, confortável, espaço transatlântico, também era o carro usado por dez entre dez autoridades de Estado. No fim da vida ainda recebeu o motor 302 V8 movido a álcool e mudou de nome para Landau. Saiu de linha em 1983 sem deixar um substituto.

 

Chevrolet Chevette

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“Tração traseira para as massas” é a primeira coisa que vem à mente quando se fala no Chevette — o sedã/hatch segue a receita mágica para fazer a alegria de qualquer gearhead, com mecânica simples e resistente, visual bacana (para quem gosta desse tipo de coisa, como nós) e baixo preço. Não seria incrível poder comprar algo assim, mas 0 km?

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A Chevrolet até deu um passo nesta direção em 2012, ao apresentar no Salão de Detroit o conceito 130R. Talvez a gente esteja viajando, mas enxergamos no pequeno cupê de motor dianteiro, tração traseira e três volumes bem definidos como um belo candidato a Chevette do século 21. Você não?

 

Volkswagen Karmann Ghia

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Talvez o Volkswagen mais elegante já feito, o Karmann Ghia foi um dos símbolos da esportividade e status dos anos 60. Sua carroceria desenhada pelo estúdio italiano Ghia e construída pela Karmann — em um processo artesanal, bem mais demorado e dispendioso — cruzou as décadas sem perder a pose. Além disso, se o Fusca tem uma versão retrô, por que não fazer uma de seu primo bem vestido?

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