FlatOut!
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Car Culture Games Top Zero a 300

Os games de corrida mais legais de 128 bits – Parte final


A sexta geração de consoles domésticos foi uma das mais prolíficas em se tratando de games de corrida. Por isso, perguntamos a nossos leitores quais eram os melhores jogos de carro para PlayStation 2, Dreamcast, XBox e Gamecube – e escolhemos o clássico Need for Speed Underground como ponto de partida.

Desde então, os games escolhidos por vocês já renderam duas listas com grandes títulos da chamada “era 128 bits” – confira aqui e aqui. No entanto, foram tantas sugestões bacanas que achamos por bem fazer uma terceira parte. Confira agora!

Forza Motorsport, 2005

Sugerido por: Jordan Rodrigues

Gran Turismo só foi ganhar um rival de verdade depois do quarto título da franquia, em outra plataformaForza Motorsport era a interpretação da Turn 10 Studios para a fórmula de GT no XBox, adicionando um modo online (ainda primitivo, mas satisfatório) e um sistema de colisão que incluía danos físicos e mecânicos aos carros – que eram mais de 230. Tudo bem, Gran Turismo 4 tinha quase 700, mas você acha que 230 automóveis diferentes é pouca coisa?

Diferentemente de Gran Turismo, onde bater nos muros e nos outros carros quase não te prejudicava (e podia até te ajudar a vencer uma corrida, dependendo da situação), Forza deixava a dirigibilidade, a aceleração e a velocidade máxima do seu carro piores a cada incidente. E seu carro ainda podia perder janelas (exceto o para-brisa, que só trincava), ter componentes aerodinâmicos arrancados e acumular riscos na pintura, coisa que não acontecia em GT4. Sem falar em outra questão que, por si só, é um forte argumento a favor de Forza: o ronco dos motores, que era convincente e não lembrava um aspirador de pó.

 

Need for Speed: Hot Pursuit 2, 2002

Sugerido por: gibagehrke

Hot Pursuit 2 já nasceu clássico. Ele foi o primeiro título da franquia Need for Speed a figurar na sexta geração de consoles (com versões para PS2, Gamecube e XBox, além dos computadores), e o último da fase clássica da série –depois dele, veio o primeiro Underground.

E o que tem de bom? Simplesmente o fato de ser uma releitura de Need for Speed III: Hot Pursuit, o game que introduziu as perseguições policiais à franquia, com gráficos melhores e jogabilidade mais afiada. A seleção de carro ainda fazia a linha “garagem dos sonhos”, composta de supercarros e esportivos de alto nível, de Lamborghini Murciélago a BMW M3 E39, passando por Mustang SVT Cobra R, McLaren F1 e Porsche Carrera GT.

E você também podia usar carros de polícia para prender os rachadores que aceleravam pelas sinuosas rodovias do jogo. Gostamos das novidades que os NFS seguintes trouxeram, mas Hot Pursuit 2 segue como uma ótima maneira de relembrar as origens da franquia.

 

FlatOut, 2004

Sugerido por: Vinicius Oliveira

FlatOut, além de ter um nome bacanudo, foi um dos jogos mais legais da década passada: corridas de demolição ao estilo clássico “o último a ser destruído vence” com uma engine física muito sofisticada, que danificava os carros de forma diferente de acordo com o tipo de colisão, o ângulo no qual o carro atingia os obstáculos na pista (ou outros carros) e a velocidade do impacto. Em um game de quase 15 anos atrás, tal recurso era impressionante pois, neste quesito, outros títulos (como Burnoutda EA Games) ficavam bem atrás.

Especialmente divertida era a presença de ragdoll physics, ou “física de boneca de pano” em uma tradução livre – método de animação que simula o comportamento do corpo humano “solto” no ar de forma realista. As ragdoll physics foram empregadas nas animações dos pilotos quando atirados pelo para-brisa nas colisões mais violentas. Em certos modos de jogo, você podia acumular pontos fazendo com que o piloto voasse por uma distância específica, atingisse certa velocidade ou acertasse determinado obstáculo.

A sequência FlatOut 2, lançada em 2006, seguia a mesma linha, mas trouxe uma melhora sensível nos gráficos e na física dos carros, além de colocar foco maior na cultura de rua, possibilitando que  se realizassem modificações nos carros.

 

Mario Kart: Double Dash, 2003

Sugerido por: Eduardo W.

Como você inova em um game de fórmula tão simples como Mario Kart? Foi esta a pergunta que a Nintendo teve de responder em 2003, quando lançou o primeiro título da série Mario Kart para o Gamecube. Era preciso ir além de um jogo de corrida de karts com os personagens do Reino dos Cogumelos. A solução foi simples: colocar dois personagens em um único kart, tornando o game cooperativo. Aproveitando que o Gamecube (assim como o N64 antes dele) tinha quatro entradas para controles, Mario Kart: Double Dash permitia que cada kart fosse comandado por dois jogadores: um para dirigir, outro para usar os power ups.

Os personagens eram 20, divididos em 10 duplas – Mario e Luigi, Wario e Waluigi, Yoshi e Birdo, etc., e havia dezesseis circuitos divididos em quatro copas. Além disso, eram oferecidos novos modos de jogo, como uma batalha em uma arena que podia incluir até dezesseis jogadores, caso se conectassem quatro consoles em uma rede LAN. Com isto, muitos consideram Double Dash o melhor título de Mario Kart até hoje.

 

Project Gotham Racing, 2001

Sugerido por: Skiegaard

Antes de Forza Motorsport, havia Project Gotham Racing. O arcade foi um dos títulos de lançamento do XBox, em 2001, e só não é o título mais vendido do console da Microsoft porque Halo: Combat Evolved fica com esta honraria. Seus gráficos extremamente detalhados para a época, com a maior quantidade de polígonos por modelo entre todos os jogos de corrida contemporâneos, eram só um dos bons aspectos de PGR. A jogabilidade era impecável, a lista de carros era excelente e havia um sistema de pontos diferente, chamado Kudos.

Para vencer uma corrida, você não precisava chegar na frente de todo mundo: era preciso também conseguir pontos (Kudos) suficientes realizando ultrapassagens arriscadas e dando derrapagens controladas nas curvas, por exemplo. De vez em quando correr por Kudos e percorrer as diferentes ruas das cidades era mais divertido que ganhar corridas em si, o que garantiu três sequências nos anos seguintes, com Project Gotham Racing 4 lançado para XBox 360 em 2007.

 

Sega GT, 2000

Sugerido por: Pedro Ivo Faro

Sega GT foi lançado em 2000 para Dreamcast, e foi um rival tardio para Gran Turismo, na verdade. Tinha gráficos excelentes para sua época, 22 circuitos diferentes e mais de 130 carros de fabricantes como Dodge, Toyota e Mitsubishi na versão americana. A versão europeia ainda contava com modelos da Alfa Romeo, Mercedes-Benz, Fiat e Audi. A jogabilidade era muito parecida com a de Gran Turismo, o que certamente ajudou a conquistar o público.

Os circuitos não eram correspondentes a pistas no mundo real, mas eram bastante criativos e diversos entre si, mas Sega GT compensava isto com uma mecânica bastante familiar e de fácil adaptação (embora o layout do controle do Dreamcast não fosse exatamente fácil de lidar), gráficos bonitos para a época e boas músicas próprias na trilha sonora, galgada na eletrônica. Infelizmente o Dreamcast teve vida curta, descontinuado em 2000, mas a franquia seguiu em desenvolvimento com Sega GT 2002 lançado para XBox.

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