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Zero a 300

Projeto de lei para cobrança proporcional de pedágios é aprovado pelo congresso, Volkswagen prepara investimento para novo Gol, a cara do novo Polo GTI e mais


Bom dia, caros leitores! Bem-vindos ao Zero a 300, a nossa rica mistura das principais notícias automotivas do Brasil e de todo o mundo. Assim, você não fica destracionando por aí atrás do que é importante. Gire a chave, aperte o cinto e acelere conosco!

O Zero a 300 é um oferecimento do Autoline, o site de compra e venda de veículos do Bradesco Financiamentos. Nesta parceria, o FlatOut também apresentará avaliações de diversos carros no canal de YouTube do Autoline – então, clique aqui e se inscreva agora mesmo (e não esqueça de ativar o sininho)!

 

Projeto para cobrança proporcional de pedágios é aprovado no Congresso

Tudo começou com uma reivindicação dos moradores dos arredores das praças de pedágio. Eles só queriam poder circular na região onde moram e fazer as tarefas do dia-a-dia sem ter que pagar mais uma tarifa. Por isso, um dos representantes destes cidadãos, o senado Esperidião Amin, apresentou um projeto de lei (clique aqui para ler a íntegra) para isentar estes cidadãos da cobrança do pedágio local.

O projeto foi aprovado no Senado, depois enviado à Câmara, onde foi modificado e, ao retornar para o Senado para apreciação, tramitou com um texto substitutivo (leia a íntegra aqui) – uma alteração no projeto original feita pelo relator do projeto — que visa não isentar a tarifa, mas instituir uma cobrança proporcional de livre passagem, isto é, sem praças de pedágios.

Aprovado pelo Senado em março, o projeto foi enviado à Câmara e agora aprovado em caráter conclusivo — o que significa que ele será encaminhado ao gabinete da presidência para sanção ou veto. Embora a cobrança proporcional seja positiva para a maioria dos usuários das rodovias concedidas — em especial aqueles que já pagaram pedágio para fazer um retorno ou para ir à cidade vizinha —, o projeto não mais prevê isenções para os moradores dos arredores das praças de pedágio, e ainda institui que o Conselho Nacional de Trânsito deverá deliberar sobre os dispositivos de uso obrigatório para fiscalização.

Na prática, isso significa que o Congresso Nacional acaba de instituir a fiscalização em tempo real por meio de leitura de placas e/ou chip eletrônico de instalação obrigatória em cada veículo. Como o texto ainda prevê a cobrança de tarifas de pedágio em vias urbanas, ele abre o caminho para os pedágios urbanos, que seriam cobrados pelo mesmo sistema de reconhecimento de placas usado para fiscalizar o licenciamento dos veículos em algumas cidades. Na prática, com a nova lei, cada cidade ou estado da Federação poderá instituir uma cobrança de pedágio apoiada em praticamente qualquer justificativa, o que tornaria o uso do automóvel tarifado.

Apesar de ser apreciado pelos 513 deputados e 81 senadores do poder legislativo federal, o projeto tem caráter inconstitucional, visto que a fiscalização por chip ou qualquer sistema que permita a monitoração do movimento dos veículos infringe o artigo 50 da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade, a intimidade e a vida privada dos cidadãos. Foi o mesmo artigo que “derrubou” o chip das novas placas do padrão Mercosul.

Ainda que possa ser bem-intencionado em sua origem, o projeto aprovado pelo Congresso abre vários caminhos para que seja usado de forma abusiva pelo poder público — desde o monitoramento de cada automóvel registrado no Brasil, até a cobrança por seu deslocamento. (Leo Contesini)

 

Volkswagen confirma investimento no Brasil – orçamento deverá trazer nova geração do Gol

Apesar do atraso causado pela atual pandemia do novo coronavírus, a Volkswagen confirmou na última sexta-feira (7) um novo ciclo de investimentos em sua operação brasileira. O anúncio foi feito pelo presidente da Volkswagen na América Latina, Pablo di Si.

Embora não tenha detalhado a aplicação dos investimentos, ele confirmou que a fábrica de Taubaté/SP está com a “produção interrompida para receber a nova plataforma”. Tudo indica que se trata da plataforma MQB-A0, usada na atual geração do Polo e dos crossovers T-Cross e Nivus. Em Taubaté, contudo, os modelos produzidos deverão ser o Polo Track, uma nova versão de entrada do modelo, que irá substituir o veterano Fox até 2022, e as novas gerações do Gol e Voyage que, segundo declarações anteriores do próprio Pablo di Si, não serão abandonados porque têm um nome muito forte no Brasil.

É possível ainda que a Volkswagen inclua a picape Tarok em seus planos futuros para o Brasil. O segmento é atrativo a ponto de a Renault manter a Oroch mesmo com a chegada do novo Duster e com o domínio de 85% do mercado pela Fiat Toro. Faz sentido, portanto, que a Tarok divida a linha de produção com os crossovers da mesma plataforma. (Leo Contesini)

 

Polo GTI ganha teaser oficial e será lançado em junho

Depois de revelar lá fora a linha 2022 do Polo, com visual ainda mais inspirado no Golf, a VW divulgou o sketch oficial da versão GTI. A fabricante também diz que o pocket rocket será apresentado ainda em 2021, no final de junho.

Apesar das proporções conceituais típicas dos rascunhos de projetistas, o teaser mostra que o Polo GTI assume com ainda mais vigor a estética do Golf, adotando o mesmo friso vermelho da versão esportiva, luzes auxiliares hexagonais no para-choque (posicionadas nas falsas entradas de ar) e, novamente, a barra iluminada abaixo da grade, entre os faróis.

A mecânica não deve mudar muito, e o Polo GTI provavelmente manterá o motor 2.0 turbo usado no modelo pré-facelift, que dispunha de 200 cv e 32,6 kgfm de torque. Com câmbio DSG de dupla embreagem e seis marchas (a versão manual de seis marchas foi descontinuada), é o bastante para ir de zero a 100 km/h em 6,7 segundos, com máxima de 237 km/h. Como o Golf GTI de oitava geração ficou mais potente, talvez a Volkswagen encontre uma janela para aumentar a potência do novo Polo GTI.

Agora, fica a pergunta: nosso Polo GTS vai acompanhar o facelift do GTI? Esperamos que sim, porque o visual ficou interessante, e é extremamente improvável que o GTI de verdade chegue ao Brasil. (Dalmo Hernandes)

 

Porsche Macan elétrico tem protótipo revelado (e Boxster pode ser o próximo)

A Porsche vai lançar seu segundo modelo elétrico depois do Taycan: o Macan. Ele será feito sobre a plataforma PPE (Premium Platform Electric) da Volkswagen, a mesma já usada pela própria VW e também pela Audi com seu Q4 elétrico. E a Porsche acaba de revelar os protótipos.

O Macan elétrico será vendido junto com a nova geração com motor de combustão interna, prevista para chegar em 2023. Os protótipos indicam que o SUV elétrica terá linhas semelhantes ao modelo atual, porém com a identidade visual própria da Porsche para seus veículos movidos a bateria, com faróis ovais de LED com quatro elementos horizontais sob as lentes.

A Porsche ainda não dá detalhes técnicos sobre o Macan elétrico, mas diz que ele usará a mesma arquitetura de 800V do Taycan para permitir recargas rápidas de até 270 kW. E também promete que o SUV terá autonomia “consideravelmente maior” que o próprio Taycan – que, por sua vez, é capaz de rodar até 365 km com uma única carga.

A versão a combustão continuará usando a plataforma atual, porém devidamente atualizada – afinal, a geração atual tem seus sete anos.

Sobre o Boxster ser o próximo: de acordo com a Car and Driver, conversas de bastidores e pedidos do próprio diretor de desenvolvimento da fabricante, Michael Steiner, reforçam a ideia de que a Porsche está trabalhando em ritmo acelerado em uma variante elétrica do roadster, que pode ser apresentada como um conceito bem próximo da versão final nos próximos meses.

A Porsche já havia apresentado um conceito elétrico para seu esportivo de entrada em 2011, mas o protótipo ficou pesado demais e isso comprometeu suas características dinâmicas. Agora, dez anos depois, os alemães agora provavelmente chegaram a uma versão aperfeiçoada da receita. Tudo para garantir que, apesar de elétrico, ele ande exatamente como a versão a combustão.

A ideia a princípio é que, como o Macan, o Boxster elétrico também seja vendido lado a lado com o modelo a combustão, de modo a realizar a transição de forma mais suave. Enxergamos essa decisão também como salvaguarda, para o caso de o combustível sintético em que a Porsche trabalha atualmente dê certo e seja viável comercialmente. (Dalmo Hernandes)

 

Lotus pode vender projeto e ferramental do Elise para garantir sua continuidade

A essa altura você deve lembrar que o Elise – e seus irmãos, o Exige e o Evora – serão substituídos por um novo esportivo, o Emira (também conhecido como Type 131). A Lotus promete que o Emira será o último Lotus com motor a combustão e que será o melhor de todos, para encerrar o ciclo com chave de ouro.

Mas esse pode não ser o fim da linha para o clássico Elise, que completa 25 anos em setembro de 2021. Em entrevista ao Automotive News Europe o diretor-gerente da Lotus, Matt Windle, admitiu uma possibilidade interessante: que a fabricante venda os direitos sobre o projeto, os componentes remanescentes e todo o ferramental do Elise/Exige/Evora para outra fabricante, dando sinal verde para a continuidade da produção.

“Se o projeto certo e a parceria certa aparecerem, não vejo por que não”, disse Windle. “É um carro maravilhoso.”

Não seria a primeira vez que a Lotus faz algo do tipo: hoje o Caterham Seven só existe porque a Lotus vendeu o projeto original à Caterham na década de 1970 – e o clássico esportivo projetado por Colin Chapman está por aí até hoje, melhor do que nunca. Se a Caterham fizesse o mesmo com o Elise, seria um final muito feliz. Aguardemos. (Dalmo Hernandes)

 

Bristol voltará à ativa como fabricante de elétricos

Falando em clássicos britânicos: a Bristol, famosa por fabricar o mesmo grand tourer por quase 40 anos (o Bristol 603, mais conhecido como Bristol Blenheim), vai voltar. Agora, como fabricante de esportivos elétricos.

A empresa foi liquidada no ano passado, mas o nome será reaproveitado pelo empresário britânico Jason Wharton. A propriedade intelectual da marca foi toda comprada por Wharton, e seu objetivo maior é transformar a Bristol em “um empresa líder no segmento dos elétricos” até 2026 – bem a tempo do aniversário de 80 anos da fabricante.

Antes disso, porém, a tradição: a Bristol voltará a fabricar alguns de seus modelos antigos em série limitada – como o 411 Series 1, o Fighter e o Speedster – com motor V8 Hemi de 6,4 litros e câmbio ZF automático de oito marchas, além de suspensão, freios e interior modernizados. Esses carros serão fabricados até 2025, quando será lançado o elétrico Bristol Bucaneer.

Sobre ele, sabe-se apenas o nome e que ele será totalmente elétrico – não se fala sobre design ou powertrain por enquanto. Mais informações devem ser reveladas com o tempo. (Dalmo Hernandes)

 

Toyota GR Super Sport pode chegar em 2022

A Toyota não precisa fazer um hipercarro de rua para homologar o novo GR010 Hybrid, seu protótipo que vai disputar as 24 Horas de Le Mans de 2021 na categoria Hypercars – as mais recentes mudanças no regulamento passaram a permitir protótipos criados especificamente para competições, sem a necessidad de criar uma versão de rua. Mas, de acordo com os britânicos Autocar, a fabricante não está nem aí para isso e vai lançar uma versão de rua do GR010 mesmo assim.

Com o nome provisório de GR Super Sport, ele será o membro mais radical da linha GR, que atualmente inclui o GR Yaris, o GR Supra e o recém-revelado GR 86. E, embora o regulamento de Le Mans estabeleça um teto de 670 cv para os protótipos, o GR Sport será bem mais potente: a Toyota fala em um arranjo híbrido, composto por um V6 biturbo de 2,4 litros e até três motores elétricos, para chegar até os 1.000 cv ou mais.

O estilo do carro deve seguir o que se vê no GR010, porém com elementos obrigatórios em um carro de rua e interior com acabamento mais civil. Na prática, será um sucessor para o lendário GT-One, especial de homologação contemporâneo nos moldes do Porsche 911 GT1 e do Mercedes-Benz CLK GTR que virou ícone por causa de Gran Turismo 2. Ou seja: estamos ansiosos para vê-lo! (Dalmo Hernandes)

 

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