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Project Cars Project Cars #523

Project Cars #523: definindo o visual e o acerto de suspensão do Fusca 72 “Cerejinha”

Por Douglas Furlan, Project Cars #523

Como informado nos dois posts anteriores, esse Fusquinha 1972 canela seca ficou em um celeiro parado por 15 anos, teve um acidente (eu acho) e algumas partes foram soldadas, e tem algumas costuras na carroceria por dentro, não sei ao certo o que aconteceu.

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Ele passou por uma reforma no inicio dos anos 1990 e mudaram a cor do carro. Originalmente era “vermelho montana”, hoje tem uma pintura desgastada em “vermelho rubi”. Alguns detalhes não quero tirar, muitos me perguntam se vou repintar o carro, se vou restaurar ele inteiro, mas, além de não ter condições financeiras para tal “restauração”, andei fazendo varias regularizações. O carro irá manter soldas e costuras aparentes mantendo a sua história, estamos finalizando a parte de reforma interna que terá uma bela pintura mantendo algumas coisas antigas a mostra.

Na parte externa pretendo somente manter e cuidar da pintura existente, alguns detalhes de funilaria serão refeitos nos para-lamas, mais manteremos a patina.

Como as ideias e detalhes do carro foram alterando ao decorrer desses quase quatro anos, muitas coisas estão sendo refeitas e modificadas. Foi comprado um novo quadro de suspensão “pivô”, torres deslocadas, mangas de eixo para disco, foi feito um trabalho pelo preparador Stanley Wesller de Interlagos nos braços da suspensão (com a nova angulação dos braços a cambagem mínima será de 2° negativos), pois andar com o Fusca baixo e suspensão de pivô pode dar final de curso no mesmo, então o trabalho executado foi o mesmo que usam na “Copa Fusca”.

Muita coisa da categoria eu sempre gostei e trouxe para o meu carro, escapamento, trava de capô e da tampa do motor e agora a suspensão dianteira terá cambagem negativa sem a possibilidade de regulagem positiva, ainda vou providenciar a gaiola, e vários outros detalhes.

A questão de pista me levou a pesquisar vários carros de época e uma coisa que me chamou a atenção é que vários carros europeus tem a pintura lisa e quatro círculos brancos para colocar números. Muitos desses carros hoje andam somente com as bolas brancas pintadas, sendo assim, eu fiz a pintura dos círculos no pincel. Ainda não fiz na parte traseira por ter adquirido uma tampa do Fuscão 1500, com duas janelas aletadas, vai ficar muito legal essa tampa no carro — lógico que já coloquei para ver como ficará.

Tive que refazer alguns detalhes das listras que tem na lateral, os aros dos faróis foram removido o cromo e feito uma pintura na cor do carro como era em 1950 e em alguns Fuscas belgas, achei muito bacana o resultado.

Também aproveitei e pintei os aros das lanternas, as lentes bicolor e um sistema de placas de LED também na traseira.

Toda a caracterização do carro foi feita por esse que vos escreve e no pincel, assim como era feito antigamente, logico que como não tenho a mão firme como a maioria dos “letristas” da época, usei fita e alguns adesivos em negativo para ajudar na execução. Ainda vou fazer mais três logos pq achei que ficou faltando mais coisas, usei o logo da Shell de 1963, o logo da Deus ex Machina pois curto muito a filosofia deles e além das motos eles fazem alguns carros também, Fusca inclusive.

Os próximos serão os da “Cibié”, “Bosch” e o do correio alemão, porque “CORREIO ALEMÃO?”, já me fizeram essa pergunta, eles são um dos principais patrocinadores do campeonato de turismo local, o DTM, e, além disso, o logo remete a um instrumento musical, a trompa (french horn), instrumento que eu toco.

Algumas coisas andaram dando problema. A atual suspensão de embuchamento está com o lado direito mais baixo e em breve será trocada pela moderna que será preparada com peças da Razor de Curitiba e montagem da Katraka Suspensões. Os amortecedores preparados pela Gass amortecedores ficaram excelentes, com 30% a mais de carga na traseira e 25% a mais na dianteira, foram encurtados e deu uma melhora muito significativa. 

Outra coisa com problema está sendo uma das válvulas travando, a de admissão do terceiro cilindro, provavelmente porque a nossa gasolina brasileira não é muito confiável. Estou pensando em mudar para etanol, mais ainda não sei se faço isso. Vamos tentar limpar o sistema e ver o que acontece.

O painel do carro foi refeito na parte onde ficaria o rádio devido a vários cortes feitos para rádios modernos. Como não vou usar rádio, resolvi refazer o padrão fabrica, comprei o remendo em um encontro e foi soldado ao painel com solda MIG, o acabamento ficou muito bom, só irei furar a tampa para colocar dois manômetros. 

Aproveitando a pintura interna, será feita uma limpeza, polimento nas latarias do porta-malas e será refeita toda elétrica com uma bela organização para ficar bem clean. Tive ajuda de uns amigos que me ajudaram muito até agora, agradecimento vai ao Ricardo Stravatte, Bruno Schiavon, Gabriel Brain e ao meu filho Abilio, que, mesmo com dois anos, já quer ficar mexendo no carro, com as ferramentas, quer ajudar a limpar e sempre curte (de longe por conta do barulho) ver o carro funcionando. Coisa que achei que iria demorar por conta de medo do barulho, era pedir para dar uma volta, o moleque já diz que é nosso “Fuca vemelho” e já pediu para andar.

Em breve mais informações…


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