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Project Cars Project Cars #309

Project Cars #309: a história do meu VW Polo 9N


Fala galera do FlatOut. Meu nome é Victor Leite, 22 anos estagiário e esse é meu ProjectCar para TrackDay’s e uso no dia-a-dia.

 

Fast Blá Blá Blá…

Como grande parte do publico que frequenta o site, sou um viciado por carros, e como sei que sou assim? Sempre adorei brincar com carrinhos, colecionei diversos catálogos de carros, revistas e odiava futebol.  E quando faziam aquela velha pergunta que toda criança tinha que responder pelo menos sete vezes por semana “Ei garotão, o que você quer ser quando crescer? a resposta era unânime Piloto de F1“. O resultado disso era que o Senhor Francisco e a Dona Ana tinham um mini entusiasta em casa, bem diferente da grande parte da garotada futebolista e soltadora de pipa de Diadema/SP.

E esse sentimento por carros ficou mais forte quando aos meus sete anos de idade, meu Pai vendeu o Volkswagen Gol 1.6 GL marrom para o nosso vizinho da frente, o Seu Braga. Lembro que me agachei no canto da garagem e chorei, afinal era o primeiro carro que eu tinha alguma lembrança de ter andado, era lá, onde me divertia virando o volante pra lá e pra cá até ele travar, apertava todos os botões do rádio Cougar e acordava igual um foguete aos domingos pra lavar ele junto com o meu velho. Mas foi por uma boa causa: duas semanas depois das longas, cansativas e rotineiras caminhadas a procura de um novo carro, chegava um Volkswagen Gol 1.8 CLi duas portas, branco, ano 1995. Foi paixão à primeira vista. Coloquei na minha cabeça que eu iria ter um carro desse.

 

Primeiro carro, primeiro trabalho

Após alguns anos comecei a trabalhar com dois objetivos: guardar dinheiro e comprar um Gol de segunda geração.

Não foi nada fácil, mas na hora certa consegui. Passei por ótimos momentos com esse carinho, e foi ótimo poder colocar o sexto Gol dentro da garagem da família. Conheci grandes pessoas que se tornaram mais do que amigos e outras que simplesmente ficaram para trás. Pude aprender muito e passei por poucas e boas com ele. Para ser sincero, eu tinha orgulho do meu Volkswagen Gol 1997, vermelho Dakar. Fiz algumas modificações no Bolinha e elas tiveram ótimos resultados.

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Passado algum tempo senti a necessidade de iniciar uma faculdade e deixar a empresa onde eu consegui meu primeiro emprego e escolhi seguir um rumo. Comecei a faculdade de Publicidade e Propaganda e logo no primeiro semestre comecei a me cadastrar em diversos sites de estágios e etc, durante o meio do semestre eu estava cansado de receber propostas de empresas que não tinham o meu perfil e afinal eu estava acomodado.

Enquanto isso o Gol estava parado na garagem, afinal não era fácil pagar a facu e arcar com os custos de tudo sozinho. Creio que vocês passam ou passaram por isso e sabem que é uma fase de cão. E no meio disso tudo apareceu à irmã de um velho amigo vendendo um Chevrolet Corsa C 2004 por um preço legal. Conversei com meu pai e eu sabia que iria ouvir “vende o Gol e pega o Corsa, é um carro mais novo, mais econômico e ideal para sua fase atual”. Fiz o bendito negócio e me arrependo até hoje de ter vendido o Gol, mas foi por um bom motivo.

 

O Porco

O Corsa estava feio de lata, tudo era torto, vazava óleo, água, cheirava mal, o som do comando de válvulas batendo não era legal, tinha barro e poeira por tudo que era lado e o motor era 1.0. Resolvi com a ajuda de alguns amigos dar uma cara nova para o pequeno Porco apelido carinhoso que dei para o Corsinha, fizemos a troca dos emblemas Chevrolet para Opel e pintamos de preto. Depois veio a higienização e polimento, máscara negra nos faróis com seta âmbar, trocamos o para-choque dianteiro para o da Chevrolet Montana Sport, instalamos filtro esportivo e escape sem abafador e molas Red Coil. As rodas eram réplicas da BBS RS com pneus 185/55 R15 Firestone Firehawk 400 e para sanar o barulho efetuei a troca do comando de válvulas para o do 1.4, troca do radiador, e toda manutenção que não era feita a muito tempo nesse carrinho com mais 100.000 km rodados.

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Durante um almoço, estava eu e minha marmita na copa da empresa, recebo um e-mail da PSA dizendo que meu perfil era compatível com o da empresa e que gostariam de fazer uma entrevista comigo! Nesta hora o feijão caiu, derrubei meu Dolly e quase cai da cadeira, levantei correndo e liguei para marcar a minha visita. Afinal era meu sonho, trabalhar com carros.

O resultado não poderia ter sido melhor, fui aprovado com apenas uma entrevista e não pensei duas vezes: fui imediatamente falar com meu chefe jipeiro maluco e enchi a boca pra falar que estava saindo para atuar no ramo automotivo.

 

O estágio

Levo cerca de 1h30 de casa até o prédio da PSA em São Paulo, e atuo na área de Marketing CRM, o engraçado foi que quando iniciei na PSA, pensei que ia ser algo como um encontro de gearheads, imaginei que todos fossem malucos por carros igual nós, e na verdade não é bem assim. Eles possuem um conhecimento automotivo indiscutível que leva um tempo para ser compreendido, eu tive que me acostumar com esse nível superior de conhecimento para entender o funcionamento de uma montadora no Brasil. Com o passar do tempo fui conhecendo os GearHeads que trabalham aqui e com ajuda deles pude iniciar um projeto de aproximação, entre a marca Citroën e os clubes C4 e DS, fui acolhido de braços abertos e fiz grandes amigos por lá.

 

Frustrações, Procuras e o Polo

No decorrer dos meses comecei a me sentir totalmente frustrado com o Corsa, a motorização dele nunca me agradou, e apesar de ser muito divertido de guiar, havia chegado a hora de assar o Porco e como presente de despedida. Durante a volta do encontro do semanal do DS Clube, escutei um pequeno barulho e o carro morreu. Encostei para averiguar, abri o capô e aparentemente tudo estava certo. Voltei a tentar ligar umas duas ou três vezes, mas na tentativa seguinte ouvi um estouro forte vindo do motor. Parei e olhei para o meu amigo com aquela cara de “f****”. Tive a sensação que minha noite havia terminado ali mesmo.

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Quando abrimos o motor do Porco o diagnóstico foi o da imagem acima: a correia dentada estourou e atropelou as válvulas. Fiquei alguns meses sem carro até conseguir arrumá-lo e o deixar rodando novamente em perfeitas condições, e coloquei na cabeça que não queria mais esse Porco na minha vida. Comecei a procurar soluções rápidas para nunca mais ver esse Corsa na minha frente.

Com duas semanas apareceu uma primeira solução, que parecia ser o melhor negócio da minha vida: um Audi A3 1.8T 150cv manual ano 99/00.

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E felizmente não foi um bom negócio. Tive diversos problemas com meu pai e na negociação dos carros aprendi que “não se deve confiar em todo mundo” (levem isso para a vida de vocês é algo que poderia ter me livrado de uma dor de cabeça).

E volta o porco arrependido…

Anunciei novamente para a venda e para minha surpresa o vendi a um preço bacana e bem rápido.

Enfim, comecei a procurar o meu novo carro sem nada pensado ou programado. Aí o velho ditado “mente vazia é a oficina do diabo” entrou em ação. Comecei a pesquisar e queria voltar para as origens apezeiras. Fiquei caçando anúncios de Gol GTi 8v de segunda geração igual um maluco na internet e só achava carros muito caros ou danificados que não agradava nem por foto. E após algumas conversas com minha namorada, que sempre me ajudou muito, decidi não comprar um Gol (ela detesta o Gol), e fui conversar com meus melhores amigos que possuem Polos sendo dois GT e um Sportline. Fui convencido a entrar para panela dos quase Golf pela boa relação custo / beneficio do carrinho.

Voltei a pesquisar anúncios, mas dessa vez fui focado em achar um Polo 2.0 9N 02/03 mais conhecido como “Zoinho Zoião”. O carro foi muito bem equipado na época e oferece um ótimo pacote para quem procura um carro bacana.

Infelizmente foi um carro que teve “poucas” unidades vendidas no Brasil, portanto foi difícil achar uma unidade em SP e em boas condições. Como estava esperto com as surpresas que eu poderia encontrar no caminho graças à má sorte que tive com o Audi, resolvi ser mais seleto na escolha do futuro carro. Localizei dois exemplares: o primeiro contava com dois itens a mais que o segundo (ar-condicionado digital e computador de bordo). Liguei para o primeiro vendedor e marquei uma visita sem compromisso. Convidei um amigo Poleiro e fui ver o carro, chegando na loja foi uma decepção sem igual, o carro estava com diversas avarias na lataria, faltando acabamentos, mas como eu estava procurando um carro pelo a motorização resolvi abrir o capô e dar uma olhada. Imediatamente meu amigo me mostrou alguns sinais que aquele carro havia pegado fogo e o porta-malas estava branco por completo — o pó deixado pelo extintor usado eliminou minha dúvida que aquele não séria o meu novo carro. Sem ao menos contatar o segundo vendedor, partimos para ver a opção menos equipada, afinal eu já estava meio triste com aquele pensamento que nunca iria achar o carro ideal.

Chegando lá, avistei a segunda opção, no canto da pequena loja de bairro gerenciada por dois portugueses. Fui muito bem atendido pelo o senhor de cabelos brancos, que estava totalmente disposto a mostrar o carro em todos os detalhes. Depois de uma grande avaliação e um breve papo fomos embora. O bendito carro estava bem cuidado, com 103.000 km rodados,único dono motor e interior íntegro, manual e devidas revisões feitas na concessionária VW. Um detalhe que me chamou a atenção foi que o extintor ainda era o original da VW. Após mais duas visitas na loja com meu pai e minha namorada e um test-drive, finalmente fechei o negócio.

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Finalmente eu estava com faca e o queijo na mão. Busquei o carro em uma quinta-feira onde fui para casa curtindo o carro e fui direto ao mecânico da família para uma revisão básica. Trocamos lubrificantes e fluidos, verificamos os níveis de água e possíveis vazamentos, pois notei que a temperatura passava um pouco dos 90ºC. Fui até a casa minha namorada no outro dia e fui surpreendido pela a luz da temperatura, parei imediatamente e chamei o guincho e voltamos para a oficina no sábado. E o problema foi identificado: a bomba de água estava cansada pelo o tempo de uso, trocamos a peça e o carro voltou ao normal.

Voltando para casa parei na primeira loja de tintas e comprei sprays e lixas, afinal eu precisava dar minha cara ao carro. Comecei pintando rodas do VW Bora e emblemas de preto fosco, envelopando algumas peças e removendo o insul-film.

É acho que já falei muito nesse post, durante os próximos capítulos vamos ter mais modificações no Polo.

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E como prometido vamos ter o “Você Decide” em algumas partes do projeto e vou mudar os pneus do carro, fiquei na dúvida atualmente uso 205/55 R16 quais marcas e perfil vocês me indicam?

Esse é meu ProjectCars. Espero que tenham gostado por enquanto. Um grande abraço a todos e até o próximo post!

Por Victor Leite, Project Cars #309

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