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Project Cars

Project Cars #249: as evoluções da restauração do meu Fiat Coupé e um novo sistema de som

E aí, turma! Mais uma vez eu aqui de novo pra contar mais um pouco do meu Fiat Coupé. Elétrica e mecânica pronta, agora chegou a vez da pintura. E na sequência, as personalizações.

 

A pintura

Cofre do motor

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Depois de já ter feito a revisão elétrica, chegou a hora de fazer a parte mecânica. Mas como muitos já sabem, carro muito tempo em oficina acaba arranhando. E neste caso em que eu iria fazer toda a parte de motor e suspensão. Então tirei o motor completo do lugar, fiz a pintura do cofre do motor, e voltei pra parte mecânica.

 

Pintura geral

Finalizada a mecânica: motor, câmbio e suspensão. Chegou a hora de voltar para a oficina de pintura. Trabalho pacientemente e vagarosamente realizado pelo Magão, que já havia feito vários serviços pra mim, desde a época da Saveiro, pintou meu Astra, retocou minha moto, me ensinou a pintar capacete. Até aeromodelo ele já pintou pra mim. Sabíamos que seria uma tarefa árdua. O carro tinha peças com tonalidades diferentes e em nenhuma parte dele tinha aquele brilho de empolgar. Então partimos para a pintura completa.

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O parachoque dianteiro que havia saído do lugar na batida durante a revisão elétrica foi reparado com fibra de vidro. Aumentando sua resistência. O carro em si quase não tinha muitos pontos de ferrugem e os poucos encontrados foram removidos. O que realmente nos deixou triste foram dois pontos que já haviam sido batidos em épocas passadas e que não conseguimos preparar com uma quantidade mínima de massa. Um abaixo do vidro lateral traseiro do lado esquerdo e o capô. Ah o capô…

Este sim deu mais trabalho que o resto do carro todo. Pra começar, a própria concepção de projeto dele já apronta umas poucas e boas. A borda lateral dele é muito grande, e fica suspensa sobre o minúsculo para lamas e o para choque, quase como se estivesse flutuando. Como ele não toca nessas peças, fica muito difícil fazer o correto alinhamento de todas as peças.

Depois de muito trabalho, conseguimos fazer um alinhamento 92% aceitável. Sempre ouvindo aquela história: “É melhor tu comprar um novo!” como se essa fosse uma peça fácil de se achar em qualquer lugar. Cogitei até em fazer um completamente novo, com estrutura de alumínio e capa de fibra de vidro. Mas não achei ninguém aqui que se garantisse nessa empreitada.

Pintei também as faixas do painel e das portas.

 

Capas dos retrovisores

Um dos itens de design do carro que sempre me chamou a atenção desde o lançamento era a faixa preta na capa dos retrovisores. Eu achava um charme à parte! Lembro que na Quatro Rodas mostrava esse detalhe com uma foto exclusiva do retrovisor. Mas não sei por que, o antigo dono havia tirado essa faixa e feito o retrovisor liso. Eu achei horrível! E durante a pintura fiz questão de consertar.

Peças da carroceria desse carro são exclusivas dele e não existe compatibilidade. Se achá-las já é difícil, imaginem essas peças mais frágeis que são as primeiras a se quebrar. Passei então a “fazer” essa capinha do retrovisor. Durante a preparação da pintura, levei os retrovisores pra casa e comecei a estudar como fazer. Deu um pouquinho de trabalho, mas no final valeu a pena. Até que ficou bem feito. Ainda bem que tenho umas fotos das etapas… por que quando digo que fui eu que fiz, tem gente que não acredita.

 

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Primeiro fiz um molde de isopor, depois fiz uma forma de gesso e nessa forma fiz a peça de fibra de vidro. Depois foi só fazer o acabamento e levar para a pintura.

 

Faróis (milha, xenon, máscara vermelha) Escamoteáveis?

Durante os serviços da revisão elétrica, o carro sofreu uma pequena batida na frente deslocando o para choque. Como já estava ciente que teria que pintar o carro todo, não me preocupei muito com isso (Como dizia o capitão Nascimento: Põe na conta do Papa!). O que realmente me preocupou foi o farol de milha. Por sorte não quebrou o vidro, mas a parte interna virou farelo. Mais um trabalho daqueles: Melhor eu mesmo fazer pra me chatear menos!!

Colei a moldura dele com uma mistura de super bonder com algodão. Fiz o acabamento com massa plástica e pintei de preto fosco. Sei que muitos vão criticar, por já estar ultrapassando os limites do arranjo técnico e realmente entrar no mundo da gambiarra, mas certas vezes a necessidade nos obriga a apelar um pouco. E fiz os suportes do farol de milha com uma cantoneira de alumínio e fixei com vedachoque. Não ficou bonito… mas funcionou! Fechei o farol com silicone para finalizar o serviço.

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Serviço parecido precisei fazer também nos faróis principais. Eles nunca haviam ficado bem montados no carro. São bastante fora do convencional. Ficam presos no capô. Dá uma estética legal pro carro, mas sinceramente acho que não pensaram muito na manutenção. Acaba deixando o capô mais pesado, e o mais inconveniente… Regular a altura do facho dos faróis! (fecha o capô, mede a altura… abre o capô, regula um lado! Fecha… testa, mede o outro lado! Ah… não ficou legal, faz tudo de novo… isso várias e várias vezes! Até acabar a paciência e deixar pra outro dia!)

As orelhinhas originais que prendiam os faróis no capô já haviam sido quebradas e para fixá-los precisei utilizar aquele velho artifício da gamba… recortei uma chapa de alumínio, fixei no local das antigas orelhas do farol. Soldei parafusos novos no capô e prendi os faróis novamente. O mais próximo possível da posição original.

Um dos faróis já estava com a máscara interna quebrada e pra consertar teria que abrir o farol todo, fazer aquela cirurgia com super bonder e algodão e pintar… e já que ia pintar, vamos pra mais um toque de personalização. Os faróis agora seriam de máscara vermelha! Pra iluminar, troquei todas as lâmpadas por Xenon de 8.000K. Se for pra pegar multa… que seja bem aplicada! Luz alta, baixa e milha!

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Durante todo esse processo de reforma dos faróis, forçando a mente para ter ideias para consertar tudo isso, sempre vinham umas boas e outras mais ousadas. Em um certo momento cogitei a ideia de mudar  tudo e fazer outros faróis novos partindo do zero. Mas só que escamoteáveis!

Fiz umas simulações e vi que dá um bocado de trabalho, mas não é impossível. Ainda não consegui descartar completamente a ideia… apenas posterguei! Já que iria pintar o capô em breve, preparei logo uma chapa de fibra de vidro para acompanhar a curvatura do capô. Quando realmente decidir fazer mais este item, já tenho o material necessário para começar o serviço.

 

Tampa de válvulas e coletor de admissão

Ainda na onda dos pequenos detalhes que fazem uma diferença na estética do carro, aproveitei um dos vários momentos em que o motor estava desmontado e levei a tampa de válvulas e o coletor de admissão para fazer uma pintura eletrostática. O resultado ficou muito bom! Tem excelente resistência à temperatura, e no momento em que estava lixando o alto relevo para dar o acabamento de alumínio polido, vi que a tinta fica bastante espessa e resistente. No final muda completamente o visual do motor.

Neste post vou comentar sobre os itens de acabamentos e personalizações que fiz no carro. E no final um vídeo mostrando do carro como  ele merece ser tratado… andando pelas ruas e avenidas. Desde quando comprei o carro, a minha ideia era ter algo bem próximo do original de fábrica, porém sem nenhuma pretensão de ser um futuro placa preta. Pois queria alguns detalhes personalizados. Coisas simples, mas que dessem um certo charme ao carro.

 

Sistema de som

Me desculpem os apaixonados por som automotivo, mas tenho uma teoria que: O bom gosto musical é inversamente proporcional à potência sonora instalada no carro! (Incrível como os sons mais potentes tocam as piores músicas!!) Nunca fui muito fã de paredões de som em carro, carroceria de pick-up cheia de alto-falantes… gosto somente de um som ambiente de qualidade que eu possa curtir umas músicas… enquanto estou dentro do carro!

Pensando nisso, fiz um projeto simples, sem nenhum exagero, mas que me satisfaz perfeitamente. Coloquei dois coaxiais de 6″ de 60W RMS nas laterais traseiras, dois kit duas vias de 6″ de 60W RMS nas portas, com as twiter no painel, um sub-woofer de 10″ de 180W RMS numa caixa selada no porta malas, tudo da Bravoxx. Um amplificador Taramp`s TS600 pra alimentar todos e um velho mp3 de guerra… O Pionner DEH-P5800MP, o famoso pionner do golfinho, que apesar de já ser um pouco antigo continua tocando com uma qualidade muito boa, e tem um design que acaba combinando com o painel do carro. Substitui toda a fiação e coloquei pra fazer barulho…

Porém nem tudo é somente comprar as peças e montar! Sempre tem algumas interferências que acabam gastando um pouquinho mais de tempo e atenção. As telas dos alto falantes da portas eram umas adaptadas e com um gosto bem duvidoso.

Quando comprei  os alto falantes novos, estes vieram com duas telas, porém com o diâmetro um pouco menor que acabava por não dar montagem. Tirei os forros de porta, apliquei uma camada de fibra de vidro por dentro para que pudesse então fixar as novas telas.

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O carro tá tomando jeito, né? Nessas horas é que percebemos o quanto é prazeroso essa coisa de ficar fuçando nos carros. As primeiras voltas, os passeios, a turma parando pra conversar… fazendo várias perguntas sobre o carro. Dá um certo ânimo pra continuar… mas agora só no próximo post. Coming soon!

Por Jaime Muniz, Project Cars #249

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